sábado, 28 de fevereiro de 2015

O Aperfeiçoamento da Virada no nado Costas

O Aperfeiçoamento da Virada no nado Costas

Nado costas - O Aperfeiçoamento da Virada

O aperfeiçoamento é um segundo aprendizado, pois, além de melhorar os gestos conhecidos, adiciona outros para, cada vez mais, tornar o nado perfeito.

Neste ponto, temos que observar todos os detalhes de cada fase do nado para conseguirmos atingir o que pretendemos, além de criar exercícios educativos que levem o nadador a executar com segurança e perfeição.

Vejamos as Viradas:

Aqui, precisamos estar certos do que se segue:

1. Temos certeza da distância a percorrer até a parede?

2. A virada de corpo de decúbito dorsal para ventral não deve perder a velocidade de chegada.

3. A cambalhota deve ser segura e rápida.

4. Ao se aproximar da virada, deve manter ou aumentar a velocidade mas nunca, diminuir.

5. A virada completa precisa ser de grande velocidade.

6. Antes da virada deve haver uma inspiração.

7. A virada para a posição de crawl é feita sem haver progressão de crawl.

8. As pernas devem ser jogadas extendidas para a parede.

9. Há uma flexão e uma violenta extensão das pernas.

10. Os braços devem manter-se extendidos, mãos se tocando atrás da cabeça, durante o deslize, pressionando os ouvidos.

11. Logo após a virada, iniciar a "golfinhada".

12. A cabeça deve submergir apenas centímetros.

13. O movimento de "golfinhada" não deve exceder a 10 metros.

14. Sob a água, o corpo fica o mais paralelo possível à linha de superfície, mãos juntas, braços tocando os ouvidos e assim devem se manter até diminuir o impulso e haver o recomeço do nado.

É óbvio que, durante o aperfeiçoamento, há um treinamento e, nós vamos deixá-lo a cargo de cada um, apenas registrando os seguintes lembretes:

1) Toda correção devagar, deve ser seguida de uma rápida, pois, desenvolvendo velocidade, é normal que o nadador volte ao erro que, possivelmente, já esteja mecanizado.

2) Quanto maior o número de repetições, maior a possibilidade de aprendizado, assim, um longo percurso de pernas, braços e nado, além de repetições nadadas, deve ser efetuado para quem se aperfeiçoa.

3) Não devemos nos esquecer que um atleta só pode executar seu trabalho, movido por grande motivação.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O Aperfeiçoamento da Saída no nado Costas

O Aperfeiçoamento da Saída no nado Costas

Nado costas - O Aperfeiçoamento da Saída

O aperfeiçoamento é um segundo aprendizado, pois, além de melhorar os gestos conhecidos, adiciona outros para, cada vez mais, tornar o nado perfeito.

Neste ponto, temos que observar todos os detalhes de cada fase do nado para conseguirmos atingir o que pretendemos, além de criar exercícios educativos que levem o nadador a executar com segurança e perfeição.

Vejamos a Saída:

Aqui temos que verificar o seguinte:

1. A posição dos pés é a mais confortável possível para o nadador abaixo do nível da água?

2. As mãos ficam com a separação igual à largura dos ombros quando o atleta segura na haste de saída?

3. No sinal "às suas marcas", os braços devem puxar para baixo, o quadril deve sair parcialmente da água e se manter imóvel.

4. Ver se no sinal de partida há rápida reação.

5. Ao sinal de partida as mãos devem pressionar a haste para baixo.

6. A cabeça se move para cima e para trás.

7. Os quadris se elevam da água.

8. O nadador inspira.

9. Os braços são arremessados para trás pela lateral e não por cima.

10. As pernas devem se estender completamente

11. Os quadris ficam completamente fora d'água e não se arrastam nela.

12. As costas se curvam o bastante para que o corpo descreva um arco dos pés às mãos.

13. As mãos se juntam atrás da cabeça. Mãos se sobrepondo.

14. Elas devem tocar a água primeiro.

15. Na completa extensão dos braços, os bíceps devem comprimir os ouvidos.


16. Uma vez dentro d'água, desliza até diminuir a velocidade de impulso.

17. Iniciar logo o batimento de pernas.

18. Expirar enquanto a cabeça estiver sob a água.

19. Realizar o movimento de golfinho de costas em extensão menor que 10 metros, ou até 10 metros.

20. Antes de sair fora d'água, um braço executa um movimento completo e o corpo rompe a água durante esta primeira puxada.

21. Logo na saída, evitar respirar na primeira braçada, até o equilíbrio total do corpo.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O Aperfeiçoamento da Respiração no nado Costas

O Aperfeiçoamento da Respiração no nado Costas

Nado costas - O Aperfeiçoamento da Respiração

O aperfeiçoamento é um segundo aprendizado, pois, além de melhorar os gestos conhecidos, adiciona outros para, cada vez mais, tornar o nado perfeito.

Neste ponto, temos que observar todos os detalhes de cada fase do nado para conseguirmos atingir o que pretendemos, além de criar exercícios educativos que levem o nadador a executar com segurança e perfeição.

Vejamos:

Respiração

Erros mais comuns:

1. Falta de ritmo

2. Tomada de ar quando um dos braços está na vertical

Correções:

1.1. Fora d'água, criar um ritmo respiratório.

1.2. Dentro d'água, aplicar o ritmo em movimento lento e depois, em progressão de velocidade.

2.1. Isto faz com que pingos de água caiam na boca ou nos olhos do nadador, o que o obriga a criar um movimento lateral para o desvio. Para correção, ensinar fora d'água, e depois dentro d'água, a inspiração na "pegada" de um braço e a expiração na "pegada’ do outro.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O Aperfeiçoamento da Braçada no nado Costas

O Aperfeiçoamento da Braçada no nado Costas

Nado costas - O Aperfeiçoamento da Braçada.

O aperfeiçoamento é um segundo aprendizado, pois, além de melhorar os gestos conhecidos, adiciona outros para, cada vez mais, tornar o nado perfeito.

Neste ponto, temos que observar todos os detalhes de cada fase do nado para conseguirmos atingir o que pretendemos, além de criar exercícios educativos que levem o nadador a executar com segurança e perfeição.

Vejamos:

Braços

Erros mais comuns:

1. Colocação da mão fora de lugar na pegada, muito para dentro ou muito para fora.


2. Empurrada da mão em movimento falso, próximo à superfície.


3. Queda do cotovelo antes da mão passar pelo ombro.


4. Término da braçada muito longe de quadril, sem força.


5. Término da braçada muito funda e muito para baixo dos quadris, ocasionando rolamento excessivo.


Correções:

1.1. No caso de ser demasiadamente para dentro, rompendo o plano sagital, temos que dizer o seguinte: "leve sua mão bem para fora na lateral" está é a chamada correção pelo exagero.

1.2. Caso o braço se flexione para dentro, trazê-lo reto e dirigi-lo para fora, um de cada vez.

1.3. Caso a colocação seja muito fora do prolongamento do ombro, solicitar ao nadador que faça o gesto roçando o braço no ouvido.

2.1. Isto indica que a mão não está pegando superfície propulsiva e, para fazê-lo, o rolamento dos ombros é o remédio já que se necessita que a mão seja levada mais funda.

3.1. Exercício fora d'água com a mão vindo para frente e o cotovelo para trás.

3.2. O mesmo exercício dentro d'água.

4.1. Fora d'água, exercício para o tríceps.

4.2. Dentro d'água, pedir ao atleta que, quando executar o movimento, faça de conta que estará lançando uma bola para os pés.

5.1. Verificar o rolamento que deve estar exagerado, fazer o exercício natural fora e dentro d'água, com um braço, depois com outro.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O Aperfeiçoamento da Pernada no nado Costas

O Aperfeiçoamento da Pernada no nado Costas

Nado costas - O Aperfeiçoamento da Pernada

O aperfeiçoamento é um segundo aprendizado, pois, além de melhorar os gestos conhecidos, adiciona outros para, cada vez mais, tornar o nado perfeito.

Neste ponto, temos que observar todos os detalhes de cada fase do nado para conseguirmos atingir o que pretendemos, além de criar exercícios educativos que levem o nadador a executar com segurança e perfeição.

Vejamos:

Pernas

Erros mais comuns:

1. Joelhos fora d'água

2. Ritmo diferente entre os movimentos das pernas

3. Chute lateral com uma das pernas

4. Batida fora d'água

5. Movimento apenas da perna

6. Ponta dos pés para cima.

Correções:

1.1. Fazer batimento fora d'água, com visualização.


1.2. Fazer batimento dentro d'água com uma prancha segura sobre os joelhos.


2.1. Fazer batimento de uma perna de cada vez.

2.2. Fazer 4 batimentos da perna que trabalha menos, por 2 batimentos da perna que faz mais.

3.1. Trabalho de perna com pressão da sola do pé para baixo.

3.2. Trabalho de pernas na lateral contrária ao batimento anômalo.


4.1. Batimento de pernas na posição vertical, seguro no quebra ondas.


4.2. Deixar a perna cair cerca de 40 cm abaixo do nível da água e executar aí o batimento.


5.1. O nadador terá que entender antes que o movimento nasce na articulação coxo-femural. O que faz executar o movimento conjunto de coxa, perna e pé. Este exercício será efetuado fora d'água, o braço pode ficar na lateral para não extenuar o nadador e permitir o abaixamento das pernas.

5.2. O mesmo exercício, dentro d'água.


6.1. Batimento de perna, procurando enfatizar o movimento dos pés, abaixo da superfície.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O Aperfeiçoamento do Rolamento dos Ombros no nado Costas

O Aperfeiçoamento do Rolamento dos Ombros no nado Costas

Nado costas - O Aperfeiçoamento do Rolamento dos Ombros

O aperfeiçoamento é um segundo aprendizado, pois, além de melhorar os gestos conhecidos, adiciona outros para, cada vez mais, tornar o nado perfeito.

Neste ponto, temos que observar todos os detalhes de cada fase do nado para conseguirmos atingir o que pretendemos, além de criar exercícios educativos que levem o nadador a executar com segurança e perfeição.

Vejamos:

Rolamento dos Ombros

Erros mais comuns:

1. Não execução.

2. Execução exagerada e conduzida

Correções:

1.1. Verificar a execução da alavanca dos braços que não devem estar sendo feita acertadamente, pois, o rolamento natural é uma conseqüência. Exercício Indicado: Executar a alavanca fora d'água (em um banco) e também dentro d'água, no quebra ondas, após o que, realizar exercícios com um só braço, nadando, e depois com o outro, procurando perceber a alavanca.

1.2. Verificar a "pegada" da mão na água, que pode estar sendo levada para a lateral. Exercício Indicado: Com um só braço, fazer a pegada fora d'água. O mesmo dentro d'água, sem impulsão e, posteriormente, nadando, executando uma piscina com um dos braços e voltando com outro.

2.1. Já vimos como deve ser efetuado o rolamento de ombros, neste caso, vamos ver o Exercício Indicado: Fazer a pegada bem baixa e procurar terminar a braçada tocando levemente com a mão na nádega contrária. Fazem-se 3 vezes com um braço, 3 vezes com o outro e depois 3 vezes com ambos.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

O Aperfeiçoamento da Posição do Corpo no nado Costas

O Aperfeiçoamento da Posição do Corpo no nado Costas

Nado costas - O Aperfeiçoamento da Posição do Corpo

Como já nos referimos várias vezes o aperfeiçoamento é um segundo aprendizado, pois, além de melhorar os gestos conhecidos, adiciona outros para, cada vez mais, tornar o nado perfeito.

Neste ponto, temos que observar todos os detalhes de cada fase do nado para conseguirmos atingir o que pretendemos, além de criar exercícios educativos que levem o nadador a executar com segurança e perfeição.

Vejamos:

Posição do Corpo

A mais paralela possível ao nível da água.

Erros mais comuns:

1. Queda dos quadris

2. Movimento da cabeça

3. Mau batimento das pernas.

Correções:

1.1. Fora d'água, exercícios para os músculos abdominais.

1.2. Dentro d'água, batimento de pernas com os braços estendidos no prolongamento do corpo e mãos entrelaçadas.

2.1. Exigir batimento de pernas como nos acima citados, colocar um local de visualização para o nadador e exigir que ele mantenha desta forma, a cabeça sem movimento. Em todo caso, verificar se a posição incorreta da cabeça não está ligada a movimentos de braços mal executados.

3.1. Exigir a posição correta do batimento de pernas.

3.2. Executar grandes variações de batimento de pernas, como sejam: batimento lateral, batimento apenas para baixo ou para cima, etc.

3.3. Criar um longo trabalho de pernas para conseguir o objetivo, não deixando, entretanto, que o atleta se irrite com uma repetição igual e constante, para evitar que ele se desinteresse pelo nado de costas.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Aprendizagem de Longas Distâncias na Execução do Nado Costas.

Aprendizagem de Longas Distâncias na Execução do Nado Costas.

Aprendizagem do nado Costas - Longas Distâncias na Execução do Nado.

Muito se tem falado, inclusive, em treinamento, sobre a validade das longas distâncias em nado de costas e, agora, a maioria dos técnicos é de acordo que ela deve ser feita desde o aprendizado, guardadas as proporções.

É bom que se deixe aqui claro que, até agora, nosso aluno ainda não executa a alavanca do braço corretamente e está terminando o aprendizado, mas, sabemos que ele se firma no seguinte: tentativas e erros.

Estamos certos também que a repetição, quanto maior, mais aumenta nossa habilidade.

Assim sendo, iniciamos nosso aprendiz em 25 metros e vamos, gradativa-mente, aumentando, até que ele atinja grandes distâncias e consiga cada vez mais, dominar o nado de costas, quando teremos a oportunidade de aperfeiçoá-lo nos movimentos aprendidos. Criamos novos movimentos e procuraremos torná-lo, realmente, um nadador, através de um treinamento consciente.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O Batimento de Pernas na Aprendizagem do nado Costas.

O Batimento de Pernas na Aprendizagem do nado Costas.

Aprendizagem do nado Costas - Batimento de Pernas.

Muitas vezes nos firmamos muito tempo neste trecho da aprendizagem e o deixamos, muitas vezes, ao bel prazer do praticante e colocamos ao débito das diferenças individuais, o que nos livra de maiores preocupações e acabamos por conseguir nadadores com falhas irremediáveis, já que o batimento de pernas, em nado costas, tem uma representação muito maior que no crawl.

Estabeleçamos desde já que o nadador de costas deve ter uma pernada vigorosa e, para tanto, necessita uma boa série de força de pernas e uma grande quantidade de trabalho para elas.

É preciso que o nadador saiba que sem um forte treino dos membros inferiores, não durará muito como costista.

Ao exigir do atleta os braços estendidos, no prolongamento do corpo, com as mãos entrelaçadas e braços roçando as orelhas, estaremos conseguindo o seguinte:

1°) Posição correta da cabeça, por conseguinte, dos olhos;

2°) Elevação obrigatória do quadril, pois, quem não consegue executar esse exercício, é porque tem os quadris baixos e dificulta a própria progressão;

3°) Maior trabalho de pernas, o que, naturalmente, tornará o executante um nadador melhor e mais completo.

Se o exposto acima não bastasse para convencer o técnico e o atleta que o batimento de pernas deve ser executado da maneira descrita, vamos deixar aqui um pensamento sintetizado de grandes técnicos mundiais:

"Se você desejar ser um nadador de costas, não efetue trabalho de pernas com prancha, não o faça também com os braços ao lado do corpo, como também não o deve fazê-lo com apenas um braço estendido atrás da cabeça."

Tudo isso pode e deve ser adicionado à seqüência pedagógica do nado costas, para melhoria de nossos alunos.

Quem está lendo e tem uma classe de aprendizes, dirá imediatamente: -"... não estou de acordo e acho que tal procedimento não levará o aluno a aprender, pois, não conseguindo se manter nos movimentos não gostará da execução do nado e o deixará de lado".

Nós vamos aceitar, bem no início do domínio da posição dorsal, mas achamos nós que ela deve ir sendo introduzida, para acostumar e exercer a posição correta no treinamento. Pedimos ao técnico para ordenar seu pensamento da seguinte forma:

a) Que estou pretendendo, ensinar o nado costas ou simplesmente ficar na água em decúbito dorsal?

b) Como professor, deve iniciar pelo mais fácil, para chegar ao mais difícil, então, inicie como ache, mas chegue sempre ao correto.

c) Será que terei condições de criar motivações tais que consiga ensinar o nado costas como se deve?

d) Deverei fazer um ensinamento direto ou posso executá-lo com interrupções para conseguir um objetivo, mesmo que um pouco mais tarde?

Se o treinador refletir demoradamente sobre as questões acima, certamente que, como nós, chegará ao seguinte resultado:

a) Pretendo ensinar o nado de costas, e, se possível, obter um campeão, já que me propus a trabalhar com uma linha que nos leva a eles.

b) Posso, evidentemente, tentar algumas posições mais fáceis mas, sempre tentando outras mais difíceis, até que o nadador consiga dominar o movimento.

c) O aluno terá que entender, através de desenhos, filmes, demonstrações, conversas e explicações que o que procuramos é o melhor para ele. Com constante atenção, correção e boa dose de ânimo, você alcançará o objetivo que pretende.

d) Quando você sentir que o cansaço se aproxima, ou que o nadador se desmotiva, não deixe que nada disso tome conta dele, modifique seu trabalho ou pare, se necessário, não sem antes uma palavra de incentivo: - "Você está cada vez melhor"... "Continue assim, você logo será o nadador que eu acredito", e outras mais que façam crescer o crédito e o ânimo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Posição da Cabeça e Rolamento dos Ombros na Aprendizagem do nado Costas.

Posição da Cabeça e Rolamento dos Ombros na Aprendizagem do nado Costas.

Aprendizagem do nado Costas - Posição da Cabeça e Rolamento dos Ombros.

É preciso que a cabeça do nadador de costas seja imóvel, com ligeiro arqueado do queixo em direção ao tórax, o que lhe colocará o raio visual em um ângulo de aproximadamente 45 graus, em relação ao nível da água.


Para que o olhar seja assim mantido, bem como a cabeça, devem ser criados pontos de fixação para o nadador, para que ele se habitue e se concentre na posição correta.

Sempre que possível, desenhos do nado devem ficar em lugares bem visíveis, para que o nadador tenha sempre em mente o modelo correto de uma posição.

Não é preciso que se diga aqui nada sobre noção de flutuação, deslize e impulsão que se deve dar ao aluno que se inicia no difícil caminho do estilo.

Convém mesmo que nenhum acessório seja utilizado, principalmente no batimento de pernas, para que o iniciante não tenha uma falsa noção de flutuabilidade. Aliás, sempre nos propomos durante aperfeiçoamento ou treinamento, a utilização da mesma regra.

Quanto ao rolamento natural dos ombros, como reação de uma ação, pensamos o seguinte: Não rolar os Ombros é não ser Nadador.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O Aprendizado do nado Costas

O Aprendizado do nado Costas

Nado costas - Análise de Trabalho

Há três tipos de trabalho para chegar ao nadador consumado de nado de costas, como qualquer outro estilo: Aprendizagem, Aperfeiçoamento e Treinamento.

A Aprendizagem do nado Costas.


Neste ponto, convém nos reportarmos ao nosso livro "Metodologia da Natação", que cuida desse aspecto como uma faceta do aperfeiçoamento, já que ele corresponde à execução mais perfeita do nado crawl, o primeiro estilo aprendido, e o conhecimento de novos estilos.

Agindo assim, pressupomos que aquele que se inicia no nado de costas, já flutua, tem controle respiratório, algum ritmo, enfim, é capaz de nadar crawl. Desta forma, nos interessa que ele siga certos princípios que o levarão a executar bem o nado costas.

Então, vejamos esses princípios:

1) Domínio da posição dorsal na água.

2) Propulsão das pernas.

3) Propulsão dos braços.

4) Posição da cabeça.

5) Rolamento dos ombros.

6) Correção incansável.

Para os primeiros itens, domínio da posição dorsal, primeiros trabalhos de pernas e braços, podemos indicar nosso livro anterior, "Metodologia da Natação", mas assim mesmo, nos reservamos o direito de colocar mais alguma coisa que passamos a descrever:

Temos que possuir nossa filosofia própria a respeito do que fazemos. É comum desejarmos impingir em nossos atletas, gestos que observamos em outros nadadores, ou executar modificações neles, segundo opiniões dos outros treinadores, sem indagar ao atleta sobre sua preferência e, muito menos, sem estudar a aplicabilidade do que aprendemos sobre nosso aluno.

Com referência ao último item, fazemos questão de deixar impresso aqui o que nós realmente pensamos e temos como ponto firmado em nossa filosofia:

Uma vez que o aprendiz já domina a posição de costas, nos dirigimos imediatamente ao aprendizado perfeito, através de exercícios educativos e aplicações que dão início ao trabalho do nadador de costas e não param mais, pois, como já dissemos, neste estilo, por sua característica de decúbito dorsal, muito facilmente o atleta perde posição e execução do gesto, se não estiver atento e se não for bem vigiado, por isso nós achamos que a correção deve ser permanente, incluindo os dias de polimento para a prova principal.

Nós poderíamos simplesmente colocar neste capítulo, a seqüência pedagógica, já nossa conhecida, mas no dia-a-dia aprendemos muito e pretendemos sempre acrescentar algo em nosso estudo.

Tentaremos estabelecer 3 tópicos que são fundamentais para o costista dentro dos 6 itens acima relacionados:

- Posição da Cabeça e Rolamento dos Ombros;

- Batimento de Pernas e

- Longas Distâncias na Execução do Nado.

Veremos estes tópicos nos capítulos a seguir.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Capacidade do Nado de Costas

Capacidade do Nado de Costas

Nado costas - Capacidade de Nado

Há duas distâncias de prova de nado costas: 100 e 200 metros.

Normalmente, o nadador é capaz de executar bem os dois percursos, mas é óbvio que ele deverá ter preferência por um dos dois e, quando não, poderá executar melhor um que o outro.

Nós vimos acompanhando nadadores de todas as épocas, por seus tempos e classificações e notamos que sempre uma metragem se sobressai mais que outra, mesmo que o nadador tenha boa classificação em ambas, mas isto não exclui ninguém de ter o mesmo aproveitamento em ambas.

Temos trabalhado muitos atletas em nado de costas e a experiência nos diz que o exposto acima é fato comum entre nossos nadadores.

Nós não costumamos separar exatamente uma distância de outra, mas dou maior atenção ao SPRINT para nadador de 100 metros e maior à meia distância ao nadador de 200 metros.

Neste ponto, você poderá indagar: "Mas não é o mesmo nadador?"

Na maioria das vezes sim, então, como é de seu costume dar tiros de longas distâncias ao nadador de costas, pelo menos uma vez cada 15 dias, eu o mantenho preparado para ambas as provas, já que ele é treinado como o nadador de nado livre, em metragem e esforço.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Como fazer a Chegada do nado Costas

Como fazer a Chegada do nado Costas

Nado costas - Análise das Chegadas

Parece-nos muitas vezes que a chegada se resume apenas a uns décimos de segundo, ou mesmo centésimos, não merecendo, por isso, grande consideração nossa. Isto, entretanto, não é verdade, pois não é pequeno o número de nadadores que deixaram de se classificar em importantes eliminatórias, por terem chegada com diminuição de ritmo ou com oscilação, por moverem a cabeça para constatar a chegada.

Da mesma forma que o nadador se aproximou da parede para executar a virada, deve ser a chegada, com mais atenção e, imprimindo cada vez maior ritmo. Não deixar que o ombro perca a horizontal, que perca a posição de nado, para evitar desclassificação, na mais das vezes, por se afobar na chegada.

O nadador consciente, nada bem, vira corretamente e chega melhor.


domingo, 15 de fevereiro de 2015

Como fazer a Virada do nado Costas

Como fazer a Virada do nado Costas

Nado costas - Análise das Viradas

Para executar a virada do nado de costas, o atleta se orienta pelas bandeirinhas demarcatórias que ficam a 5 metros das duas cabeceiras, sobre a mesma posição onde as balizas mudam de cor, para a mesma referência em outros estilos.

Quando o nadador passou pela demarcação, já havendo treinado isso, sentindo-se próximo da parede, conforme treino realizado, ele executa uma revolução no corpo, ficando de bruços, em posição de nado crawl, faz a aproximação e executa a virada como se fosse de nado livre, reto sobre o eixo do corpo, e realiza a virada com um forte impulso na parede com ambas as mãos para trás e unidas. Executar as "golfinhadas" conforme treinamento e iniciar o nado da mesma forma feita na saída. Não esquecer que os braços ficam unidos, comprimindo a cabeça, com as mãos se sobrepondo até o início do nado.

A Virada Completa


Quando é feita a propulsão, há um pequeno deslize, as pernas iniciam o movimento de golfinho, a expiração é efetuada sob a água, um dos braços realiza uma poderosa braçada que leva o corpo para a superfície e, iniciando nado completo, evitando respirar até que o equilíbrio tenha sido dominado na segunda ou terceira braçada.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Como fazer a Saída de costas do nado de costas.

Como fazer a Saída de costas do nado de costas.

Nado costas - Estudo das Saídas de Competições

A saída do nado de costas, nem sempre recebe a mesma atenção que é dada aos outros estilos, talvez por uma posição que achamos cômoda e que tem como preocupação principal, impulsionar-se para trás. À medida que o nadador progride, entretanto, encontramos como falha, muitas vezes, a saída mal executada; e passamos a nos interessar por ela.

Posição

Com o consentimento do juiz de partidas:

a) os nadadores tomam posição na água.

b) Seguram-se na haste de saída de costas.

c) Colocam os pés na parede da piscina, abaixo da linha da água, em obediência às regras, ficando eles alinhados, lado a lado, ou em

posição alternada, segundo a preferência do atleta. Uma parede lisa requer uma posição alternada, para maior segurança dos pés. d) As mãos seguram a haste diretamente à frente ou ligeiramente ao lado dos ombros.

Com a voz de "às suas marcas", do juiz de partidas, o nadador puxa seu corpo para cima e para frente da haste de saída. O queixo deve ser levado para baixo, contra o peito, em direção aos joelhos. Os cotovelos se flexionam para baixo e se abrem, dando espaço para a passagem dos joelhos entre eles.


A Saída

Com o sinal de partida, o atleta joga a cabeça para trás. Os braços se soltam da haste e se estendem, jogando as mãos para trás e pela lateral.

O tronco é forçado para trás e impelido bem distante, pela força executada pelos pés na parede da piscina. As mãos saindo lateralmente, mantém um vôo paralelo à água, com as palmas para cima. Nós preferimos que as mãos se juntem, para maior equilíbrio e segurança na entrada.

A Trajetória

O corpo percorreria desta forma, um caminho aéreo, paralelo à água. Os quadris deveriam ser elevados, para evitar seu toque na água. Braços e pernas estendidos. Os braços caminham para uma posição atrás da cabeça, para a entrada na água, com as mãos se sobrepondo. Devido à elevação do quadril e o abaixamento da cabeça para trás, o corpo descreveria uma linha curva.

A Entrada

Deve ser feita, primeiramente, pelas pontas dos dedos e o corpo deve entrar na água com um ângulo muito pequeno, pois, se o fizer grande, tomará uma posição mais vertical e a entrada será muito funda o que prejudicaria em muito a saída.

O Deslize

Uma vez dentro d'água, o corpo sofre um pequeno deslize e imediatamente é iniciado um movimento simultâneo das pernas de cima para baixo e vice-versa que corresponde à pernada do borboleta na posição de costas. Os braços devem estar bem estendidos, comprimindo a cabeça, mãos se sobrepondo. Este movimento pode ser realizado até 10 metros, mas para isto o nadador deve estar muito bem treinado. Ao terminar o movimento o atleta inicia imediatamente o trabalho de braços seguindo o nado completo.


Cada nadador caminha o espaço que tinha treinado para tal, não ultrapassando a 10 metros.

Quando o nadador começa a sentir a perda do deslize, mesmo com a ação das pernas, deve executar uma potente braçada que o levará para a superfície e a segunda braçada já seria acompanhada pelo trabalho dos olhos, procurando seu alvo e manterá o olhar a 45 graus com a superfície da água.

Somente na terceira braçada deve o nadador iniciar sua respiração padrão, pois seu corpo já estará em equilíbrio e em completo domínio.

Como colaboração do Prof. William U. de Lima, colocamos aqui que seria interessante para nosso conhecimento que a utilização da pernada golfinho nas saídas e viradas do nado de costas teve início na década de 70.0 atleta brasileiro que primeiro praticou essa mudança foi Ricardo Prado. De seu início até 1988, os atletas podiam realizar quantas pernadas desejassem, até que em SEUL o vencedor da prova, o canadense Marc Tewsbury realizou 38 metros de nado submerso com pernada golfinho. De 1989 a 1991 foram codificadas as pernadas, podendo serem realizadas apenas até 10 metros.



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Estudo da Respiração no Nado de Costas

Estudo da Respiração no Nado de Costas

Nado de Costas - Estudo da Respiração.

Nos parece que, estando o rosto sem obstrução, a respiração não oferece nenhum problema e nenhuma regra precisa ser obedecida, sendo ela realizada da maneira que for possível, desde que se consiga levar ar aos pulmões. Isto tem uma aparência de verdade, mas não retrata a realidade em nenhum momento.

Assim, vejamos: - antes de mais nada, é necessário se estabelecer uma respiração padrão e não permitir que haja seccionamento, mudança ou quebra de ritmo. O que temos que exigir do nadador é que ele padronize a respiração que lhe seja mais conveniente, mas em um único ritmo.

Poderia ser, inspiração na recuperação de um braço e expiração na de outro. Estabelecer um ritmo respiratório para cada recuperação.

O mais importante de tudo, entretanto, é o estabelecimento de um ritmo que não pode ser alterado.

A boca permanece aberta e a inspiração total não deve ser executada na passagem do braço pelo rosto, para se evitar que a água que se solta pelo movimento, se introduza na boca.


A respiração tem que ter um modelo estabelecido pelo nadador, mesmo com auxílio do técnico, para que ele tenha sempre a mesma atuação e um ritmo respiratório. Para assegurar isto, o nadador deve manter sua boca aberta mas utilizando o que acima foi falado sobre não respirar totalmente na passagem do braço para evitar também desvio da cabeça para se livrar dos respingos, dificultando a respiração ou criando movimentos desnecessários.

A manutenção dos lábios soltos e faces descontraídas, é um trabalho que o técnico pode fazer e ajuda o progresso do nadador.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

A Coordenação e Rotação dos Ombros na Braçada do Nado de Costas

A Coordenação e Rotação dos Ombros na Braçada do Nado de Costas

Nado Costas - A Coordenação e Rotação dos Ombros na Braçada

Como dissemos no início da exposição deste estilo (nado costas), ele parece fácil, pela posição deitada e a facilidade respiratória, entretanto, ele depende de uma coordenação exata e da manutenção de uma posição perfeita para que sua propulsão se torne cada vez mais efetiva.

Nado Costas - A Rotação dos Ombros na Braçada

Os ombros, em nado de costas, giram em torno de um eixo, no plano sagital, de cujo eixo faz parte a cabeça de modo a oferecer maior possibilidade de emprego das alavancas dos braços e reduzir a resistência da recuperação dos mesmos.

Na realização da fase da braçada, com finalização de um braço e a saída do outro, este último tem seu ombro elevado, não como resultado da ação do nadador, mas como reação de uma ação contrária, que é a empurrada do primeiro braço. É preciso que o nadador entenda isto, através de exercícios educativos, para evitar um movimento desnecessário que invariavelmente dará uma posição má para o restante do corpo.

Como os braços trabalham opostos, é claro que os ombros também o fazem. A ilustração abaixo, mostra a mecânica deste trabalho.


Para demonstrar o aumento da alavanca conseguida com o rolamento, faça um nadador segurar outro, de forma que este execute primeiramente a alavanca, sem rolar os ombros e, em seguida, peça-lhe para executar com rolamento natural e ele irá notar a diferença e a validade dela.

Não se pode deixar de enfatizar que os ombros rolam sobre um eixo fixo e que a cabeça faz parte dele, não podendo pois, mover-se de forma alguma. Exija a manutenção dos olhos focalizados em um alvo escolhido, de modo a manter seu olhar em um ângulo de 45 graus, em relação à linha de superfície.

Podemos pois, encerrar o item que trata da coordenação, dizendo que o braço ao entrar na água, provoca uma queda do ombro correspondente, o que vai causar uma rotação em torno do eixo central do corpo, com conseqüente elevação do outro, de tal modo a providenciar mais campo para a ação da braçada e reduzir resistências desnecessárias.

Enquanto um braço se dirige para a tomada de água, o outro realiza o gesto de finalização da braçada. Quando um ombro se abaixa, o outro se levanta em um giro perfeito em torno do eixo central.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A Recuperação da Braçada no Nado de Costas

A Recuperação da Braçada no Nado de Costas

Nado Costas - A Recuperação da Braçada

Após uma relhada forte, executada na finalização da braçada, o membro todo sofre um relaxamento e parte para o início da recuperação, com o pulso completamente solto, o que obriga uma queda da mão e impede um atrito em seu dorso.

O braço parte para um movimento solto mas retilíneo, para trás, em direção à linha do ombro, até o ponto de entrada da mão. À medida que o braço avança, a mão vai conduzindo sua palma para fora de modo que venha coincidir com a descrição feita da entrada da mão na água. É preciso acentuar ao nadador, que, na passagem da vertical do ombro, o dedo mínimo deve estar apontando para baixo, a fim de executar uma correta entrada.


Nota:

1. A saída da mão para a recuperação pode ainda ser executada com a palma da mão para dentro e esta vai se voltando para fora, à medida que avança na recuperação, entrando com o dedo mínimo voltado para baixo.

2. Há muitos técnicos e autores que admitem a saída da mão com o dedo mínimo para cima, isto é, com a palma para fora, o que irá irá forçar o nadador a completar corretamente a braçada, realizando uma entrada perfeita. Esta posição nos parece cansativa, com desgastes desnecessários, por isso admitimos sua realização na parte de aperfeiçoamento do nado, para um correto movimento de tomada de apoio.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A Finalização da Braçada no Nado de Costas

A Finalização da Braçada no Nado de Costas

Nado Costas - A Finalização da Braçada

A extensão do braço se dá até mais ou menos a 10 cm da coxa, quando se executa uma chicotada final, que os americanos chamam muito apropriadamente de "Snap".

Com este movimento, a mão se relaxa, terminando com a palma para baixo em direção dos quadris.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A Empurrada dos Braços no Nado de Costas

A Empurrada dos Braços no Nado de Costas

Nado Costas - A Empurrada dos Braços

Quando a mão alcança o cotovelo, como já descrito, ela passa a ser empurrada por ele, para frente, em direção aos pés. O punho continua em hiperextensão, para permitir à mão que se oponha à linha perpendicular da empurrada, continuando sua trajetória em arco inclinado. O cotovelo faz a empurrada da mão, até sua extensão total.


domingo, 8 de fevereiro de 2015

A Tração dos Braços no Nado de Costas

A Tração dos Braços no Nado de Costas

Nado Costas - A Tração dos Braços

Após a mão entrar na água e sentir sua primeira oposição que denominamos apoio, ou mais comumente conhecida pelos técnicos por "pegada", inicia-se a fase seguinte, que vai desde o apoio até que a mão alcance o cotovelo que não age nesta fase, ficando como ponto fixo.


Nesta posição que alcança a costela mais baixa, a mão deve chegar a 30 a 45 cm, abaixo da superfície, obedecendo as diferenças individuais, e percorreria um caminho arqueado, até se situar em uma posição de 10 a 20 cm abaixo da linha da água, para iniciar um novo caminho em direção aos pés.

O trajeto em arco, descrito pela mão na água, significa sua procura das superfícies propulsivas, o que assegura uma resistência constante da água na palma da mão, o que não pode ser sempre na mesma direção.

Após o apoio, a procura daquelas superfícies, tem seu caminho reduzido pela flexão do cotovelo que se arma através de uma alavanca interpotente. A palma da mão precisa receber a linha da puxada perpendicularmente.

O cotovelo serve apenas como condutor da mão, e, em nenhum momento, é empurrado por ela para frente, motivo porque, ele não se adianta, ele é deixado cair para a armação da alavanca e não permitir sua caminhada à frente da mão e isto diminui o ângulo por ele formado, que deverá ter aproximadamente 110 graus na passagem da mão pela caixa toráxica. Este ângulo que pode ser sempre maior, impede a saída da mão fora d'água que estará dirigida para lateral.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

O Apoio dos Braços no Nado de Costas

O Apoio dos Braços no Nado de Costas

Nado Costas - O Apoio dos Braços

Apoio é a posição da mão que encontra a primeira resistência oferecida pela água, e que tem uma profundidade que varia de nadador para nadador e está intimamente ligada ao rolamento do ombro e à flexibilidade do atleta. O apoio, com a tração, não deve ser feito com dedos unidos, para evitar uma posição incômoda e um conseqüente desgaste desnecessário.

Vamos situar duas posições para nos localizarmos bem:

1) Podemos dizer que a profundidade do apoio, embora dependa de outros fatores, pode situar-se em aproximadamente 50 a 60 cm. da linha de superfície.

2) Devemos solicitar ao atleta que execute o apoio com os dedos ligeiramente separados, em uma posição natural.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A Entrada dos Braços no Nado de Costas

A Entrada dos Braços no Nado de Costas

Nado Costas - A Entrada dos Braços

Corresponde à colocação do braço na água que deve estar no prolongamento do corpo, com o braço muito próximo do ouvido, palma da mão para fora, entrando primeiramente o dedo mínimo.

O ponto de entrada deve ser tomado atrás da cabeça, ligeiramente fora do eixo central do corpo. A mão terá seu dedo mínimo como condutor, e formará em sua entrada, um ângulo aproximado de 145 graus com o antebraço tendo-se em vista o que for formado pela colocação da mão e o eixo central do corpo.


É muito importante a não flexão do braço durante a entrada e é preciso estarmos atentos pois é muito comum erros originários do referido gesto e sobre isto falaremos no capítulo correspondente ao aperfeiçoamento.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Trabalho de Braçadas no nado Costas

Trabalho de Braçadas no nado Costas


Nado Costas - A Propulsão dos Braços


Quando realizamos um estudo, precisamos dividí-lo em partes que nos tornem possível sua compreensão e análise perfeitas, por isso, vamos separar os componentes deste, como já o fizemos em nado crawl.

Partindo da colocação do braço na água, teremos:

a) Entrada;

b) Apoio;

c) Tração;

d) Empurrada;

e) Finalização;

f) Recuperação;

g) Coordenação.

Veremos nos tópicos a seguir cada uma dessas fases da braçada de costas.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O Trabalho de Propulsão das Pernas no nado de Costas.

O Trabalho de Propulsão das Pernas no nado de Costas.

Nado de Costas - A Propulsão das Pernas.

Propulsão de Pernas: Uma pernada forte e efetiva é a chave do nado de costas e ela implica não apenas no equilíbrio do corpo mas na propulsão real, que deve ser mantida com ritmo de 6 (seis) batidas para cada ciclo completo de braços. É preciso conseguir-se a máxima flexão dos tornozelos, para uma pernada solta e com trabalho evidente. Os pés são, ligeiramente voltados para dentro conseqüência de uma posição cômoda, além de um maior raio de ação de força nas superfícies propulsivas, embora os pés não devam romper a linha da água, tendo apenas um efeito de ebulição.

As pernas se flexionam na ação descendente e se estendem na ascendente. Todo o trabalho de pernas deve ser executado como o descrito anteriormente, com os braço estendidos no prolongamento do ombro, entrelaçados atrás da cabeça. O uso da prancha deve ser evitado, só o fazendo (com prancha de isopor), sobre os joelhos, para enfatizar sua manutenção abaixo da água e, quando algum aluno tenha grade dificuldade em aprender o batimento de pernas com a posição descrita, usá-la atrás da cabeça, para melhor manutenção do equilíbrio do corpo.

Descrevemos para o nadador a pernada, dizendo-lhe para pensar em chutar uma bola d'água. Isto visa auxiliar a compreensão da fase ascendente da pernada, ao mesmo tempo que, para ter a percepção da fase descendente, o atleta executará a pernada com os braços estendidos para trás, forçando apenas as pernas para baixo, com a sola dos pés. Os braços ao longo do corpo, como na gravura, auxilia aos iniciantes.


Como nós pretendemos um ritmo de 6 (seis) batidas por ciclo completo de braços, pedimos ao nadador, em aperfeiçoamento, que use um estilo de nado devagar com os braços e pernada rápida, para seu controle e noção de ritmo.

Um batimento fraco de pernas pode produzir uma rotação irregular e bamboleio dos quadris.

É preciso que se diga que a flexão da perna no nado de costas, é maior que a do nado crawl, em virtude da "pegada" de água que tem que ser feita por ela em superfície propulsiva em seu movimento ascendente, além de oferecer maior equilíbrio e comodidade, já que a posição obriga a um maior caimento das pernas como podemos ver no desenho.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Posição dos Quadris no nado de Costas.

Posição dos Quadris no nado de Costas.

Nado de Costas - A posição dos Quadris.

Quadris. Devem ser mantidos altos e fixos com uma ligeira oscilação que apenas acompanhe o trabalho de pernas e a movimentação do tronco.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Posição da Cabeça no nado de Costas.

Posição da Cabeça no nado de Costas.

Posição da Cabeça no nado de Costas.

Podemos dizer que a cabeça, no nado de costas, se mantém sem movimentação, como se fosse uma plataforma, em torno da qual girassem os braços. Deve, entretanto, ser uma posição cômoda, como se estivesse sobre um travesseiro (imitação feita pela revolução de água) com o queixo a um ângulo de 30 graus aproximadamente, em relação ao tórax pois os olhos precisam manter um ângulo aproximado de 45 graus com a linha da água. Os ouvidos ficam submersos, queixo contraído, mas ajustado levemente na posição.


Um ligeiro movimento é executado pela cabeça para a lateral, após passar pelas bandeiras de aviso para as viradas, a fim de se situar o nadador, para a execução da volta.


Alguns nadadores, especialmente os velocistas, gostam de manter alta a cabeça e o fazem em virtude de uma pernada forte, do aumento da velocidade e da elevação do corpo.


Para manter a posição correta da cabeça, sem movimento, o técnico deve pedir ao nadador para imaginar que leva em sua testa, um copo d'água e não pode derrubá-lo


Exercícios e pontos de referência devem ser sugeridos para o atleta, a fim de que ele mantenha a cabeça absolutamente imóvel, pois, a qualidade do campeão está diretamente ligada à posição da cabeça.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Posição do Corpo no nado de Costas.

Posição do Corpo no nado de Costas.

Posição do Corpo no nado de Costas.

A posição apropriada é a parte mais importante do estilo, entretanto, não vamos nos ater a descrições que já tivemos oportunidade de o fazer em Metodologia da Natação, mas vamos levar em consideração uma série de ações que completam a posição. Nós já sabemos que o corpo deve ficar o mais paralelamente possível ao nível da água, com o queixo, formando com o pescoço um suposto ângulo de 30 graus, mas temos que levar em consideração, que o melhor biotipo para o nado de costas é o longilíneo, cujas pernas são grandes, normalmente, o que, o obrigam a uma queda de quadris ou das próprias pernas, com uma conseqüente elevação da cabeça.

Às vezes, o batimento de pernas de curta duração, ou seja, uma pequena separação entre os pés, pode parecer o melhor, por dar um espaço menor entre um pé e outro durante o batimento, dando idéia de menor esforço, mas isto não é verdadeiro, e podemos mesmo afirmar que grandes campeões têm um grande abaixamento da perna que se dirige para a ação descendente, parecendo-nos, em um visor, que tal movimento implique talvez, em uma grande zona de atrito, mas o impulso dirigido para trás, não permite esse suposto atrito, mas, sim, no máximo criaria uma situação de balanço no corpo mas, como nós não ensinamos apenas longilíneo ou qualquer outro tipo, temos que, ao iniciarmos a sessão de estudos da posição, fazer sentir ao aluno que a sua terá que ser, antes de tudo, cômoda e que seus movimentos têm que sair naturalmente e não forçados por qualquer posição penosa.

Para concluir temos que dizer que o nadador deverá ter seu corpo o mais paralelo possível à linha de superfície sem permitir queda dos quadris.