quinta-feira, 30 de abril de 2015

Treinamento de Natação - Aspectos dos Treinadores

Treinamento de Natação - Aspectos dos Treinadores

7- Agora, vem a condição pessoal de cada um de nós:

a) Qual o grau de nosso conhecimento?

b) Somos organizados?

c) Temos capacidade de adaptação?

d) Temos imaginação?

e) Temos entusiasmo?

f) Somos capazes de admitir erro?

g) Temos espírito de pesquisa?

h) Temos habilidade para motivar?

i) Levamos em consideração o tempo de horas de trabalho?

j) Está sempre bom nosso senso de humor?

k) Qual a nossa visão de conjunto?

I) Temos habilidade para correção?

m) Somos sociáveis?

n) Aceitamos críticas?

o) Deixamos fora da piscina nossos problemas pessoais?

p) Somos firmes?

q) Quando cansados nosso rendimento cai muito?

r) Na luta para conseguir, desanimamos?

As respostas honestas a essas perguntas sobre nós mesmos, talvez mudassem o panorama de nosso trabalho.

Nós não vamos responder por nós nem por ninguém, pois, esta é uma sugestão que pretende analisar o técnico que vai treinar, para que, aquele que lê, se coloque dentro das possibilidades sugeridas e se situe como treinador, antes de iniciar seu trabalho.

Desta maneira, vamos apenas dar forma à nossa filosofia para que você inicie o julgamento de si mesmo.

Estes aspectos que situamos nas questões são inatingíveis mas, na maioria das vezes, sensíveis por nós e por aqueles que nos cercam.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Treinamento de Natação - Os Atletas e clientes

Treinamento de Natação - Os Atletas e clientes

Uma importante questão irá compor a futura equipe de treino de Natação:

6- Qual a nossa clientela?

a) São estudantes, com razoável poder aquisitivo?

b) São pessoas de grande poder aquisitivo?

c) São pessoas de pouco poder aquisitivo?

d) São filhos de pais esclarecidos?

e) Pertencem a um local de tradição esportiva?

f) A natação é vista como esporte ou recreação?

Estas e outras questões podem ser feitas para nos propormos nossos primeiros trabalhos pois vamos ter que formar uma turma, mentalizá-la, levar os pais à compreensão, antes de realmente nos lançarmos a um treinamento com bases e objetivos.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Treinamento de Natação - Os Materiais e estruturas

Treinamento de Natação - Os Materiais e estruturas

Materiais e estruturas utilizadas no Treinamento de Natação

5- Embora possamos treinar, precisamos de material para fazê-lo; assim, surgem as questões:

a) Temos cronômetro gigante?

b) Uma cobertura para competições?

c) Balizas para treinamento e competições?

d) Banderilhas para o nado de costas para treinamento e competição?

e) Piscina adequada?

f) Secretária?

g) Cronômetros manuais?

h) Material para competição?

i) Local para público em competição?

j) Sala de ginástica?

k) Todo material para ginástica?

I) Água aquecida?

m) Piscina coberta?

n) Sala médica?

o) Sala de técnicos?

p) Pessoal de trabalho suficiente?

q) Associação de pais?

r) Assistência diretiva?

s) Limpeza de piscina bem feita com tempo que não envolva hora de treinamento?

t) Vestiários condizentes?

u) Uniforme?

v) Boa iluminação?

w) Piscina de aprendizagem à parte?

z) Há um pessoal à disposição para possíveis defeitos (encanamento, vazamento, aquecimento, etc.)?

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Treinamento de Natação - O Tempo

Treinamento de Natação - O Tempo

Treinamento

2- Que tempo você dispõe para treinamento?

a) 1 hora?

b) 2 horas?

c) 3 horas?

Isto é importante saber, pois nossos atletas agora trabalham até 1.200 metros somente com as pernas e se nós tivéssemos apenas 1 hora de treinamento, já teríamos quase esgotado o nosso tempo com apenas 1 trabalho.

Treinamento de Natação - O Período do Treino

Agora, tentaremos saber:

3- Qual o período de utilização da piscina?

a) Período da manhã?

b) Período da tarde?

c) Período da noite?

d) Integral?

Aqui vamos ter que aplicar o treinamento segundo nossas possibilidades. Em caso de termos a piscina integralmente, pelo menos vamos ter turmas de “aprenda a nadar" com crianças no período diurno e adultos à noite, para podermos conseguir algum fundo para aplicar em nosso próprio trabalho, auxiliando a despesa da organização que mantém a equipe.

Treinamento de Natação - Quantos Dias

Adicionando a este item, cabe ainda saber:

4- Quantas vezes por semana teremos a piscina?

a) 2 dias?

b) 3 dias?

c) 4 dias?

d) 5 dias?

e) 6 dias?

f) Todos os dias?

g) Podemos marcar competição livremente?

É claro que, embora tenhamos horário, é preciso que tenhamos também os dias definidos para compor nosso plano de trabalho.

domingo, 26 de abril de 2015

Treinamento de Natação - O Local

Treinamento de Natação - O Local

Treinamento

É evidente que tudo que aqui colocamos é baseado em nossa experiência de muitos anos ativos na borda da piscina, além de muitas observações feitas com treinadores estrangeiros e nacionais que influíram em nossa forma de trabalho e nos ajudarem a fixar uma reta de ação.

Depois de observarmos as mais variadas formas de trabalho nas Américas e Europa, de estudarmos as mais diversas divisões de treinamento, sua aplicação através de um planejamento racional e de grande conteúdo, e, fazendo a devida comparação e procurando o que mais se adapte ao nosso país, chegamos à conclusão que não podemos agir como as partes mais desenvolvidas do mundo, já que a grande força do nosso trabalho está calcada em infanto juvenis que não teriam, a maior parte deles, condição de receber um tipo de treinamento como é dosado nos EE. UU. eEuropa, para uma maioria universitária.

Assim, vamos, antes de propor nossa planificação, falar em treinamento apenas, e como poderia ser feito nosso trabalho.

Um programa de treinamento em natação deverá ser ajustado às condições que vamos citar:

1- Qual o nível da equipe que possuímos?

a) Clube?

b) Escola?

c) Autarquia?

d) Faculdade? Centros Educacionais?

Qualquer desses níveis tem sua própria filosofia e seu objetivo diferente dos outros.

A primeira coisa que você teria que ver em qualquer dessas organizações seria saber se seu programa seria competitivo, com que tipo de equipe estaria envolvido em disputas, e qual o tipo de calendário organizado ou a organizar.

Depois de conhecer esta primeira questão, passaria para a segunda.

sábado, 25 de abril de 2015

Pontos importantes no treino do nado Medley

Pontos importantes no treino do nado Medley

Pontos importantes no treino do nado Medley

O que podemos julgar mais importante no trabalho de medley?

1) Que temos que trabalhar bastante como se fora para fundo ou meio fundo, segundo a capacidade do atleta.

2) Verificar os pontos fracos e fazer a parte mais forte do treino dedicada a ela.

3) Não nos esquecermos da posição melhor de cada estilo.

4) Trabalharmos a velocidade em conjunto.

5) Verificar todas as viradas.

6) E finalmente, ensinar ao nadador o ritmo da prova

No início da temporada, quando iniciamos trabalhando a endurance do atleta, podemos nos aproximar do seguinte exemplo:

1) M.C. 600 medley (150 de cada estilo) - nadando fácil.

2) 15 minutos de perna medley (deixamos maior tempo para o estilo de maior dificuldade).

3) 15 minutos de braço (vai livre, volta peito) - a razão é a seguinte: o braço livre condiciona e representa também um trabalho para o borboleta, o peito, é simultâneo, de difícil aceitação e progressão sendo um importante ponto para a vitória do medlista, o nado peito.

4) 10 minutos de viradas, concentrando-se nas de pior execução.

5) 3 x 800 - mantendo um ritmo de 70 a 80% de força, descansando 30" após, cada esforço.

Suponhamos que estamos em meio de temporada, trabalhando resistência. Poderíamos executar o seguinte exemplo: (para nadador de 400 medley).

1) M.C. 400 medley nadando crescente. Iniciando cada 100 metros de modo fácil e terminando com máximo esforço nos últimos 10 metros.

2) 800 braço medley.

3) 20 saídas com viradas.

4) 6 x 100 borboleta à cada 1 ’ 45”

5) 1 x 800 braço crawl hipóxico 4 x 1 — com tempo cronometrado.

6) 4 x 100 perna - 1 de cada estilo à cada V 00"

7) 12 x 200 medley à cada 3’ 30”

8) 1 tiro de 800 metros - verificação

O que nós não podemos negligenciar é com respeito ao ritmo que terá que ser determinado, sem perda de tempo, através de muitas tentativas e erros. A parte de polimento, como temos uma filosofia própria, a respeito, deixamos para que o leitor tire suas conclusões após o capítulo correspondente, apenas nos limitando a dizer que ao nadador de 400 medley, gostamos de dar o descanso de 1 dia antes da prova, executamos durante os treinos descanso ativo e realizamos inúmeras tentativas de saídas e viradas e diminuímos em parte a

metragem para o atleta que prefere a prova de 200, utilizamos de 14 a 21 dias de polimento, dependendo de uma série de circunstâncias e da adaptabilidade do nadador. O treinamento decrescente nós começamos 30 dias antes da prova de medley, mas notem, esta é nossa filosofia de trabalho.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Exemplos de Treinamento do Nado Medley

Exemplos de Treinamento do Nado Medley

Nado Medley - Exemplos do Treinamento

Primeiramente, devemos esclarecer que todos os nossos nadadores cumprem treinamento em quatro estilos, principalmente no início da temporada, e só reduzimos no começo ou metade da segunda fase do planejamento, mas notem o grifo, reduzimos e não eliminamos.

Nossos medlistas, segundo sua análise de capacidade, 200 ou 400 metros, ou ambos, se dirigem para esforços diferentes, mas sempre com um caráter específico que passamos a exemplificar:

1° Exemplo de treino nado Medley:

1- M.C. 800 meia força (1° e 2° estilos)

2 - 4 x 50 perna de cada estilo à cada 1’ 10”

3 - 800 braço hipóxico - (5 braçadas para cada respiração)- 5x1

4 - 4 x 100 borboleta à cada 1' 50”

- 4 x 100 costas à cada 1 ’ 45"

- 4 x 100 peito à cada 1 ’ 50”

- 4 x 100 livre à cada 1 ’ 35”

- 4 x 100 medley à cada 1 ’ 50”

Esta série do item 4 seria a principal e poderia ter inúmeras maneiras de execução, segundo nosso objetivo. Tais como:

a) 10 x 200 (2 de cada estilo ou, medley, ou 4 do pior estilo e 4 do 2° com mais 2 do 3° estilo, ou outra forma qualquer, desde que atendesse nossos interesses).

b) 2 x 200 borboleta

2 x 200 costas 6x 100 peito

6 x 100 livre (com todos os tempos de repetição de acordo com a necessidade) - Podemos colocar maior força na repetição de 200 e menor pressão na de 100, ou vice-versa, ou de qualquer outra forma que nos satisfizesse.

c) 10 x 200 - vai borboleta, volta costas, ou então, vai peito volta livre, ou qualquer outra combinação.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Aperfeiçoamento do Nado Medley

Aperfeiçoamento do Nado Medley

Nado Medley - O Aperfeiçoamento.

Neste trecho, o que mais nos preocupa é a realização correta das alavancas, a precisão das viradas e o controle do ritmo da respiração com a manutenção de um tempo médio para cada estilo em treinamento. Grande

número de saídas, viradas e trabalho de passagem dos nados, darão o resultado desejado.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Aprendizagem do Nado Medley

Aprendizagem do Nado Medley

Nado Medley - A Aprendizagem.

É preciso, além da aprendizagem de cada estilo, com sólida instrução, ainda manter um trabalho de muita repetição nos gestos e condicionamento para os quatro nados.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Análise de Capacidade do Nado Medley

Análise de Capacidade do Nado Medley

Nado Medley - Análise de Capacidade do atleta

Para os 200 metros nado medley, nossa filosofia é efetuar um treinamento como se fora para meio fundista. Evidentemente que daremos ênfase para os nados de menor habilidade.

Para os 400 metros nado medley, um treino de fundo é o que caracteriza nosso trabalho.

Para efetuarmos a análise da capacidade do medlista, portanto, verificaremos, além do bom domínio dos quatro estilos, sua inclinação para fundo ou meio fundo. Nesta metragem, as repetições longas em costas, peito e, principalmente, o livre, nós nos habituamos a utilizar, e, normalmente, terminamos os tiros de 200 de qualquer estilo, com 50 nado borboleta e as repetições de 400 nós costumamos finalizar com 100 metros borboleta. Esta é uma característica de nosso trabalho para os 400 medley.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Como fazer as Viradas no Nado Medley

Como fazer as Viradas no Nado Medley

Nado Medley - Estudo das Viradas

Neste aspecto, não apenas a técnica de execução vem em pauta mas também a regulagem do tempo de cada estilo ou fração, de forma a poder concretizar uma atuação eficiente para o nado.

Dr. James Counsilman, apresenta em seu livro "Ciência da Natação", um método de estabelecimento de passagens no nado medley, existindo ainda dois outros que, poderemos estudar para deles tirar o que melhor nos parecer, para o cálculo de bom trabalho.

O que preconiza Dr. Counsilman se refere percentagem de força de cada atleta referente ao nado que executa.

Desta forma ele construiu o seguinte:

50 metros nado borboleta - 6% mais fraco que a passagem do 200 m. do mesmo nado.

50 metros nado costas - 13% mais fraco que a passagem do 200 m. do mesmo nado.

50 metros nado peito - 18% mais fraco que a passagem do 200 m. do mesmo nado.

50 metros nado livre - 23% mais fraco que a passagem do 200 m. do mesmo nado.

É preciso acentuar que o borboleta refere-se à primeira passagem do 200 m. nado medley; o costas, refere-se à segunda passagem, o peito à terceira e finalmente o crawl.

Assim, um atleta que faz os 200 metros nado borboleta com a primeira passagem em 30”, executará o medley com a primeira fração de borboleta (50 metros), em 31” 8 10, ou seja, 6% mais fraco. Aquele que fizer o segundo 50 metros dos 200 metros nado de costas, em 35", realizará o mesmo nado no 200 medley em 39” 5 10, ou seja, 13% mais fraco; quem realizar a terceira passagem de 50 metros dos 200 nado de peito, em 38”, deverá realizar a correspondente no medley em 45”, isto é, 18% mais fraco; tomando-se a última passagem de 50 metros dos 200 livre e supondo-se que ele será realizado em 32”, deverá alcançar 39” no 50 metros final do medley, o que lhe garantirá um tempo total de 2’ 31 ” 8 10. Onde houver a falha maior da passagem, devemos atacar no treinamento, cada vez mais, para obtermos a melhor performance desejada.

A tabela para o segundo método mencionado é a seguinte:

50 borboleta -15 a 19%

50 costas - 13 a 16%

50 peito - 18 a 19%

50 livre - 19 a 22%

A grande diferença destas duas tabelas está na abertura, o borboleta, que, por questão de filosofia de trabalho, prevê que se deve passar mais forte o primeiro estilo, enquanto que o segundo admite que o atleta se preocupe em conseguir as percentagens subseqüentes.

O terceiro método consiste em catalogar simplesmente, os tempos de passagens correspondentes dos 200 metros. Assim, tomaríamos o primeiro tempo do 50, metros da distância de 200 nado borboleta, o segundo 50 do nado de costas, o terceiro 50 do nado de peito e o último do nado livre, na ordem do individual medley e, realizando um esforço de 200 medley, comparar os tempos de passagens e, tirando a percentagem de perda, procurar treinar e referido estilo pela ordem do pior para o melhor, ficando a cargo do técnico a confecção do treinamento segundo cada atleta.

Julgamos que não será necessário fazer aqui uma análise de saída, já que a ordem do medley, tanto 200 como 400 metros, individual, é borboleta, costas, peito e crawl, devendo pois o atleta sair com o nado borboleta o que logicamente nos exime de explicação já que o fizemos em capítulo anterior. Repetindo então o último método, chegamos à conclusão que ele apenas se limita à soma dos tempos dos seguimentos dos nados, colocando para o final a soma deles.

Podemos pois dizer que isto assim se passaria:

200 borboleta - passagem do primeiro 50 metros - 30"

200 costas - passagem do segundo 50 metros - 37”

200 peito - passagem do terceiro 50 metros - 41"

200 livre - passagem do quarto 50 metros - 33”

Para o método relatado, basta somar estas passagens, mantê-las no medley e o tempo será de 2' 21". Isto será possível, desde que o treinamento corresponda.

domingo, 19 de abril de 2015

O Nado Medley (Misto)

O Nado Medley (Misto)

Há duas categorias de nado misto, que nos proporemos a denominar medley por ser desta forma vulgarmente conhecido por todos e que representa o mesmo sentido com a palavra inglesa que estamos procurando evitar, a não ser em casos que sua tradução seja menos conhecida que sua original. Dizíamos que há duas espécies de nado medley, o individual e o revezamento. Nós nos ocuparemos do primeiro já que o segundo terá, apenas como estudo, a ordem e o aproveitamento das saídas.

Individual Medley: Tem suas origens no pentatlo militar e moderno e foi chamado de medley (misto), pela fusão, inicialmente, de exercícios fora d'água, como andar, correr, levantar, transportar, etc.

Quem primeiro lançou-se como vencedor de uma prova de medley, não foi um homem, mas uma mulher, a inglesa, Hilda James, de Liverpool, que venceu esta prova em 1922, no campeonato dos Estados Unidos.

É preciso sabermos que, antes de 1953, o nado medley era composto de três estilos, em 150 metros ou 300 metros, na ordem de costas peito e livre (crawl). Somente em 1953 aparecem as provas de 200 metros, mas não incluídas nas olimpíadas, acontecendo isto apenas em 1968 no México, tendo como vencedor na parte masculina o americano Charles Hickox, com o tempo de 2'12" e na parte feminina foi vencedora Claudia Colb, também americana, com tempo de 2'47" 7/ 10.

Os 400 medley tinham sido introduzidos na Olimpíada anterior, em Tokio, 1964, também para ambos os sexos, sendo o campeão masculino o americano R. Roth, com o tempo de 4'54" 4/10 e a campeã feminina foi a estadunidense Donna de Verena, com o tempo de 5'18" 7/10.

Já antes do surgimento do medley, com os quatro estilos, era uma preocupação constante treinar o atleta em mais de uma nado. Hoje, isto se evidencia de maneira imperativa, especialmente no início da temporada e para jovens que ainda não definiram seus estilos e distâncias.

A prova de nado medley é uma das mais interessantes em natação e só poderá ser a primeira opção do atleta, em caso de um preparo muito sólido correspondente aos quatro estilos, colocando todo o primor nas correções, resistência e força, para a boa atuação dos quatro nados.

Seguiremos, como todos os estilos, a ordem de estudo que preconizamos para esta obra, para facilitar seu manuseio e comparação entre eles.

Posição do Corpo no Nado Medley:

Todos os estilos devem seguir a postura colocada em cada nado particular.

Posição da Cabeça no Nado Medley:

Como a afirmação acima, é uma determinante que já está delineada nos quatro estilos.

Propulsão Trabalho - Pernas no Nado Medley:

O mesmo correspondente a cada nado, modificando-se unicamente no treinamento, segundo a necessidade de cada um.

Propulsão dos Braços no Nado Medley:

Como as pernas, se relaciona com cada estilo,

Como os itens acima, para não se perder tempo, adiantamos que a coordenação, a respiração e a saída se identificam com o já descrito.

Faltas Desclassificantes no Nado Medley:

As mesmas para cada estilo em particular, tendo o cuidado de seguir a regra em cada diferente segmento.

sábado, 18 de abril de 2015

O Treinamento do Nado Borboleta

O Treinamento do Nado Borboleta

Nado Borboleta - O Treinamento.

O treinamento em si do nado borboleta, está inserido no plano anual e nós não vamos aqui dar seu dia a dia, mas julgar a atuação dele como nado, no treino diário e sua especialização.

Para um programa de treinamento do borboleta, nós, primeiramente, nos preocuparíamos com a condição física do atleta e, para tanto, procuraríamos um trabalho de qualidade fora d'água, preparando-o, para receber um treino adequado. (Entenda-se aqui, quando dizemos qualidade, não como velocidade, que é termo utilizado em natação, mas com a intenção de ser bem feito).

É verdade que tal direção deve ser impressa a qualquer nadador de qualquer estilo, mas, especialmente aos borboletistas que muito necessitam de resistência e força.

Uma sala de musculação é necessária, mesmo que seja muito acanhada, mas temos que manter em mente que, quanto melhor a sala de ginástica, isto é, quanto mais aparelhada, maior a possibilidade de sucesso.

Se nos for possível, temos que equipar nossa sala com Mini-Gym, para termos a vantagem do exercício isocinético.

O "Gladiador" seria um ótimo aparelho mas seu alto custo nos devia, às vezes, de sua aquisição.

O que melhor podemos fazer é construir um circuito, cujo objetivo principal seja força, não só para maior interesse do grupo mas também para execução mais veloz do trabalho.

Podemos realizar 25 segundos de exercício e dar 5 segundos para a troca de "estação".

Não podemos nos esquecer que temos que estabelecer um tempo para o treinamento com peso e que ele seja somado ao tempo de nado e eventuais palestras ou explicações. Nós temos mantido um tempo total de 3 (três) horas de treinamento, com 30 (trinta) minutos para o trabalho com pesos.

É preciso que os atletas estejam suficientemente mentalizados para colocar o seu maior esforço no treino com pesos, manter velocidade no circuito para deixar sempre o coração veloz e ajudar a resistência tanto quanto a força.

Se conseguirmos o aparelho, “Latissimus Machine", vamos poder realizar uma série de exercícios para grupos musculares atuantes no nado borboleta.

Exercícios para as pernas são tão importantes como para os braços, por isso, o "Leg-Press" é um aparelho indispensável em uma sala de ginástica.

O fato é que não estamos montando uma sala de musculação mas falando sobre exercícios necessários para o nado borboleta.

Em resumo, para treinar este estilo, temos que, possuir um atleta bem preparado com gestos perfeitos e trabalho intenso.

Não nos preocupamos com 1.000 ou 2.000 metros de nado para o borboleta ou tiros de 400 metros, por acharmos excessivos e supérfluos, pois, quanto mais cansados pior a execução do gesto e seu treinamento se tornará deteriorado. -

Procuramos fazer com que nossos atletas ondulem o corpo desde a cabeça até os pés, para aproveitarem o rompimento da resistência pela ondulação.

Nós nos concentramos em trabalho longo e especial para as pernas e pensamos que eles sejam tão eficientes quanto as do nado de peito, já que elas tem uma boa percentagem de força e equilíbrio.

Quando um nadador, recebendo instruções de coordenação, não executa duas pernadas para cada ciclo de braços, mas sim uma, e tem uma performance relativamente boa, nós procuramos desenvolvê-lo daquela forma, por lembrarmos de quantos campeões conhecemos que executavam apenas uma pernada. Lembramos entretanto que podemos modificar e melhorar esta atuação

Não permita a nenhum nadador, especialmente ao borboletista, terminar o nado de alguma distância antes da parada; não deixe que faça viradas preguiçosamente, com apenas uma mão, como também não devem fazer os classistas; não deixe que eles terminem o nado olhando para o cronômetro, isto só lhe traz malefícios, (o cronômetro deve ser olhado após terminar cada repetição).

No início da temporada, como nos concentramos na técnica do estilo, iniciamos a juntar metragem dos nados e o borboleta não fica de lado, embora tenha menor extensão.

Como temos que freiar um pouco o borboleta, é comum nos utilizarmos do nado misto (medley), que, não só lhes garante nadar nos quatro estilos, como consegue aumentar o número de metros de borboleta.

Nós achamos que o nado em questão é importante não apenas para os borboletistas, mas como um condicionamento geral e força criadora para toda a equipe, além de construir também resistência mental, e isto nos leva a procurar sempre introduzir no programa uma série de borboleta para todos os nadadores.

O treinamento de pernas, como já tivemos oportunidade de aludir, é feito com quatro pernadas para cada respiração, o que estará se assemelhando a duas durante o nado.

Todo tipo de pernada de aperfeiçoamento, como lateral, decúbito dorsal ou submersa, achamos essencial para a aquisição de maior mobilidade na ondulação do corpo. Achamos bom também a utilização de "pés de pato" algumas vezes por ano no treinamento de pernas, mas o excesso inibe o movimento natural.

Nós não costumamos mandar fazer braços de borboleta com nossos nadadores, preferimos sempre executar o braço de crawl, realizando apenas de vez em quando o borboleta e em séries curtas. Da mesma forma, não utilizamos os palmares como são para este nado, mas uns menores que apenas cobrem parte da palma da mão, pois acreditamos que, ao contrário, de estarmos realizando bom trabalho, estaremos conseguindo problemas para os ombros.

Com o progresso da temporada, iniciamos a utilizar mais o nado borboleta em nossas séries e empregamos, sempre que possível, uma série de sprint (4 a 8x 50 m) ou (8 a 12x 25 m), em qualquer tempo durante o ano, ou sprint menores como 12,5 e 15 metros.

Um pouco antes da metade da temporada, ou mesmo depois dela, utilizamos 11.000 a 13.000 metros para os nadadores de 200 borboleta e 10 a 11.000 para os de 100, ou mesmo um pouco mais, já que trabalhamos em duas etapas por dia (metragem que serve apenas como parâmetro da diferença das duas provas).

Nesta mesma época, iniciamos primeiramente com uma vez por semana, atinjam o polimento.

Não podemos exagerar e enfatizar muito neste trabalho, pois, desta forma, você estará conseguindo à força, tempos baixos, em detrimento da adaptação do atleta ao treinamento e, neste caso, será muito difícil recuperar o excesso no polimento.

Preferimos enfatizar as séries de Passagem Negativa (negative split), para que aprendam, cada vez mais a nadar a prova e dividi-la bem.

A nossa metragem de borboleta começa a cair aproximadamente, de 7 a 8 semanas antes da prova principal e muito mais qualidade é colocada no treinamento de nossos nadadores deste estilo.

O nado quebrado (broken - que será explicado mais adiante), é bastante utilizado por nós, não em grande quantidade, mas 3 ou 4 x 200 metros, quando alcançamos 2 a 3 semanas antes da prova. Vamos baixando a metragem progressivamente, até que nos últimos 10 (dez) dias estejamos com 4.500 metros mais ou menos. Entretanto, o, polimento não é aqui assunto especial que nós teremos um pouco mais adiante, no capítulo de planejamento anual.

Isto é o que utilizamos para treinar nadadores de borboleta.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Coordenação da Braçada e Respiração no Nado Borboleta

Coordenação da Braçada e Respiração no Nado Borboleta

Nado Borboleta - Coordenação da Braçada e da Respiração

1) Em pé, na parte rasa da piscina, corpo flexionado, executar a braçada, fazendo a inspiração na saída da cabeça. Ter cuidado em executar bem a braçada, fazer com que o aprendiz coloque a cabeça dentro d'água, antes dos braços.

Observar se, na colocação da cabeça na água, ela fica na linha dos cabelos, se os olhos são dirigidos obliquamente, se o queixo não é levado contra o peito.


quinta-feira, 16 de abril de 2015

Coordenação dos braços e pernas no Nado Borboleta.

Coordenação dos braços e pernas no Nado Borboleta.

Nado Borboleta - Coordenação dos braços e pernas.

Este exercício deve iniciar fora d'água os alunos de pé, braços estendidos à frente, fazer um movimento com o quadril para frente contando um tempo, depois, executar outro movimento dos quadris, ao mesmo tempo que desce os braços e os leva para trás contando outro tempo. Este exercício é de coordenação têm o nome de UM e UM - Quer dizer, uma batida de pernas (atuação dos quadris) para cada posição em baixo d'água, na entrada e na saída dos braços.

Depois, executar o mesmo exercício, dentro d'água, sem que os braços saiam fora da superfície. Após algum tempo de uso do educativo, não precisamos explicar a coordenação, basta mandar nadar.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Nado Borboleta - Exercícios dentro d'água

Nado Borboleta - Exercícios dentro d'água

Exercícios para o Nado Borboleta feitos dentro d'água.

Nado Borboleta - Exercícios dentro d'água:

1) Em pé, água até o peito, saltar, levando os braços fora d'água.


2) Decúbito ventral, braços estendidos, pernada de golfinho com pressão das mãos sob a água - 3 movimentos de quadris e uma respiração.


terça-feira, 14 de abril de 2015

Exercícios para o Nado Borboleta - fora d'água

Exercícios para o Nado Borboleta - fora d'água

Nado Borboleta - Exercícios fora d'água

Fora d'água:

1) Em pé, flexione para frente e olhe os pés.


2) Em pé, flexione pára trás e olhe o céu. (fazer um arco com as costas).

3) Em um banco, cavalo ou parte superior do plinto, apoiado sobre os quadris, firmemente seguro pelas mãos, olhar os pés.


4) Seguro pelo professor ou um colega, pelos quadris, executar a pernada golfinho.

5) Na mesma posição inicial do exercício no. 3, olhar o céu.


6) Na borda da piscina, apoiado nos quadris, mãos firmes na parede da piscina, encostar a coxa na parede, ficando a perna paralela ao fundo da piscina, estender toda a perna em direção ao fundo, mantendo a perna junto à parede e elevar até à posição inicial.


7) Em piscina bem rasa, ponta dos dedos tocando o fundo, em apoio de frente sobre o solo, cotovelos apontados para fora, elevação das pernas até a superfície.


8) Em piscina rasa, com as mãos tocando o fundo, pernas estendidas, fazer simultaneamente a ação de remos. (As pernas não se movem).

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Exercícios para o Nado Borboleta

Exercícios para o Nado Borboleta

Nado Borboleta - Exercícios para Aperfeiçoamento

Vamos aproveitar que estamos nos dirigindo para a criação do nadador de borboleta e vamos tentar uma série de exercícios para nos auxiliar nesta tarefa que não é nada fácil.

1) Em decúbito dorsal, executar a pernada do golfinho, baixa e rápida.


2) "O Homem do Fundo do Mar" - Mergulhando, executar a pernada de golfinho com as mãos para frente ou ao lado do corpo. Volta-se à superfície, toma-se ar e repete-se o exercício.


3) Com a prancha, executar a pernada com uma respiração para cada batida de pernas.


4) Sem a prancha, executar o mesmo que o exercício n° 3.


5) Pernada lateral sob a superfície - fazer primeiramente de um lado, depois do outro - vai de um lado, volta do outro - 3 batidas de um lado, 3 do outro.


6) Fazer por x tempo o exercício de pé em parte funda, com ondulação dos quadris.

7) Nadar metade da piscina com braços crawl e perna golfinho, a outra metade faz braço golfinho e perna crawl.


8) Mergulhar, dar 2 pernadas golfinho, com impulso, de modo a se lançar fora d'água, executar a braçada golfinho e mergulhar novamente, reiniciando o exercício.


9) De costas, perna golfinho, braço costas.


10) Perna de peito, um braço golfinho, depois o outro, depois ambos.


domingo, 12 de abril de 2015

Exercícios de Aperfeiçoamento da Braçada do Nado Borboleta

Exercícios de Aperfeiçoamento da Braçada do Nado Borboleta

Nado Borboleta - Exercícios de Aperfeiçoamento da Braçada.

Supondo que o nosso aluno já percorre alguns metros em nado borboleta, vamos procurar aperfeiçoá-lo, dando-lhe uma resistência capaz de permiti-lo dominar o estilo e percorrer muitos metros nadando.

O trabalho de braços, embora tenha um campo menor que o de pernas no que diz respeito a educativos, permite-nos que criemos alguma coisa para este fim.

Vejamos esses exercícios:

1) Combinação braço borboleta - perna peito -

Tem como objetivo principal, permitir ao novato sentir que progride no borboleta sem a coordenação difícil do golfinho - Criar movimentos corretos de braços, uma vez que aluno terá que pensar apenas neles - Condição de percurso mais longo ao iniciante.


2) Combinação braço borboleta - perna crawl -

Objetivos: despreocupação com a perna, melhor atenção no trabalho de braços- equilíbrio do corpo - motivação

Nota: podemos também colocar como educativo de pernas o batimento de pernas golfinho com nado crawl.


3) Movimento de 1 só braço borboleta com perna golfinho - Este exercício pode ser feito das seguintes maneiras:

a) vai uma piscina com um braço, volta com outro.

b) faz duas braçadas com um braço, duas com outro - faz 3 com um braço, 3 com outro e 3 com ambos.

Em todos os casos, enfatizando a entrada da mão na água, a extensão do braço para a frente e para baixo e puxada com tentativa de fazer com o braço reto, e estender bem o braço para bom final -

Objetivos: Estudo das diversas posições dos braços- colocação correta dos mesmos no lugar desejado - coordenação - equilíbrio.


Além desses exercícios, quaisquer outros podem ser criados, graças à capacidade inventiva do técnico e da necessidade do momento. Após ter realizado muitas séries de educativos, comumente conhecidos como correções, somente o nado completo por muitos dias pode trazer a efetivação do estilo pelo nadador.

sábado, 11 de abril de 2015

Exercícios de Aperfeiçoamento da Pernada do Nado Borboleta

Exercícios de Aperfeiçoamento da Pernada do Nado Borboleta

Nado Borboleta - Exercícios de Aperfeiçoamento da Pernada.

Supondo que o nosso aluno já percorre alguns metros em nado borboleta, vamos procurar aperfeiçoá-lo, dando-lhe uma resistência capaz de permiti-lo dominar o estilo e percorrer muitos metros nadando.

O trabalho de pernas para aperfeiçoamento nos oferece uma infinidade de educativos que facilitam nossa missão no ensino do movimento ondulatório.

Vejamos esses exercícios:

1) Pernada de golfinho de costas:

Objetivos: Controle do movimento da cintura pélvica - entendimento e aplicação do movimento ondulatório - resistência da aplicação da pernada -melhor posição para o trabalho sem prancha, já que nos encontramos com o rosto fora d'água; possibilidade de visualização.


2) Pernada de golfinho sob a superfície - Mergulhando e executando a pernada, em decúbito ventral, voltando à superfície, tomando ar e tornando ao exercício:

Objetivos: Como há menor resistência sob a água, ao movimento, há maior possibilidade de progressão e o aluno sente a efetividade da execução do movimento - acostumar o trabalho em apnéia - Conseguir maior mobilidade da cintura.


3) Pernada golfinho de um lado, depois do outro - Esta execução convém que seja feita com a cabeça fora d'água, mas, às vezes, o aluno não se importa com isso e facilita o trabalho colocando a cabeça sob a superfície, mergulhando mesmo, fazendo o exercício lateralmente e subindo para tomar o ar quando necessário -

Nota: é um educativo que pode incomodar devido a posição lateral e a água no ouvido, por isso, devemos colocar o "tampão" para evitar insatisfação do aluno.

Objetivo: Conseguir mobilidade em todos os sentidos - adquirir controle do corpo - maior efetivação no trabalho de quadris - soltura das pernas.


4) Pernada golfinho com o atleta de pé na água, braços para fora da superfície, movimentação para frente e para trás. Este exercício precisa ser feito em lugar fundo, para que não se toque o pé no chão da piscina. É um difícil exercício, mas de grande valia.

Objetivos: Definir posição do corpo na água. Trabalho para os músculos de sustentação - domínio do movimento de pernas - sensação de ritmo e controle do movimento.


5) Pernada sem prancha, com braços à frente ou ao longo do corpo.

Objetivos: efetividade na pernada - controle da altura da pernada-efetividade no movimento sinuoso - equilíbrio do corpo - treinamento da pernada.


6) Pernada com prancha - Este exercício deve inicialmente ser realizado com a cabeça fora d'água, para haver um abaixamento das pernas e fazer com que elas trabalhem em superfícies mais propulsivas tornando mais efetivo o movimento. Depois devemos fazer com que o atleta realize a aplicação com quatro pernadas com a cabeça dentro d'água, para educar o aluno ao trabalho com dois ciclos de braços para cada respiração. Não permitir que os pés saiam fora d'água, inicialmente exigir um trabalho de quadris e não permitir que seja utilizado o ombro no batimento de pernas com prancha, o que é comum a muitos nadadores.

Com estes exercícios, podemos construir treinos de aperfeiçoamento que levem nossos nadadores ao rumo desejado.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

A Aprendizagem do Nado Borboleta

A Aprendizagem do Nado Borboleta

Análise de Trabalho - Nado Borboleta Aprendizagem

Conquanto já tenhamos descrito nosso método de aprendizagem para o nado borboleta, vamos situar nosso trabalho neste capítulo, já que nós estamos propondo algumas modificações.

Nossa ação na aprendizagem se inicia como já vimos em Metodologia da Natação, pelo trabalho de pernas, enfatizando a utilização dos quadris, depois os braços e, finalmente a coordenação.

Para não repetirmos nossa já conhecida seqüência, pedagógica, vamos dar nossa opinião quanto ao ensino do estilo em questão:

Precisamos criar uma imagem mental do nado e, para isso, utilizaremos filmes, desenhos ou um bom nadador, ou, se possível, tudo isto poderá ser usado.

Aquele que aprende precisa estar completamente ciente das diversas posições, bem como da ondulação que envolve todas as partes do corpo neste estilo. Já tivemos oportunidade de afirmar que o aprendizado se efetua através de tentativas e erros, mas não podemos, no caso da natação, deixar que estes últimos se repitam a ponto de mecanizar o gesto e nos tornar impossível uma correção.

No aprendizado do borboleta nos falta, na mais das vezes, paciência para a grande repetição de educativos ou exercícios criados de gestos e então, com a pressa que nos caracteriza, colocamos o aprendiz nadando, mesmo que não lhe seja possível executar o nado total e muitas vezes o inscrevemos em competições sem mesmo que ele tenha condições para retirar os braços fora d'água, ficando ele alvo de riso ou sentimento de pena.

Assim, vamos justificar a nossa seqüência pedagógica através de um método que pretendemos que personalize nossas aulas.

1) Ensino da pernada golfinho.

2) Ensino do movimento dos braços.

3) Coordenação braços e pernas.

4) O nado completo.

Com esta justificativa, acreditamos que podemos chegar a uma aprendizagem consciente, seja ou não seguida nossa seqüência pedagógica.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Estudo das Capacidades do Nado Borboleta

Estudo das Capacidades do Nado Borboleta

Nado Borboleta - Estudo das Capacidades

O nado borboleta é um estilo forte e veloz. Por sua simultaneidade no emprego da força, por sua similitude com a braçada do nado crawl, pelo emprego vertical das pernas conjuntas e por atingir superfícies muito propulsivas, é um nado que se apresenta com grande velocidade, mas, pelo mesmo motivo, e por ter que vencer muitas resistências e criações de zonas de atrito, é muito desgastante.

Isto nos leva a conclusões que os nados que envolvem esse estilo, 100 e 200 metros, têm características diversas que nos oferecem um bom campo de estudo. Embora ambas as provas tenham que ter um preparo grande para elas, o que realmente as diferencia é a capacidade de divisão.

Vejamos como exemplificar: Em 100 metros podemos até pretender que o atleta realize os últimos 50 metros com velocidade maior que os primeiros com treinos bem formulados, capazes de tornarem possível nossa intenção. Em 200 metros, os últimos 100 metros têm uma velocidade menor que os primeiros em até 10%, que é o que realmente costuma acontecer.

O preparo para os 100 metros é menos duro, já que os 200 metros exigem uma carga de resistência muito grande.

Quanto ao preparo para o borboleta, veremos o treinamento logo a seguir.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Como Fazer a Chegada no Nado Borboleta

Como Fazer a Chegada no Nado Borboleta

Nado Borboleta - Estudo das Chegadas

Tudo que dissemos para outros estilos quanto à necessidade de se alcançar a parede primeiro, tem a mesma validade no caso da chegada do nado borboleta, pois, o sentido é competição e não perder tempo e espaço é o que primeiramente interessa em todas as provas.

O restante fica a cargo da regra que determina a chegada deste nado com ambas as mãos, e isto tem que ser sempre lembrado pelo técnico, pois não são poucos os atletas que foram desclassificados por toques irregulares na chegada.


terça-feira, 7 de abril de 2015

Como Fazer a Saída no Nado Borboleta

Como Fazer a Saída no Nado Borboleta

Nado Borboleta - Estudo das Saídas de Competição

A saída do nado borboleta não difere da do nado crawl, apenas tem sob a água, uma forte pressão das pernas que auxiliam a saída do tronco. Na entrada na água os braços comprimem os ouvidos e as mãos se superpõem até o início do nado.


Em virtude das regras, para as viradas do nado borboleta, determinarem que as mãos devem ser colocadas simultaneamente na parede da piscina, ela não tem variação alguma, por isso, descreveremos a virada e nos limitaremos a ilustrá-la.

Ao tocar a parede com ambas as mãos, muito rapidamente, uma delas desce para a água, enquanto a outra descreve um semi-círculo sobre a cabeça, ao mesmo tempo que os pés tocam a parede. A mão que passar sobre a cabeça, procura encontrar-se com a outra sob a água, os pés pressionam fortemente a parede e o corpo desliza ao mesmo tempo que um potente movimento de pernas golfinho é executado, o que eleva o tronco, ao mesmo tempo que os braços saem para a fase aérea e reinicia-se o nado. Uma pernada a mais deve ser dada para o equilíbrio do corpo.

É uma virada que tem as mesmas características que a do nado de peito até que o deslize inicial termine, mas não demorado para evitar perda de tempo.

Ao realizar o movimento, o nadador coloca as mãos se superpondo e os braços comprimindo os ouvidos, até o' reinicio do nado. Como curiosidade, podemos repetir a informação do Prof. Dr. Oscar Amauri Ericsen que nos diz que alguns atletas em piscinas de 25 metros, utilizam pernadas submersas até 25 metros, mas que possuem ótimo condicionamento. Nós não adotamos semelhante uso da pernada em borboleta.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Como Fazer a Respiração no Nado Borboleta

Como Fazer a Respiração no Nado Borboleta

Nado Borboleta - Estudo da Respiração

A respiração no nado borboleta, é feita na posição frontal e deve ser executada a cada dois ciclos completos de braços, para diminuir o atrito que é grande durante a elevação da cabeça para a inspiração.

Como já vimos, na posição da cabeça, é necessário que durante a expiração, o olhar seja dirigido obliquamente à linha de raia e que o limite entre o cabelo e a testa seja o local onde devemos manter a superfície da água.

Não quer dizer, entretanto, que se inicia a aplicação da respiração desta forma, logo na aprendizagem do estilo, mas durante o aperfeiçoamento, é necessário que se vá habituando o aluno à respiração executada em dois turnos de braços, para que o atleta fique pronto para treinamento.


Já vimos em exposições anteriores o que vamos enumerar que faz parte da coordenação geral do estilo:

a) Duas pernadas para cada ciclo completo de braços.

b) Uma pernada forte na entrada dos braços na água e uma mais fraca na saída.

c) Braços paralelos à superfície durante a fase aérea, entram na água, no prolongamento da linha do ombro.

d) A cabeça entra antes dos braços na água e sai também antes deles.

e) É executada uma respiração para cada ciclo de braços (depois, duas).

f) O quadril tem um movimento conseqüente do trabalho de pernas, elevando-se na entrada dos braços na água e baixando-se no início da fase aérea.


domingo, 5 de abril de 2015

Pernada Golfinho no Nado Borboleta

Pernada Golfinho no Nado Borboleta

Nado Borboleta - A Pernada Golfinho -

Estudo do Propulsão Pernas

A pernada golfinho no nado borboleta nasceu da similitude com o peixe, nós já o sabemos, e tem uma ação vertical, partindo o movimento com pujança da cintura pélvica, embora tenha seu nascimento na parte cervical da coluna, região do pescoço.

O batimento de pernas com este movimento, deve ser solto, flexível e vigoroso para que sua firmeza dê o apoio necessário para a elevação dos braços, cabeça e ombros.

O movimento dos quadris existe como conseqüência da pernada e não como uma ação provocada. Nós veremos, na parte de aperfeiçoamento, o que se deve fazer para que isto aconteça.

As pernas têm duas ações: Uma descendente e outra ascendente. Na primeira, existe uma flexão-extensão e na segunda, uma extensão com elevação das pernas, sendo um mais efetivo que o outro. O primeiro, mas vigoroso e propulsivo, acontece na entrada do braço; o segundo, mais fraco e com mais intenção de apoio e equilíbrio, menor propulsão, se dá na saída dos braços.


É muito importante o trabalho de pernas no nado borboleta, pois, sobrecarregaria muito os braços já que o nado que exige demais de quem executa, não só pela simultaneidade como pela seqüência de posições, assim seria difícil se apenas eles trabalhassem e as pernas não oferecessem o auxílio necessário.

Apesar de conhecermos isso, não é raro o atleta que, habituado ao menor trabalho em nado crawl, não tem uma ação pujante das pernas que agem fracamente no movimento mais forte e se arrastam no mais fraco, causando ao nadador um desgastante trabalho que o leva quase sempre à fadiga, ou o impede de treinar o borboleta mais que 10% de um programa todo.

A grande flexibilidade muscular e articular, são a razão direta de todo nado borboleta, mas muito mais no trabalho de pernas que permite ao corpo um movimento sinuoso para vencer a resistência da água, agir em superfícies propulsivas e obter, cada vez mais, condições de resistência e rapidez.

sábado, 4 de abril de 2015

A Recuperação da Braçada no Nado Borboleta

A Recuperação da Braçada no Nado Borboleta

Nado Borboleta - Estudo da Propulsão Braços - A Recuperação

Os braços executam um movimento simultâneo em duas etapas, aérea e submersa, que vamos analisar o mais minuciosamente possível.

Como nos outros estilos, o nado borboleta tem uma divisão na parte subaquática que apresentaremos assim: "Entrada - Extensão - Tração - Empurrada - Recuperação. Na parte aérea, apenas descreveremos, sem divisão, por representar apenas a recuperação dos braços.

A Recuperação:

Os cotovelos continuam mais altos que as mãos durante todo o tempo e, desta forma, também saem da água com um movimento similar ao nado crawl. Os braços saem soltos e são levados para a frente, paralelo à linha de superfície, com os pulsos também soltos, de modo que a mão fique em posição relaxada e que dará a ela a posição de palma das mãos para trás, o que na realidade, não é um movimento executado, mas surgido como conseqüência da posição solta dos braços e, principalmente, dos punhos e também pelo movimento para frente, realizado nesta posição.

Os cotovelos são mantidos mais altos que as mãos, mas sem flexão exagerada. Os braços são levados para frente, com os dedos próximos à linha da água. Assim, recomeça o ciclo das braçadas novamente.


sexta-feira, 3 de abril de 2015

A Empurrada da Braçada no Nado Borboleta

A Empurrada da Braçada no Nado Borboleta

Nado Borboleta - Estudo da Propulsão Braços - A Empurrada

Os braços executam um movimento simultâneo em duas etapas, aérea e submersa, que vamos analisar o mais minuciosamente possível.

Como nos outros estilos, o nado borboleta tem uma divisão na parte subaquática que apresentaremos assim: "Entrada - Extensão - Tração - Empurrada - Recuperação. Na parte aérea, apenas descreveremos, sem divisão, por representar apenas a recuperação dos braços.

A Empurrada:

As mãos, partindo do último ponto da tração, se dirigem para trás e para o lado, passando pelas coxas com os cotovelos completamente estendidos. Os pulsos se mantém em hiperextensão até o final do movimento quando as mãos caem e se tornam ligeiramente soltas, para o início da fase aérea.


quinta-feira, 2 de abril de 2015

A Tração da Braçada no Nado Borboleta

A Tração da Braçada no Nado Borboleta

Nado Borboleta - Estudo da Propulsão Braços - A Tração

Os braços executam um movimento simultâneo em duas etapas, aérea e submersa, que vamos analisar o mais minuciosamente possível.

Como nos outros estilos, o nado borboleta tem uma divisão na parte subaquática que apresentaremos assim: "Entrada - Extensão - Tração - Empurrada - Recuperação. Na parte aérea, apenas descreveremos, sem divisão, por representar apenas a recuperação dos braços.

A Tração:

Após o apoio, os pulsos se flexionam ligeiramente, em virtude da resistência da água, as palmas das mãos são mantidas em uma posição oblíqua em relação à superfície e, com um pequeno contorno das mãos executado sobre o ponto de apoio, elas se dirigem para trás.


Aqui, convém dar uma explicação: O nado borboleta, até a Olimpíada de Montreal, 1976, tinha um movimento de braços sub-áquatico bastante acentuado em forma de um buraco de fechadura ou como um ponto de interrogação invertido, executado por um dos braços, e um normal executado por outro, mas que se modificou com o campeão e recordista mundial Joe Buttom.

Diante disto, voltemos a nossa explicação anterior. Os braços se dirigem para trás, retos, mas com a resistência oferecida pela água, há uma flexão nos cotovelos que formam um ângulo de 110 a 150 graus, dependendo do biotipo do nadador.

Não podemos nos esquecer que a puxada é executada para baixo e para trás, até um ponto que as mãos mais se aproximam do eixo central do corpo, sem no entanto, exagerar, já que os braços não estão sendo dirigidos para a execução do "buraco de fechadura", mas levados com naturalidade para trás, procurando sempre, maior aplicação de força.

Quando ombros e cotovelos formam o menor ângulo, também de acordo com cada um, inicia-se a empurrada, o último movimento da fase subaquática dos braços.


quarta-feira, 1 de abril de 2015

A Extensão da Braçada no Nado Borboleta

A Extensão da Braçada no Nado Borboleta

Nado Borboleta - Estudo da Propulsão Braços - A Extensão

Os braços executam um movimento simultâneo em duas etapas, aérea e submersa, que vamos analisar o mais minuciosamente possível.

Como nos outros estilos, o nado borboleta tem uma divisão na parte subaquática que apresentaremos assim: "Entrada - Extensão - Tração - Empurrada - Recuperação. Na parte aérea, apenas descreveremos, sem divisão, por representar apenas a recuperação dos braços.

A Extensão:

Após a entrada dos braços, existe um movimento de extensão para frente, que deve ser cuidado a fim de que não execute a elevação dos braços, o que vai criar meio tempo a mais na coordenação braços-pernas e, por conseguinte, sua execução errada, impedindo o progresso do nadador.

Esta extensão deve ser realizada para frente e para baixo, levando a mão a, aproximadamente, 15 cm. abaixo da linha de superfície, através de um giro dos pulsos, embora a palma da mão permaneça estendida.


Uma vez tendo o braço entrado na água e agindo como acima nos referimos, ele alcança seu primeiro apoio. Daqui partem eles para uma tração que descreveremos em seguida.