terça-feira, 30 de junho de 2015

Natação Treino de Super compensação.

Natação Treino de Super compensação.

Natação Treino de Super compensação

Super-compensação- Utilizamos esse treinamento para aliviar a tensão em alguns ciclos de treinamento ou para servir como polímetro secundário antes de algumas competições na temporada, para se obter melhores resultados.

Empregamos de 2 a 5 dias, dependendo do interesse da competição para o atleta ou para o clube e dependendo também do trabalho que se venha realizando. Ou reduzimos verticalmente a metragem diária ou a diminuímos apenas um pouco e o corte de grande porte fica para a intensidade, reduzindo-a ao mínimo possível.

Pouco se perde em treinamento com a utilização desse trabalho e teremos nossos atletas satisfeitos e prontos para recomeçar onde deixaram sua obrigação diária.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Natação treino Sub-aeróbico e Super-aeróbico

Natação treino Sub-aeróbico e Super-aeróbico

Natação treino Sub-aeróbico.

Ativa o sistema aeróbico, mantém a capacidade do sistema aeróbico, preserva a capacidade de glicogênio e tem a propriedade de remoção de ácido lático.

Tem como fonte de energia as gorduras e o ácido lático residual.

Usamos o sistema sub-aeróbico de forma contínua, com um trabalho de 40 a 90 minutos, com longos intervalos, podendo ser aplicado duas vezes por dia, num volume de 50% do total do treino.

Exemplo:

2 - 3 x 1500 - 40 segundos de repouso

3 - 5 x 800 - 30 segundos de repouso

8 - 12 x 400 - 20 segundos de repouso

16 - 20 x 200 - 15 segundos de repouso.

Natação Treino super-aeróbico.

Encontramos ainda o super-aeróbico, também conhecido como A-2 que é uma classe continuativa da anterior e tem a capacidade de aumentar o mecanismo de produção e remoção do ácido lático e de criar, aumentar e manter a endurance.

Sua fonte energética é o glicogênio.

Seu método de treinamento é contínuo, com curtos intervalos de repouso, eqüivalendo de 18 a 20% do trabalho total, pode ser aplicado diariamente, com 1 a 2 dias de descanço na semana, tendo uma duração integral do esforço de 25 a 45 minutos.

Exemplo: 6 -^8 x 400 - 30 segundos de repouso 8 - 12 x 200 - 35 segundos de repouso 16 - 20 x 100 - 35 segundos de repouso

É preciso dizermos que o sistema super-aeróbico ocorre em velocidades de natação, quando a produção de lactato se iguala com sua remoção. Treinamos esta categoria para o ideal desenvolvimento da endurance e base aeróbica.

domingo, 28 de junho de 2015

Guia de treino hipóxico de natação

Guia de treino hipóxico de natação

Guia de treino hipóxico de natação

Velocistas e fundistas podem beneficiar-se deste treinamento. Aqueles terão capacidade de manter sua explosão por um maior tempo e estes poderão alcançar um mais alto nível de “stress" sem recorrer de imediato ao débito de oxigênio e poderá manter médias superiores às que ele faria sem este treinamento.

Sintetizando o que o atleta recebe de benefício neste trabalho, convém repetir para ressaltar:

1) Aumento do número de capilares funcionais.

2) Vascularização dos músculos do esqueleto, tornando possível mais rápida liberação de oxigênio.

3) O coração, por ser um músculo, também se beneficia com o aumento da vascularização.

4) Produção de maior número de hemoglobina.

5) O coração não precisa trabalhar tão forte.

6) Aumento do tamanho dos capilares que conduzem o sangue.

Você ainda poderá sentir sede mais frequentemente e conseguirá mais alto nível de troca gasosa em seu corpo, e isto nos parece normal e de grande valia.

Não podemos nos esquecer da frequência cardíaca do nadador neste treinamento que deve atingir 180 por minuto, não mais para não forçar demasiadamente o coração. A volta pretendemos que atinja de 100 a 120 batidas.

Vamos criar um guia para a utilização do treino hipóxico com proveito:

a) Nunca o nadador deve executar o trabalho sozinho, sem a devida orientação.

b) Um quarto do treino pode ser feito em hipoxia (há técnicos que acham que pode ser maior a faixa, mas esta é nossa filosofia).

c) Todo trabalho de braço pode ser feito em hipoxia.

d) Não se deve iniciar o trabalho sem um muito bom aquecimento.

e) Realizar hipoxia sob a superfície, mesmo que seja com trabalho de pernas.

f) Quanto maior a distância, menor o número de braçadas para cada respiração.

Exemplo: 500 metros nadando com 2 a 3 ciclos de braços para cada respiração. 50 metros de nado com 4 a 5 ciclos de braços para cada respiração.

g) Manter, quando em hipoxia, a velocidade controlada.

h) Velocidade em hipoxia deve ser feita nas distâncias de 25 a 50 metros.

i) Aplicar o treino em todos os estilos.

j) A prova não deve ser feita em hipoxia, a não ser nos últimos metros, servindo esta apenas para usufruir do trabalho aplicado.

Pode advir deste treinamento, uma certa dor de cabeça que desaparece com o treinamento diário, entretanto, quando ela se manifesta, nós evitamos continuar o treino hipóxico no mesmo dia. Caso ela apareça com mais frequência e com mais intensidade, nós não permitimos que o nadador continue a realizá-lo.

Nota: Sabemos que este tipo de treino, em sua aplicabilidade, está ultrapassado, mas o que nos propuzemos, foi levar ao novo técnico, o conhecimento total para sua utilização. O que mais nos prende à aplicação é que se não for de excelente qualidade, o é em alguma qualidade e é possível usá-lo bem.

Dentro da categoria de trabalho, como tantos outros, encontramos em trabalho aeróbico, os conhecimento A1 e A2 que para alguns tem a nomenclatura de subaeróbico e super aeróbico.

sábado, 27 de junho de 2015

Exemplos de treino hipóxico na natação

Exemplos de treino hipóxico na natação

Exemplos de treino hipóxico na natação.

1° Exemplo:

1) M.C. - 500 nado livre fraco-forte - 25 x 12,5 - (25 metros devagar e 12,5 forte).

2) 10 x 50 perna - 1° estilo - à cada 60”.

3) 800 braço livre - respirando na 5° braçada - ritmo lento (sessão longa).

4) 15 x 100 livre -1 - 5 à cada 2’ - 6 -10 à cada 1 ’40" —11-15 à cada 1 ’30” - (repetição principal).

5) 400 perna medley.

6) 10 x 50 braço 1° estilo à cada 50".

7) 400 correção 2° estilo - descanço ativo -

8) 8 x 50 à cada 45" - 4 do primeiro estilo - 4 do segundo

2° Exemplo:

1) M.C. - 200 nadando - 200 perna - 200 braço - 200 nadando - qualquer estilo

2) 400 perna - vai 1° estilo, volta 2a

3) 10 x 50 braço à cada 60” - respirando na 4° braçada (sessão curta e rápida).

4) 4 x 400 - 1° à cada 7’ - 2° à cada 6’40” - 3° à cada 6’30” - 4° à cada 6’20" (repetição principal).

5) 12 x 25 - 1-4 à cada 35" - 5-8 à cada 30” - 9-12 à cada 25

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Natação Treinamento Hipóxico

Natação Treinamento Hipóxico

Treinamento Hipóxico.

Este treinamento surgiu no Brasil por volta de 1975, quando houve uma explanação feita pelo técnico americano Richard Powell, então treinador de "A Hebraica", em S. Paulo, que trouxe uma gravação da Clínica de Técnicos Americanos, realizada em Chicago. Pretendemos colocar aqui sua definição, retirada do Dicionário Enciclopédico Ilustrado, Tudo, da Editora Abril Cultural. Hipoxia é a "deficiência de oxigênio nos tecidos. Quando muito intensa, causa danos fatais ao cérebro. Ocorre se o oxigênio não atinge os pulmões.

A hipoxia tem sido incorretamente chamada de Anoxia, condição em que haveria ausência total de oxigênio.

Pela definição, poderíamos supor que apenas mal pode advir de tal treinamento, entretanto, procuraremos expor o lado favorável que estudiosos e cientistas da natação conseguiram alcançar para provar o seu êxito.

1) A primeira coisa que podemos ressaltar é a produção de hemoglobina extra que corre quando o corpo é obrigado a trabalhar sob stress e estas células vermelhas são o veículo de transporte de oxigênio para os músculos, quando ele é liberado.

2) O hábito de trabalho em stress, cria uma situação de débito de oxigênio e trará ao atleta, melhores condições para a prova, “sorrindo da dor e do cansaço", segundo a afirmação de Michael N. Shaw, técnico assistente de Mission Viejo.

A pressão do treino hipóxico é concentrada nas células vermelhas do sangue. Quando respiramos normalmente, apenas 16% do oxigênio disponível é utilizado. Em trabalho estressante, a busca por ele é interna e põe em atividade a liberação de oxigênio pelos músculos e órgãos, para procurar diminuir o débito de oxigênio. Esta liberação forçada é a maior vantagem do treino, habituando o corpo ao trabalho muito forte.

O que precisamos levar em consideração é que este tipo de treino, como qualquer adaptação do homem, deve iniciar lentamente, até que o nadador atinja condição ideal para suportar a carga.

Pela definição do treino, podemos alcançar o perigo que ele constitui, se não houver um trabalho progressivo. Inicialmente utilizaremos em trabalhos sem velocidade, como treino de braços ou pernas ou mesmo o nado com fraca intensidade. Como já sabemos que a hipoxia é a supressão respiratória, começamos fazendo com que o atleta respire apenas na terceira braçada, ou seja, respiração bi-lateral.

Quando dizemos braçada, estamos contando apenas cada braço e quando nos referimos ao ciclo, nos expressamos com respeito ao movimento de ambos os braços.

Podemos realizar o treino hipóxico das seguintes maneiras:

1) Na 3° braçada- 2 - na 4° braçada ou em cada 2 ciclos - nas 5° braçada 4 na 6° braçada ou em cada 3 ciclos - na 7° braçada - na 8° braçada ou em cada 4 ciclos, e assim por diante.

Se desejarmos faremos ainda determinar o número de respirações a serem realizadas, como por exemplo, respirar 5 ou 7 vezes em cada 25 metros, ou menos se houver condição do nadador. Podemos sugerir 7 respirações na ida (25 metros) e 4 na volta (25 metros seguintes), enfim, teremos um grande número de meios para motivarmos o trabalho.

No que nos diz respeito, ainda não executamos mais hipoxia que cada 4 ciclos de braços ou 4 respirações em cada 25 metros, e ainda o fazemos intercaladamente, como por exemplo, ir com 8 braçadas e voltar com 4 para cada respiração ou ir uma piscina com 4 respirações e voltar com 7.

A pretendida produção de hemoglobina não é algo que se possa realizar a curto prazo mas, ao contrário, muitas semanas serão utilizadas até que o atleta atinja equilíbrio de treino e possa sentir o efeito em seu trabalho aquático. Deve haver um convencimento do atleta para a crença no que é estipulado pois, com a realização do treino hipóxico, em poucos dias, o nadador perde tudo que foi adquirido em dois anos, mas terá lucro em dobro com sua continuidade. Nós, particularmente o realizamos fracamente com pouca frequência.

Nós não costumamos iniciar o treino hipóxico antes de um prévio e muito bom aquecimento (molha corpo), pois, para aplicarmos temos que ter os capilares bem preparados já que é neles que o sangue flui, dando livre passagem dos pulmões para os órgãos e músculos esqueléticos.

Nós costumamos dar apenas uma sessão de treino hipóxico em trabalho lento e longo ou uma curta e rápida, de forma que ele se realize antes da série principal, para se obter melhores resultados.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Natação Treinamento de Passagem Negativa (Negative Split)

Natação Treinamento de Passagem Negativa (Negative Split)

Natação Treinamento de Passagem Negativa (Negative Split)

Este treinamento, além de ser o mais utilizado, é o mais importante, por sua eficácia em qualquer tipo de nadador, velocista, meio fundista ou especialista, já que pode valer como treinamento de qualidade, resistência, adaptação ao esforço e o principal, determinação de ritmo.

Sobre esforço, realizando sempre, a segunda metade de qualquer distância melhor que a primeira.

Exemplo:

10 x 100 passagem negativa, virando a primeira metade do nado em mais ou menos em 40 segundos e a segunda metade, melhor, com 20”

de repouso entre cada 100 metros.

Exemplo:

6 x 50 metros passagem negativa da seguinte maneira:

1° 50 metros - 1° 25 metros em 20 segundos 2° 25 abaixo

2° 50 metros - 1° 25 metros em 19 segundos 2° 25 abaixo

3° 50 metros - 1° 25 metros em 18 segundos 2° 25 abaixo

4° 50 metros - 1° 25 metros em 17 segundos 2° 25 abaixo

5° 50 metros - 1° 25 metros em 16 segundos 2° 25 abaixo

6° 50 metros - 1° 25 metros em 15 segundos 2° 25 abaixo

Com 20” de repouso ou menos. Com metragens diferentes, com repetições diferentes com a mesma passagem e volta diferente ou com a mesma passagem e a mesma volta. Segundo nosso objetivo podemos tornar este treinamento em resistência ou velocidade, ou ainda força, segundo sua aplicação. Podemos ainda realizar este treino com velocidade crescente, ou decrescente.

Exemplo:

6 x 50 começando com à cada 50 e terminando com à cada 1 ’50”, ou vice-versa, sempre com passagem negativa.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Treino de Natação - Treino Quebrado

Treino de Natação - Treino Quebrado

Treino Quebrado (Broken)

Surgiu inicialmente com a intenção de ser aplicado em polimento e tinha também a finalidade de se conhecer o tempo aproximado da prova, realizando grande velocidade intercalada de repouso curto entre cada esforço e um longo repouso entre cada série e isto se tinha apenas como alcance de velocidade, hoje o consideramos também como manutenção de resistência e força.

Hoje, este treino, dadas as qualidades excepcionais de sua aplicação, é realizado durante todo o ano, com os mais variados objetivos. O maior deles é ritmo de competição:

1° exemplo:

4 x 200 quebrado - com 10" de repouso entre cada 50 metros e 1 ’30" de descanço após cada 200 metros.

2° exemplo:

4 x 200 à cada 5’, com 10” de repouso entre cada 50 metros. Para modificarmos seu objetivo, basta modificar o repouso entre as séries, ou o número de repetições. Podemos construir o treinamento com medley, 3, 2 ou apenas um estilo.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Treino de Série de Distâncias Variadas na Natação.

Treino de Série de Distâncias Variadas na Natação.

Treino de Série de Distâncias Variadas.

Terá as características que desejarmos, aeróbica ou não. O principal objetivo é levar o nadador a experiência das distâncias, fazê-lo conhecedor de sua maior e melhor capacidade e descobrir sua preferência na metragem de trabalho.

Exemplo:

2 x 25 à cada 30”

2 x 50 à cada 60"

2 x 75 à cada 1 ’30”

2 x 100 à cada 2’00” - (repetir 3 vezes).

Este treino pode ser aplicado com outras metragens, outros intervalos de repouso e outras repetições, ou qualquer outra combinação que tenha o mesmo objetivo, ou qualquer outro conforme a intenção do treinador.

Treinamento de Diminuição de Intervalo de Repouso.

Seria o contrário do treinamento acima exposto.

Treino de Aumento de Intervalo de Repouso na Natação

Treino de Aumento de Intervalo de Repouso na Natação

Treino de Aumento de Intervalo de Repouso.

É uma série que leva o nadador a um aumento da velocidade e que lhe dá a idéia de uma melhora constante, principalmente ao comparar a última repetição com a primeira. Podemos, se assim o desejarmos, levar o atleta de um trabalho aeróbico para um anaeróbico.

Exemplo:

2 x 100 à cada 1’40”

2 x 100 à cada 1’45"

2 x 100 à cada 1’50”

2 x 100 à cada 2’00”

variantes:

2 x 100 com 80% de força com 10” de repouso

Idem com 85% de força com 20” de repouso

Idem com 90% de força com 40” de repouso

Idem com 95% de força com 1’ de repouso.

Podemos também manter força e aumentar o repouso de modo menor.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Treino de Série em Linha na Natação

Treino de Série em Linha na Natação

Treino de Série em Linha

É um treinamento grandemente utilizado por nossos técnicos, por sua versatilidade e valor.

Exemplo: 20 x 100 à cada 2'.

Este é o modelo de onde partem as variantes:

1- 20 x 100- 1 a 5 a cada 2'

6 à 10 a cada 1’ 50"

11 a 15 à cada 1'45"

16 à 20 a cada 1 ’40"

ou ainda:

2 x 100 à cada 2’

2 x 100 à cada 1' 50"

2 x 100 à cada 1 ’40" (4 vezes).

domingo, 21 de junho de 2015

Treino em Pirâmide na Natação

Treino em Pirâmide na Natação

Treino em Pirâmide -

É o nome de um treinamento que se acumula a distância ou o tempo, podendo ter característica aeróbica ou anaeróbica, segundo nosso objetivo.

Exemplo: -25 - 50 - 75 - 100 - 75 - 50 - 25 - Nós colocamos o tempo de repouso de cada distância segundo nossa previsão, aí então teremos um trabalho aeróbico ou anaeróbico, se impusermos menor ou maior repouso respectivamente, com maior ou menor velocidade.

Podemos modificar as metragens, aumentar ou diminuir as repetições, sempre segundo o plano que propusemos e o objetivo que pretendemos alcançar.

sábado, 20 de junho de 2015

Treino Jogo de Velocidade na Natação

Treino Jogo de Velocidade na Natação

Treino Jogo de Velocidade (Fartlek- Speed Play) -

É um tipo de treino surgido na Suécia, aeróbico, com velocidades variadas que serve para o preparo da resistência aeróbica do nadador, costume ao esforço diário, finalização ativa ou mesmo trabalho entre duas grandes pressões.

Exemplo: 10 x 100 fraco forte, nado livre, sendo 25 fraco e 25 forte, ou 12,50 fraco e 12,50 forte, ou outra metragem de interesse do treinador.

Pode ser ainda o fraco em um nado, como por exemplo o borboleta e forte em nado costas, ou qualquer outra combinação que não só servirá para o preparo do atleta como também de variação no trabalho.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Treino Locomotiva na Natação

Treino Locomotiva na Natação

Treino Locomotiva -

Embora seja conhecido diferentemente por alguns, o objetivo é o mesmo. O princípio deste treinamento é o aumento progressivo da velocidade, em um mesmo percurso, até atingir uma velocidade razoavelmente forte e tendo bases aeróbicas, possui a finalidade de levar o atleta ao hábito do esforço, embora de pouca pressão, controle individual do ritmo e trabalho crescente. É quase sempre utilizado no início do treinamento, mas pode ser realizado no meio ou no fim, servindo como intervalo entre séries fortes ou como final ativo.

Ex.: 1.000 metros nadando locomotiva de 100, isto é, o atleta inicia fraco e vai aumentando a velocidade, terminando bem forte nos últimos metros, passando ao reinicio de outros 100 metros da mesma forma, até atingir a metragem exigida.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Treino de Velocidade Decrescente na Natação

Treino de Velocidade Decrescente na Natação

Treino de Velocidade Decrescente -

Iniciar na máxima velocidade nos primeiros metros e ir diminuindo-a, de modo a chegar com uma percentagem de esforço próxima de 70%. Tem ele a finalidade de conseguir um trabalho aeróbico com início anaeróbico, permitindo ao atleta um repouso ativo e um curto inativo, devendo ser ele aplicado no início da temporada, 2° ou 3° mês, dependendo da filosofia do técnico e da condição do atleta. Objetivo: endurance e hábito ao esforço, bem como início de prova.

Há duas maneiras de aplicarmos este treinamento:

1) 10 x 100 à cada 2', iniciando os primeiros 25 metros em grande velocidade, baixar nos 25 seguintes para 90%, nos seguintes para 80% e um final de 70%.

2) 10 x 100 à :

1 e 2 à cada 2' 30" (grande velocidade)

3 e 4 à cada 2' 10" (menor velocidade)

5 e 6 à cada 2' 00" (menor velocidade)

7 e 8 à cada 1' 50" (menor velocidade)

9 e 10 à cada 1' 40" (menor velocidade)

É preciso muita atenção neste tipo de treinamento, não o realizando inadequadamente tanto em época como em condição de cada um.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Treino de Velocidade Média na Natação

Treino de Velocidade Média na Natação

Treino de Velocidade Média -

É um trabalho intermitente, intervalado que visa a resistência e o ritmo, cada vez melhores, pretendendo levar o nadador a repetições cada vez mais velozes. É empregado logo depois do inicio da temporada para frente, podendo ser em qualquer parte, dependendo da média solicitada e do repouso previsto.

Ex.:

10 x 100 à cada 1’ 40”, mantendo a velocidade média de 1' 20”.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Treino com Velocidade Crescente na Natação

Treino com Velocidade Crescente na Natação

Treino Com Velocidade Crescente

Trabalho de características aeróbicas e anaeróbicas e se justifica pelo hábito do atleta ao esforço e treinamento com acúmulo de ácido lático, embora não tão grande, já que o repouso é relativamente pequeno, não permitindo demasiada recuperação.

Ex.:

10 x 100 à cada 2' - com velocidade crescente, tal como:

1° tiro 1’ 18"

2° 1’ 15"

3° 1’ 13"

4° 1' 11"

5° 1' 09"

6° 1' 08”

7° 1' 07"

8° 1' 06”

9° 1' 05" 8/10,

10° 1' 05". (Nunca se esqueçer que isto é apenas um Exemplo).

Podemos solicitar o mesmo treinamento, mas diminuindo o repouso em cada 2 ou 3 repetições.

Exemplo:

10 x 100 -

1 e 2 à cada 2'

3 a 4 à cada 1' 50”

5 e 6 à cada 1' 45"

7 e 8 à cada 1' 40” e

9 e 10 à cada 1' 35", sempre diminuindo o tempo de execução.

Ainda há, baseado no mesmo princípio, um outro tipo, onde realizamos o trabalho, mantendo em cada 2 tiros um mesmo tempo de execução.

Exemplo: A mesma repetição, mantendo os seguintes tempos:

1 e 2 - 1 ’ 18"

3 e 4 - 1’ 15"

5 e 6 - 1' 12",

7 e 8 - 1’ 10” e

8 e 9 - 1’ 08".

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Treino de Velocidade na Natação

Treino de Velocidade na Natação

Treino de Velocidade na Natação

O Treino de velocidade nos leva a um trabalho que nós reputamos como o mais adequado para aquisição de velocidade que nós vamos chamar de Velocidade Crescente e que pode ser assim aplicado:

a) 6 x 50 iniciando fraco e crescendo cada vez mais até atingir os 12.50 metros quando exercerá toda a velocidade e terá seu tempo cronometrado nestes últimos metros.

b) 6 x 50 iniciando fraco e após completada a virada, dar toda a velocidade, tendo então seu tempo marcado.

c) 8 x 50 iniciando forte, crescendo, terminado em um esforço máximo de 10 m.

d) Idem, terminando em 5 metros. (Aqui pode ser 10 repetições).

Podemos, da mesma forma, iniciar forte e terminar diminuindo a velocidade, isto porém, deve diminuir o repouso. Este pode ser feito entre cada série de 1 a 2 minutos, ou então executar as repetições à cada "X" tempo, desde que permita uma completa recuperação. Treinos deste tipo em água não aquecida devidamente, pode trazer malefício ao invés de benefício, em virtude da grande parada e a conseqüente vasocontrição.

domingo, 14 de junho de 2015

Treino de Repetição na Natação

Treino de Repetição na Natação

Treino de Repetição (Repetition Training)

- É um treino intervalado, com características anaeróbicas, composto de séries de distâncias curtas e de velocidade maior que a utilizada na prova, assim, se o nadador passa em 50 metros na competição de 100 metros com o tempo de 30", deverá fazer a média do treino de repetição abaixo desse tempo, como por exemplo: 6 x 50 com velocidade média 29" 7/10, com repouso de 1 a 2 minutos. É preciso verificar a pulsação que deverá estar em torno de 190 depois do esforço e cerca de 100 após o repouso, já que o intervalo deverá ser o suficiente para uma quase completa recuperação que por ser tão completa, a pouca adaptação fisiológica é necessária.

Aqui convém acrescentarmos um adendo, para que se possa saber que sua aplicação no início da temporada pode ocasionar uma elevação do pulso por horas, o que também pode acontecer durante a temporada ou no fim dela, sem que isto venha constituir qualquer problema, a não ser no início que irá trazer um cansaço maior, ocasionando desinteresse pelo treinamento. Não quer isto dizer que nunca possamos empregar o Treino de Repetição no início do ano competitivo.

É preciso saber que seria interessante utilizar neste treinamento, uma quantidade de repouso que correspondesse três vezes ou mais o tempo que foi utilizado para realizar o esforço, assim, exemplificamos: Na série de 50 metros mostrada acima, já que o tempo médio ficou por volta de 30”, o repouso deverá atingir 1.30" ou mais, mas nunca menos que três vezes o tempo de trabalho.

Este tipo de repetição pode ser utilizado desde 25 metros até mesmo os 20 metros, mas jamais 300,400 ou maiores distâncias a não ser com mínimo de repetição. Não confundir um descanço longo necessário quando o nadador apresenta cansaço progressivo acentuado e necessita realmente do repouso, com um excesso que poderá trazer malefício. É de se compreender que com 100 metros ou mais é muito difícil, ou melhor quase impossível realizar trabalhos com 115% de força.

Cremos que todos que nos leem gostariam de saber quantas repetições devem ser utilizadas e nós vamos tentar deixar aqui claro que isto é diretamente ligado ao hábito do nadador e à filosofia de treinamento do técnico, desta forma, podemos assim exemplificar:

Se o nadador está habituado a repetições de intervalo treino com 30 x 50 pois, esta é a filosofia de trabalho técnico, repetir sempre, aproximadamente a quantia acima determinada, então poderá executar em uma repetição similar neste treino, 10 a 15 x 50. Aqui, entretanto, convém saber que se nós utilizamos este número de repetições, é porque não estamos pretendendo um trabalho final de qualidade, mas um trabalho adicional de qualidade, não apenas para o levarmos ao hábito da velocidade, mas também para o preparo dos músculos cardíacos e esqueléticos à qualidade que irá acontecer. Quando nós usamos

tantas repetições, o nadador não deve utilizar todo o seu esforço, mas 85 a 90%, ou até 95%, dependendo do caso, ficando sua velocidade controlada, vindo aqui mais um aprendizado: saber nadar a prova que irá competir.

Ao contrário, se este mesmo treino for aplicado com sentido de velocidade, então seguiremos as regras já mencionadas, não indo muito além, procurando usar 4 a 6 repetições com o triplo ou mais de repouso que o tempo efetuado na distância.

Nós temos usado com sucesso, desde o final da primeira etapa de treinamento, um tipo de repetição que nós vamos exemplificar e justificar:

1) Após o molha corpo, realizamos o treino de repetição, por exemplo 4 x 50 à cada 2 minutos, continuamos a sessão e no final damos 4 x 25 à cada 1 minuto, o que podemos justificar da seguinte maneira:

Um trabalho anaeróbico curto, traz um cansaço grande mas não exaustivo e a continuidade do trabalho vai levar o nadador habituar-se ao esforço com débito de oxigênio, e chegando ao final, a repetição, embora mais curta, nos dá a idéia da capacidade de manutenção de velocidade após treinamento exaustivo e somar ao nadador condição de esforço sobre um cansaço grande, o que não vai permitir uma completa recuperação e lhe oferecerá capacidade de volta em sua prova principal.

Este treino traz ao atleta o condicionamento da velocidade, mas nós não podemos confundir seu uso que vai desde 25 metros até 200 metros, com o de Velocidade que consiste na aplicação de todo esforço em uma série que, além de ser curto o número de repetições, ainda não deve passar de 50 metros, e podemos dizer por nós, que nem mesmo costumamos passar de 30 metros, com um máximo de 6 repetições, não utilizando muito esta última metragem, mas sim 25 e 20 metros. Na mais da vezes, para velocidade, utilizamos 12,5 ou 10 metros.

A diferença real deste treinamento com o Treino de Repetição, está no exposto acima também, no seguinte: O esforço relativamente grande permitirá que o nadador coloque toda sua força e velocidade na série e sua recuperação se aproximará mais do ritmo básico que o outro trabalho.

sábado, 13 de junho de 2015

Treino Intervalado na Natação

Treino Intervalado na Natação

Intervalo - Treino - (Interval Training) Natação

Intervalo-Treino- (Interval Training) - É um tipo de treinamento que teve sua ascendência no atletismo, após a segunda guerra mundial, Este tipo de treinamento consiste em repetições de esforços em uma série dada, com esforços e repousos controlados. Pode haver controle de repouso entre cada repetição e entre cada série. O intervalo deve ser o suficiente para que permita uma recuperação parcial do ritmo cardíaco. A melhora do sistema cardio-vascular conseguida por este treino acha-se no intervalo quando o volume de sangue bombeado pelo coração é maior. Nós não consideramos intervalo de treino (interval training) a repetições com distâncias maiores que a prova que nadará o atleta, para nadadores de 100 metros, utilizamos 25,50,75 e 100 metros. Quando utilizamos 125 ou mais, a repetição passa a chamar-se distância maior (over distance), embora este último seja mais conhecido com treinos de longas distâncias. Como a prova de 100, a de 200 pode ser 50,100,150 e 200, e assim por diante. O que se deve procurar é uma velocidade constante em cada repetição, mantendo-se uma média que deverá ficar cada vez mais baixa ao longo da temporada.

O intervalo treino (interval training), se divide em:

Lento e Rápido.

O intervalo treino lento consiste em repetições de velocidade mais baixa que a da prova, com um intervalo de repouso curto, tendo portanto uma recuperação incompleta, sendo sempre este intervalo, menor que o da distância nadada.

Alguns exemplos:

1) 20x50 borboleta com 10" de repouso - Tempo médio, por esforço - 35".

Este tempo médio deverá ser mais que o tempo de 50 metros.

2) 10 x 100 à cada 1.30” - tempo médio, 1.10”- repouso, 20”.

O tempo médio deve ser pior que o tempo real do nadador.

Este tipo de intervalo treino é utilizado para desenvolver a resistência cardio vascular, não contribuindo muito para a velocidade do nadador, embora o faça até certo ponto.

O intervalo treino rápido consiste na utilização do esforço com um tempo maior de repouso para permitir maior recuperação do coração. A média de velocidade deverá ser mais forte, assim, como utilizamos no Intervalo Treino a média de 35", aqui poderemos usar a de 32". A vantagem que este tem sobre

aquele é que aumenta a resistência do músculo esquelético, dando maior condição para a velocidade e trabalhando o atleta para suportar carga anaeróbica.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Tipo de Treinamento Atletas de Natação

Tipo de Treinamento Atletas de Natação

Em nosso dia a dia, no preparo de atletas, utilizamos trabalho para velocistas, fundistas, e meio fundistas e especialistas, como o Dr. James Counsilman muito apropriadamente define como “outros".

Velocistas são os nadadores que se preparam para 100 e 200 metros livre e costas. Fundistas, os que se preparam para 800 e 1500 nado livre e 400 medley. O 200 borboleta fica entre meio fundo e fundo.

Meio Fundistas, são os nadadores de 200 medley e 400 metros. Especialistas são atletas que cumprem principalmente, 100 e 200 peito e 100 borboleta, Tal classificação não é uma lei, fundamenta-se em muitos anos de trabalho, mas não corresponde muitas vezes à filosofia de um técnico e ela poderá ser aproveitada, ou modificada, mas a realidade é que nós dividimos nosso trabalho

segundo nossas necessidades e possibilidades, mas se tivermos oportunidade, teremos que fazê-lo o mais criteriosamente possível.

Dentro do trabalho acima mencionado, utilizamos variações de repetição que vamos expor, mas não sem antes esclarecer que todo trabalho humano é intermitente, formado de esforço e repouso, com maior ou menor intensidade segundo o objetivo proposto.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

A Formação ou ressintetização do ATP (adenosina trifosfato)

A Formação ou ressintetização do ATP (adenosina trifosfato)

Para a formação ou ressintetização do ATP é que são usados os 3 sitemas: ATP-CP, de Ácido Lático e o Sistema Oxidativo.

Primeiro Sistema — ATP — CP — (fosfogenio)

E a soma de ATP mais Fosfocreatina. Este sistema não utiliza oxigênio, sendo por isso anaeróbico. ATP é convertida em Adenosina Difosfato (ADP) e fósforo inorgânico (PI), realizando energia para o trabalho, tal como nadar. A Fosfocreatina (CP) é simultâneamente convertida em creatina e fósforo, e a energia desta reação é usada para recriar ATP, partindo de ADP, a fim de que o ciclo possa recomeçar. Algumas explicações são necessárias:

ADP - “Adenosina difosfato, é um composto químico complexo, que, quando combinado com fosfato inorgânico (Pi), forma ATP.

Segundo Sistema — Sistema de Ácido Lático.

Neste sistema, o oxigênio também não é necessário, embora possa auxiliar e é chamado um sistema anaeróbico. O sistema de ácido lático é consumido de seu imediato suprimento de energia (de 1 a 3 minutos) de esforço, no maior trabalho possível. Embora sua capacidade de criar energia seja maior que o primeiro sistema, ele não pode criá-la tão rapidamente e por isso diremos que ele é menos poderoso.

Terceiro Sistema — Oxidativo

Como o próprio nome indica, é um sistema aeróbico, já que envolve utilização de oxigênio. Ele é o sistema que produz ATP em maior quantidade e constitui-se na fonte de energia nos trabalhos de longa duração.

Nós não poderíamos ser mais claros que a tentativa feita, mas, para melhor compreensão e aquisição de conhecimento sobre bioenergética, aconselhamos que sejam procurados livros de fisiologia, principalmente os relacionados com

exercício físico e o desporto. Vamos tentar dizer como se passa a alimentação intra-celular, para podermos nos situar com relação ao treinamento. O melhor exemplo que até hoje encontramos foi quando tivemos a oportunidade de ler uma exposição feita pelo norte americano, PHD, Hugh W. Bonner que se expressava mais ou menos assim:

“Suponhamos que um indivíduo entra em um restaurante para comer com pagamento efetuado por cartão de crédito que tem determinada validade. Enquanto esse cartão tem suprimento monetário, o freguês vai comendo, quando seu limite de crédito se acaba, somente o dinheiro passa a ser recebido pelo dono da casa. “Assim, podemos comparar as fontes imediatas de energia que suprem nossos músculos para a realização do movimento. Inicialmente, nós temos ATP (o cartão de crédito) para fornecer energia, após o que o CP, fosfocreatina (o dinheiro), passa a entrar em ação para exercer atividade. Quando ambos se esgotam (cartão de crédito e dinheiro), somente um “empréstimo" poderá criar uma forma de alimentação.

Geralmente as fontes imediatas de energia (ATP-CP), são usadas por um período relativamente curto (25 a 30 segundos), como o cartão de crédito e o dinheiro que se acabam rapidamente, enquanto que, para conseguir um empréstimo, vamos levar mais tempo, e isto se daria através do glicogenio que conseguimos estocar no músculo.

Como aumentaríamos o estoque de glicogenio, para ser utilizado quando necessário? Devemos aumentar a entrada de alimentos ricos em carboidratos e nós teríamos mais condição de maior tempo de trabalho na água o que representaria a estocagem de energia. Fica pois estabelecido que os sistemas de energia podem ser melhorados pelo seu uso forçado em treinamento.

Acreditamos assim, ter explicado o suficiente para um alcance global da bioenergética, que, embora com falhas, por falta de minúcias, está ao alcance do iniciante no trabalho de natação.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Natação Treinamento Aeróbico e Anaeróbico.

Natação Treinamento Aeróbico e Anaeróbico.

Natação Treinamento Aeróbico e Anaeróbico.

Os dois sistemas acima citados são contidos em três outros que são responsáveis pelo processo de decomposição do alimento, para transformá-lo em energia que irá resultar em movimento.

Embora esses termos sejam comumente falados entre treinadores e atletas, alguns não conhecem sua definição: “É o processo pelo qual o alimento é decomposto para criar energia; e é aeróbico com presença de oxigênio.

Para nossa melhor interpretação, vamos nos reportar a citações simples e comuns, acessível a todos. Os seres vivos se alimentam e, através dele, suprem-se de energia que lhes dão meio para criar trabalho sob alguma forma. Os inanimados pelo crescimento e os animados por movimento. Os vegetais nutrem-se do sol e realizam a fotossíntese que os mantém. Os humanos, dependem da alimentação que, em última análise, nos oferece o sol como criador. Dissemos inicialmente que há três sistemas que criam energia, vamos pois enumerá-los e explicá-los:

Antes, porém, precisamos saber qual a fonte que nos gera energia: ATP que é o composto básico que fornece energia ao corpo. ATP é adenosina trifosfato, um composto químico complexo, formado com a energia obtida da alimentação e armazenado em todas as células, especialmente nos músculos. Somente através da energia obtida pelo desdobramento deste composto, a célula pode realizar trabalho. CP, a fosfocreatina, que é um composto químico também, armazenado nos músculos que, quando desdobrado, quimicamente, auxilia a produção de ATP. Ácido Lático(lactato), metabólito da fadiga do sistema ácido lático, resultante do desdobramento incompleto da glicose. Trabalho “aplicação de uma força durante uma distância. Por exemplo: um kilo por metro é igual a um kilo/metro de trabalho, “Energia", capacidade ou habilidade de produzir trabalho".

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Natação: O Treinamento de Equipe "A"

Natação: O Treinamento de Equipe "A"

Natação: O treinamento de Atletas da Equipe Categoria "A"

Treinamento da Equipe “A”

É evidente, neste setor, que não podemos deixar de aludir à filosofia de trabalho que rege o comportamento de cada técnico, por isso, apenas temos a acrescentar que, embora nossa convivência com muitos treinadores tenha influenciado em nosso trabalho, não o modificou, a ponto de anular nosso ponto de vista e, se alguma seqüência que utilizamos, se parece com a que faz Dr. James Counsilman, é porque dele “bebemos" os primeiros ensinamentos. Se algo se aproxima do trabalho de Donnald Gambril, é porque a direção impressa por ele a uma equipe, muito nos agradou. Quando uma atitude nossa tem algo a ver com o que realiza George Haines, foram sua certeza e capacidade que nos encantaram, além de sua efetiva participação. Fica ainda em nossa montagem de treino, o cunho indubitável de Robert Saunders, que muitos conheceram e sentiram que sua capacidade de adaptação ao atleta é algo que nos parece incomum. Não foi porém, apenas de técnicos estrangeiros que sofremos influência, e muito nos orgulhamos do muito que aprendemos com Bruno Bucchi, com João Pody Boy Jr., com Minoru Higai, Adalberto Mariani, Ricardo de Moura e muitos outros que, com uma “pedra” maior ou menor, ajudaram afazer o alicerce da “torre” de nosso conhecimento.

Nosso princípio de treinamento está diretamente relacionado com planejamento, ao qual damos o maior valor, pois, não apenas tranqüilizam nosso trabalho como também tornam possível um treinamento com bases sólidas e que se refere à realidade de nossa equipe.

Assim, podemos dividir em dois sistemas que utilizamos para treinamento:

domingo, 7 de junho de 2015

Natação: Exemplos do treinamento de Equipe "B" - parte 3

Natação: Exemplos do treinamento de Equipe "B" - parte 3

Natação: O treinamento de Atletas da Equipe Categoria "B" parte 3

10° Semana

O trabalho está se aproximando de onde desejamos.

Exemplo:

1) Ginástica de flexibilidade e força

2) 8 x 50 braço peito

3) Saídas e viradas

4) 4 x 50 golfinho à cada 1.20”

5) 4 x 100 perna crawl à cada 1.20”

6) 4 x 100 braço costas à cada 2.20”

7) 4 x 100 perna peito à cada 2.20”

8) 400 nadando costas

9) 1 x 200 peito - marcar o tempo

10) 200 perna golfinho

11) 4 x 100 braço crawl à cada 2.20”

12) 4 x 100 perna costas à cada 2.20”

13) 1 x 800 livre - marcar o tempo.

11° Semana

Será hipoteticamente a penúltima de nosso trabalho.

Exemplo:

1) Ginástica de flexibilidade e força

2) 200 braço - vai crawl volta costas 200 perna - medley

200 nadando medley

3) 4 x 100 braço crawl à cada 2.20"

1 x 200 braço costas sem tempo 1 x 200 braço peito sem tempo

4) 300 perna crawl 200 perna costas 200 perna peito

6 x 50 perna golfinho

5) 4 x 100 nadando golfinho à cada 2.30"

6) 4 x 100 peito (nadando à cada 2.30")

4 x 100 nadando costas à cada 2.20"

1 x 100 livre - marcar o tempo

É evidente que, entre cada série, ou mesmo dentro delas, o tempo de repouso deve existir, e, se o que preconizamos for forte ou insuficiente, o treinador decidirá, sempre em favor do bom aprendizado.

12° Semana

Assim, chegamos (hipoteticamente), ao final de nosso trabalho e daremos o retoque final.

Exemplo:

1) 400 correção de cada estilo.

2) 10 x 100 perna medley- sem tempo.

3) 200 braço de cada estilo

4) 10 x 50 nadando medley- muda de estilos no meio da piscina. Assim, teremos:

12,5 de borboleta - 12,5 de costas -12,5 de peito - 12,5 de crawl.

Se a piscina for de 50 metros, dividir com marcas fora da piscina de 12,5 em 12,5 metros.

5) 400 metros nadando- vai costas- volta peito.

6) 200 golfinho sem tempo.

7) 1 x 800 livre- (para marcar o melhor tempo).

É evidente que o que acabamos de escrever não passa de um exemplo que poderá ser modificado segundo o interesse do leitor. Nós preconizamos treino por semana para ser mais fácil para nós escrevermos.

O trabalho da semana é o básico, ou o objetivo a atingir, mas não deve ser igual todos os dias, pois isto deixaria desmotivado o executante. Não deixe de estar presente com os nadadores durante todo o tempo.

O Cronômetro Gigante Foi Feito Para Facilitar Seu Trabalho e Lhe Proporcionar Meios Para Deslocar Sua Atenção Para a Execução do trabalho do Atleta.

Não podemos nos esquecer em nenhum tempo que o que acabamos de esboçar representa um trabalho hipotético, com exemplos que podem ser usados ou modificados segundo a necessidade de cada equipe, ou o que é mais correto, o técnico cria para sua equipe um trabalho, segundo sua filosofia.

Após os três meses de equipe “B”, realizaremos um teste, que será nosso primeiro, e aqueles que demonstrarem condições, serão remanejados para o treinamento, e, aqueles que não tenham, voltarão a se aperfeiçoar até atingirem o grau que se espera.

Não esquecer que temos treinamento de infantis, juvenis e equipe principal, sendo que, normalmente grande parte dos juvenis fazem parte da equipe principal.

Mais uma vez voltamos a bater na mesma “tecla", tudo que apresentamos não é uma lei mas uma possibilidade, uma escolha. Se no final do terceiro mês, nossos nadadores não nos apresentarem condições, não será preciso ser aplicado o teste que terá sua execução, quando julgarmos que haverá um sucesso relativo. Por outro lado, se sentirmos que, um ou mais nadadores, antes do terceiro mês, demonstram habilidades incomuns e se aproximam dos índices estabelecidos, nada nos impede que realizemos os testes com antecedência e os promovamos para uma escala superior.

Nota: Não se esqueça que o tempo previsto de três meses é hipotético, assim como os exemplos de treino são imaginários e não representam nada além de exemplo.

sábado, 6 de junho de 2015

Natação: Exemplos do treinamento de Equipe "B" - parte 2

Natação: Exemplos do treinamento de Equipe "B" - parte 2

Natação: O treinamento de Atletas da Equipe Categoria "B" parte 2

5° semana

Já no 2° mês - Introduzimos mais trabalho, começamos o borboleta

Exemplo:

1) 400 nadando crawl

2) 8 x 50 perna costas à cada 1.20”

3) 8 x 50 braço crawl à cada 1.30"

4) 300 nadando peito

5) 200 perna golfinho

6) 8 x 50 nadando crawl à cada 1.15"

7) 300 braço costas

8) 200 braço peito

9) 300 nadando costas

10) 4 x 25 golfinho sem tempo

11) 300 nadando peito

12) 8 x 50 costas à cada 1.20"

Com respeito ao tempo de repouso sugerido, pode parecer que não está correto pois o tempo de perna é o mesmo que o de braços. Acontece que o primeiro trabalho exige muito menos esforço que o segundo, tendo, por isso, um menor tempo de repouso.

6° semana

Aqui chegamos mais ou menos na metade do objetivo que planejamos. Começamos, pois, a firmar nosso trabalho, sempre com bastante variação para manter o grupo motivado.

Exemplo:

1) Ginástica de flexibilidade

2) Nadar 300 costas

3) 8 x 25 perna golfinho

4) 300 braço peito

5) 10 x 50 crawl à cada 1.15"

6) 6 x 50 perna costas

7) 300 correção peito

8) 6 x 50 braço crawl à cada 1.20”

9) 6 x 50 perna peito

10) 300 correção golfinho

11) 8 x 50 costas à cada 1.15“

Nota: Borboleta e golfinho representam o mesmo estilo, entretanto, oficialmente, não existe o nado golfinho, mas sim o borboleta, mas é comum utilizarmos ambas as nomenclaturas.

7° semana

O trabalho continua e vai se fortalecendo e se corrigindo.

Exemplo:

1) Flexibilidade e algum exercício de força (da mesma maneira que foi introduzido).

2) Saídas e viradas- peito e borboleta

3) 800 crawl- nadando ritmo lento

4) 400 perna medley

5) 400 braço- vai crawl- volta costas- vai peito, e assim sucessivamente.

6) 10 x 50 costas à cada 1.15*

8° semana

Exemplo:

1) 800 medley (misto) - vai 25 de um estilo, volta de outro, na ordem do individual medley - Nota: Medley - quer dizer misto - isto é - a soma dos quatro estilos (crawl - costas - peito e borboleta). Existe o nado misto individual e o revezamento misto. O individual tem a seguinte ordem: Borboleta, costas, peito e crawl - o revezamento a seguinte: costas, peito borboleta e crawl.

2) 8 x 100 perna misto

3) 4 x 100 braço crawl

Nas repetições de braços e pernas, quando deixadas sem tempo de esforço e repouso é para ficar a critério do próprio técnico ou ainda não empregar nenhum tempo determinado.

4) 8 x 50 peito à cada 1.20” - (quando não especificamos nada, quer dizer que é nadando).

5) 800 livre - marcar o tempo.

9° Semana

Estamos iniciando o terceiro mês e precisamos nos aproximar de nosso objetivo, atingir o índice de três estilos ou três metragens.

Exemplo:

1) Ginástica - flexibilidade e força do próprio corpo e com duplas.

2) 4 x 100 crawl à cada 2.40"

3) Nadar 200 golfinho

4) 4 x 100 perna crawl à cada 2.40”

5) Nadar 200 peito e marcar o tempo. (Com a situação de marcar o tempo devemos deixar que o nadador faça da melhor maneira que encontrar, não o colocando em situação de “tiro” para verificação, mas apenas ver em que tempo pode fazer.

6) 4 x 50 golfinho à cada 1.30"

7) 4 x 100 braço costas, à cada 2.50”

8) Nadar 400 metros crawl e marcar o tempo

9) 4 x 50 perna peito à cada 1.20”

10) 7 x 50, perna costas à cada 1.20”

11) Nadar 200 costas- marcar o tempo.

Nota Qualquer tempo pode ser aumentado ou diminuido, segundo a capacidade do nadador e julgamento do técnico, conforme seu objetivo e filosofia de trabalho.

Veja mais exemplos no tópico: " Natação: Exemplos do treinamento de Equipe "B" - parte 3 "

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Natação: Exemplos do treinamento de Equipe "B" - parte 1

Natação: Exemplos do treinamento de Equipe "B" - parte 1

Natação: O treinamento de Atletas da Equipe Categoria "B" parte 1

Vamos tentar organizar agora, o treinamento da categoria “B". Aqui teremos que oferecer muito meio de correção e afirmação do gesto esportivo e

principalmente, dar ao nadador condição para suportar grande carga de trabalho e execução com débito de oxigênio. A isto nós chamaríamos adaptação ao esforço.

Trabalharemos durante 3 meses com a equipe, após o que, haverá um teste que servirá de promoção do nadador.

Suponhamos que recebemos do aperfeiçoamento “2” alunos aprovados para entrarem no treinamento da equipe “B” e que teremos os meses de março, abril e maio para cumprir a primeira parte do trabalho. Agiremos aproximadamente da maneira que se segue:

1° semana

Correção do nado crawl - nado em distância - repetições curtas com médio intervalo de repouso - trabalho de pernas e braços - trabalho de médio percurso.

Nota: Quando falamos em correção, não estipulamos tempo. Não importa o quanto dure, o que importa é que o nadador tenha condições de executar movimentos corretos e conscientes para treinar com o menor esforço possível e com o maior resultado.

Exemplo de treinamento correspondente à 1° semana

1) Flexibilidade (força utilizando o próprio corpo e trabalho dois a dois)

2) 600 metros de correção crawl (escolher a correção mais necessária)

3) 400 perna crawl com correção (se 400 não for suficiente, não falemos em metros, mas em tempo)

4) 600 braço crawl com correção

5) 20 x 25 com 20" de repouso- descança 3 minutos

6) 400 nadando - tirar o tempo.

Nota: A correção pode durar todo o treino, temos apenas que cuidar para não haver desmotivação.

2° semana

Correção costas e crawl - nado em distância - Repetições curtas com intervalo médio de repouso - Trabalho de pernas e braços - Trabalho de médio percurso.

Exemplo:

1) Flexibilidade e força usando o próprio corpo ou trabalho 2 a 2

2) 400 correção braço crawl

3) 5 x 100 perna - vai crawl, volta costas

4) 400 nadando crawl

5) 8 x 50 com 30" de repouso -1 crawl - 1 costas

6) 300 nadando costas

3° semana

Correção de 2 estilos - trabalho de pernas e braços - nado em distância - repetições curtas - saídas e viradas do crawl.

Exemplo:

1) Flexibilidade e força da mesma maneira

2) 300 correção crawl - 300 correção costas

3) 5 x 100 perna - vai crawl volta costas

4) 300 braço crawl - 300 braço costas

5) 4 x 25 perna peito

6) 8 x 50 com 30" de repouso - 1 crawl - 1 costas

7) Treino de saídas e viradas crawl.

4° semana

Estamos entrando em um Mês de trabalho, precisamos pois introduzir o nado de peito, fazer correções, ainda em dois estilos - trabalho de pernas em três estilos - braços em dois estilos - nado longo - repetição curta - saídas e viradas em dois estilos.

Exemplo:

1) Ginástica de flexibilidade e força - sempre da mesma maneira

2) 300 correção crawl

3) 8 x 50 perna costas (iniciar a colocar tempo de repouso e trabalho "à cada).

Isto significa que durante o tempo de “x” minutos o nadador terá que realizar o trabalho e também descançar, saindo no final do tempo para novo esforço. Vamos exemplificar: “tiros” à cada 1' 20" - o atleta dará início no “tiro” de cinqüenta metros, quando o ponteiro de segundos do cronômetro gigante chegar ao 60. Suponhamos que quando terminar o “tiro”, terá feito em 40”, querendo isto dizer que terá 40" de repouso, pois terá que esperar perfazer 1'20”, quando chegar o ponteiro de segundos no 20, deverá o atleta sair novamente para outro trabalho que, em conjunto com o repouso, irá durar até que o ponteiro de segundos chegue aos quarenta e assim por diante.


4) 300 braço crawl

5) 6 x 50 perna costa sem tempo

6) 200 correção peito

7) Treino de saídas e viradas crawl

8) 300 braço costas

9) 8 x 25 perna peito

10) Marcar o tempo de 400 metros crawl

11) Treino de saídas e viradas - costas

12) Nadar 200 peito

Veja mais exemplos no tópico: " Natação: Exemplos do treinamento de Equipe "B" - parte 2 "

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Natação: O treinamento de Equipes "A e B"

Natação: O treinamento de Equipes "A e B"

Natação: O treinamento de atletas de equipes "A e B"

Acreditamos que podemos nos dirigir para o treinamento da equipe principal, relatando, inicialmente, os tipos de treinos existentes, como e quando os aplicamos.

Primeiramente , dividiremos a equipe em categoria “B" e “A".

A primeira “B", corresponde a nadadores imaturos que sairam do aperfeiçoamento e se dirigem para o treinamento, e a segunda, atletas já confirmados que representam a força total do clube.

Em ambos os casos, temos que subdividir as categorias, pois, enquanto uns estão já com capacidade de receber certa carga de trabalho, outros estão ainda entrando para sua nova experiência, por isso, não podemos aplicar o mesmo trabalho já que “Nem Todos os Organismos São Capazes de Receberem o Mesmo Remédio".

Suponhamos que os índices para alcançar a categoria “A" sejam os seguintes:


Segundo o interesse de cada técnico e forma de trabalho, pode ser exigido que o atleta faça um ou mais índices, mas isso depende não apenas dos interesses, mas da condição da equipe e os objetivos a atingir.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Natação Teste de Aperfeiçoamento para Treinamento profissional

Natação Teste de Aperfeiçoamento para Treinamento profissional

Natação Teste de Aperfeiçoamento para Treinamento profissional do atleta.

Segue-se agora um tipo de teste que não servirá como norma, mas como exemplo, para que cada técnico construa aquele que melhor lhe convier e que estiver de acordo com seus atletas, com suas possibilidades e sua filosofia de trabalho.

Aperfeiçoamento Para Treinamento

Para a passagem de um aluno de aperfeiçoamento para treinamento, muitas regras foram escritas, muitas tabelas foram criadas, mas o que realmente faz com que o nadador seja promovido é a sensibilidade do professor.

É claro que para fazer parte do aperfeiçoamento, há que se conseguir nadar um mínimo, o que ficará a critério do estabelecimento de ensino segundo sua filosofia ou mesmo do próprio professor.

Muitas são as Escolas e Clubes que têm como objetivo principal, apenas o aprenda a nadar; muitos preferem oferecer um aprendizado dos quatro estilos, outros chegam ao aperfeiçoamento, alguns fazem apenas equipes menores e são poucos os que se dirigem para o treinamento de jovens, de masters e até mesmo de alto nível.

Se quisermos evitar os testes, podemos ter um professor coordenador para realizar as passagens conforme seu critério.

Se desejarmos promover algum teste, nós indicamos os que já propuzemos em Metodologia da Natação, E.P.U., 2a edição, 1978, páginas 130 a 132.

Algo se nos apresenta como fundamental: É o que denominamos de longo percurso. O mínimo que encontramos para o início do treinamento, com vistas a equipe principal, seja ela de que nível for, fraca, média ou forte, é o que passamos a transcrever:

1) O aluno precisa ter capacidade inicial de um trabalho de aproximadamente 2.000 (dois mil) metros metros entre seus vários tipos.

2) É preciso que nade bem pelo menos um estilo, de preferência o crawl.

3) É necessário nadar razoavelmente bem um segundo estilo

4) Saber desenvolver os outros dois estilos.

5) Ser capaz de nadar quatrocentos metros sem parar e repetir de duas a três vezes essa metragem com uma força aproximada de 70%, com um intervalo de dois a três minutos.

6) Ser capaz de repetir a distância de 100 metros, até 10 vezes, com um mínimo de 6, com força aproximada de 70% e um intervalo de 1 a 2 minutos.

7) Repetir metragens curtas com força de 70% a 80% com até 1 minuto de repouso- 25 a 50 metros.

Desta forma teremos meios de iniciar um trabalho que se estabelecerá ao longo de meses, até que tenhamos conseguido formar uma base sólida, capaz de suportar um treinamento dirigido para alto Nível.

Tudo o que expusemos fica, naturalmente, a critério técnico que, segundo suas possibilidades e necessidades, dirigirá o atleta para o caminho de um futuro de glórias.

Como isto não implica que o nadador tenha que passar para a fase seguinte, já que não é escola oficial e que ele não está na dependência disto para seu futuro, temos obrigação de mantê-lo tanto quanto necessário para que se dirija ao treinamento com condições mínimas de se fazer um nadador.

Às vezes, para motivarmos nosso aluno, passamo-lo para uma outra fase, na esperança que, com novo estímulo, ele venha superar-se e alcançar boas

performances. Isto é real, mas evidentemente que ficará unicamente a critério técnico, já que um tal julgamento não nos cabe imprimir aqui.

Assim, pensamos ter levado um nadador do aprendizado para o aperfeiçoamento e deste para o treinamento para o sucesso.

Muitas pessoas poderão achar que tal tipo de construção de treinamento e seu respectivo teste, não funcionarão em nossos clubes, onde somos obrigados a colocar, para competir com a equipe, nadadores que ainda não sabem os estilos.

Não é impedido de competir mesmo tendo um nado menos desenvolvido que outro, ou desconhecendo algum, pois o nadador entrará em competição no nado que conhece, e isto não impede que ele volte para o aperfeiçoamento, pois ainda não foi aprovado para estágio superior. Se houvesse algo que impedisse, seria a pressa do técnico em treinar nadadores imaturos ou agradar algum pai orgulhoso de seu filho, para obter mais vantagens no clube.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Exercícios de Aprendizado no Nado Crawl - 3

Exercícios de Aprendizado no Nado Crawl - 3

Exercícios de Repetição do Aprendizado Motor no Nado Crawl - parte 3

Vigésimo Exercício

1) Ginástica de flexibilidade

2) Aprendizagem da saída do crawl

3) Treino de virada cambalhota - crawl

4) 300 perna peito - 300 perna costas

5) 300 braço peito - 300 braço costas

6) 400 nadando peito

7) Nadar 400 costas continuadamente - 400 crawl

Vigésimo Primeiro Exercício

1) Ginástica e flexibilidade

2) Aprendizado perna golfinho - fora e dentro d'água

3) 200 perna peito - 400 perna (vai costas volta crawl)

4) 200 correção braço peito - execução de um braço, depois o outro, depois ambos

5) 400 braço - vai costas volta crawl

6) 8 x 50 peito com 20" de repouso

7) Nadar 300 costas continuadamente - 300 crawl - 100 peito

Vigésimo Segundo Exercício

1) Ginástica de flexibilidade

2) Aprendizado fora e dentro d'água do braço borboleta

3) 5 minutos de pernada golfinho

4) 200 perna peito - 200 perna costas - 200 perna crawl

5) 200 braço peito - 200 braço costas - 200 braço crawl

6) 4 x 100 peito com 30” de repouso

7) Nadar 800 metros costas - crawl e peito (o treinador faz a ordem)

Vigésimo Terceiro Exercício

1) Flexibilidade

2) Aprendizado da virada de costas

3) 200 perna golfinho

4) 600 braço - vai crawl volta costas

5) 300 perna de peito

6) 4 x 50 de cada estilo conhecido com 20" de repouso

Vigésimo Quarto Exercício

1) Aprendizado da saída de costas

2) Aprendizado da virada de peito

3) 300 perna golfinho - 300 perna peito

4) 10 x 25 peito com 25" de repouso

5) 200 nadando golfinho (como puder com paradas ou não)

6) Nadar continuadamente - na ordem crawl - costas- golfinho (a critério técnico)

Vigésimo Quinto Exercício

1) Ginástica de flexibilidade

2) Aprendizagem da saída de peito

3) 200 nadando golfinho - 300 peito

4) 4 x 25 de cada estilo conhecido com 20" de repouso (golfinho só se puder)

5) 100 perna de cada estilo

6) 200 braço costas - 200 braço crawl

7) Nadar continuadamente 400 metros na ordem do medley (de 100 em 100 medley)

Vigésimo Sexto Exercício

1) Ginástica de flexibilidade

2) Treino de saída e virada de peito

3) Aprendizagem saída de golfinho

4) 300 nadando golfinho (com paradas) - se possível 300 peito

5) 3 x 50 de cada estilo com 15" de repouso

6) 200 braço crawl - 200 braço costas - 200 braço peito

7) Nadar continuadamente 600 metros vai golfinho volta peito - vai costa - volta peito (assim nada apenas 25 de golfinho em cada 100 metros)

Vigésimo Sétimo Exercício

1) Ginástica de flexibilidade

2) Treino de saídas e viradas

3) 200 perna de cada estilo

4) 200 braço de cada estilo

5) 4 x 50 de cada estilo com 15" de repouso

6) Nadar 200 golfinho continuadamente

Vigésimo Oitavo Exercício

1) 400 correção crawl

2) 300 perna peito - 300 perna costas

3) 400 braço crawl

4) 400 correção costas

5) 10 x 50 - vai peito volta golfinho - com 15" de repouso

6) 600 m. nadando - vai crawl volta golfinho na primeira metade - depois vai crawl volta peito. (O golfinho só pode ser usado a critério técnico)

Nós podíamos continuar este tipo de trabalho até que tivéssemos sentido que conseguimos o nosso objetivo, dado o grande número de variações que poderia ser obtido. Não nos esqueçamos, entretanto, que nossa intenção é levar o atleta ao treinamento, por isso, temos o dever inicial de ensinar os 4 estilos dar iniciação ao esforço.

Uma vez dado por terminado este trabalho, marcamos um teste que tem como finalidade verificar se o aluno aproveitou o bastante, para ter condições de participar do treinamento.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Exercícios de Aprendizado no Nado Crawl - 2

Exercícios de Aprendizado no Nado Crawl - 2

Exercícios de Repetição do Aprendizado Motor no Nado Crawl - parte 2

Décimo Primeiro Exercício

1) Ginástica de flexibilidade

2) Aprendizado do movimento de perna peito - dentro d'água

3) 200 perna costas - 300 perna crawl

4) 200 braço costas - 300 braço crawl

5) 12 x 25 nadando crawl com 15" de repouso

6) 300 nadando fácil - crawl

Décimo Segundo Exercício

1) Ginástica de flexibilidade

2) Aprendizado do braço de peito fora d'água

3) 5 minutos de perna peito

4) 300 perna costas - 300 pernas crawl

5) 300 braço costas - 300 braço crawl

6) 5 x 100 nadando crawl com 30” de repouso

7) Nadar 600 metros de crawl continuadamente.

Décimo Terceiro Exercício

1) Ginástica de flexibilidade

2) Aprendizado do braço peito na água

3) 10 minutos de perna peito

4) 300 perna costas

5) 300 braço costas - 300 braço crawl

6) Nadar 600 metros crawl continuadamente

Décimo Quarto Exercício

1) Ginástica de flexibilidade

2) Aprendizado da coordenação peito fora d'água

3) 5 minutos de braço peito

4) 200 perna peito - 300 perna costas

5) 300 braço costas - 300 braço crawl

6) Nadar 700 metros crawl continuadamente

Décimo Quinto Exercício

1) Flexibilidade

2) Coordenação peito dentro d'água

3) 10 minutos de braço peito

4) 300 perna peito - 300 perna costas

5) 200 metros correção braço costas - (3 braçadas com um braço, 3 com o outro e 3 com os dois) Fazendo de conta que se joga uma bola para os pés.

6) 200 metros correção braço crawl - vai com um braço e volta com o outro executando a alavanca e passando o polegar peto corpo enquanto o braço faz a recuperação fora d'água (asa de frango), para a elevação do cotovelo.

7) 4 x 50 nadando costas - com 20” de repouso.

8) Nadar 800 metros crawl continuadamente.

Décimo Sexto Exercício

1) Ginástica de flexibilidade

2) Nadar peito 5 minutos

3) 200 perna peito - 300 perna costas

4) 200 braço peito

5) Correção 300 braço costas - vai 25 com um vaia 25 com outro

6) Correção 300 braço crawl - somente por baixo cf água (alavanca) vai com um braço volta com outro.

7) 4 x 100 nadando costas com 30" de repouso

8) Nadar continuadamente 900 metros crawl

Décimo Sétimo Exercício

1) Ginástica de flexibilidade

2) 200 perna peito - 300 perna costas

3) 200 braço peito

4) Nadar peito 10 minutos

5) Correção 300 metros braço costas, somente a execução da alavanca, sem tirar o braço fora d'água - vai com um braço, volta com outro.

6) Correção braço crawl - 300 metros - 3 movimentos com um braço (somente por baixo d'água - execução da alavanca - 3 movimentos com outro e nadar com ambos 3 ciclos completos.

7) 8 x 50 costas com 20” de repouso

8) Nadar continuadamente 1.000 metros de crawl - atenção na correção

Décimo Oitavo Exercício

1) Ginástica e flexibilidade

2) 300 perna peito - 300 perna costas

3) 200 braço peito

4) 200 nadando peito

5) 300 correção braço costas - com os olhos em um alvo, sem mexer a cabeça - ir com um braço tocando o ouvido e voltar com o outro

6) 300 correção braço crawl - 1 piscina cada braço, o outro estendido para frente, fazer apenas o final da braçada e não tirar o braço fora d'água.

7) Nadar continuadamente 400 costas - 400 crawl

Décimo Nono Exercício

1) Ginástica de flexebilidade

2) Aprendizado da virada cambalhota do crawl

3) 300 perna peito - 300 perna costas

4) 300 braço peito - 300 braço costas

5) 4 x 75 costas com 30" de repouso

6) Nadar continuadamente - 500 costas - 300 crawl

Veja mais exercícios no tópico "Exercícios de Aprendizado no Nado Crawl - 3"