sexta-feira, 31 de julho de 2015

Alongamentos passo a passo para atletas de natação

Alongamentos passo a passo para atletas de natação

Vamos expor agora os exercícios de flexibilidade que mais utilizamos:

Pés

a) Flexão e extensão dos pés.

b) Flexão e extensão dos dedos - duração - 1 minuto.


Calcanhares

a) Deitado de costas, forçar os pés para baixo, para cima e depois para os lados - duração - 1 minuto.


b) Sentar-se sobre os calcanhares, elevação dos joelhos - 5 a 10 repetições.

c) Movimentação dos calcanhares com as mãos - duração - 1 minuto.


d) 2 a 2 - deitado em decúbito ventral, flexão da perna sobre a coxa -forçar a extensão do pé sobre os quadris, com emprego de pressão na ponta dos pés - 5 a 10 vezes - duração -10” cada vez.


e) Mesmo exercício com os pés dirigidos para fora do corpo - 5 a 10 vezes - duração - 10”cada vez.


Pernas

a) De pé, corpo próximo à parede, porém afastado dela, braços estendidos, mãos tocando à parede, espalmadas, calcanhares em contato constante com o solo, flexionar os cotovelos até a testa tocar na parede. Isto estende os músculos das costas, das panturrilhas e aumenta a extensão da articulação dos calcanhares - 5 a 10 repetições.


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Alongamentos - A técnica passiva

Alongamentos - A técnica passiva

A técnica passiva, também conhecida como estática, envolve os princípios da Hatayoga e pode ser aplicada como esta, utilizando processos isométricos, ou seja, levar a articulação na extensão limite e mantê-la durante 6 a 8 segundos, retornando à posição anterior, com processo relaxante. Conhecemos ainda que enquanto a flexibilidade ativa pode levar mais facilmente ao rompimento das fibras musculares, a passiva pode prevenir a ocorrência de rompimentos.

Um exemplo de flexão passiva com trabalho isométrico é: Sentado, pernas afastadas, mãos entrelaçadas atrás da nuca, flexão do tronco até tocar o solo com a testa e manter esta posição durante 6 a 8 segundos. Este tipo de flexão tem a denominação de isoestática por realizar o movimento partindo de uma posição estática e mantê-lo isometricamente.

Nós utilizamos esta técnica com grande frequência e muito proveito.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Alongamentos - A extensão ativa

Alongamentos - A extensão ativa

A extensão ativa é aquela que nós utilizamos ativamente em determinado grupo muscular, ou seja, realizando o exercício que deseja para conseguir a maior amplitude possível. Como exemplo podemos dar a grande elevação dos braços (como se estivesse nadando borboleta), com movimentos forçados para trás, tentando tocar as costas das mãos, para maior amplitude da articulação escápulo-umeral.

É mais que sabido que a extensão ativa aumenta em muito a flexibilidade e ficará em aumento a cada sessão durante o início do trabalho, mas sabemos também que a extensão ativa pode levar o músculo a rompimento com muito mais frequência, em virtude do julgamento errôneo da própria capacidade de extensão, além do perigo de uma tendinite.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Exercícios em grupo circuito

Exercícios em grupo circuito

Como realizamos o exercício em grupo?

Geralmente em forma de circuito com 12 estações, procurando, com elas, atingir o maior número de articulações possível ou trabalhar mais com as mais utilizáveis, insistindo sempre nas de maior dificuldade para a maioria dos atletas.

Quando realizamos a sessão em circuito, utilizamos 45 segundos para a execução do exercício e 15 segundos para a troca de parceiro, em caso de duplas, depois, 45 segundos de execução e 15 segundos para a troca de estação. No caso do circuito ser feito individual, usamos o último caso.

Nós sempre achamos bom que os exercícios sejam cronometrados, para uma comparação de boa realização em dias diferentes.

A escolha dos exercícios é muito importante pois a negligência de grupos de oposição sempre será um caminho negativo para o desenvolvimento.

Esta afirmação é válida para qualquer tipo de exercício em qualquer esporte.

A preparação para os exercícios de flexibilidade é importante, por isso antes da criança alcançar a idade de 13 anos, além do início da flexibilidade, exercícios calistênicos devem ser oferecidos para prepará-las para a longa caminhada atlética.

Diariamente, antes da sessão de flexibilidade, exercícios de alongamento devem preparar o campo de ação e um relaxamento bem empregado, após a sessão, é o melhor caminho para evitar qualquer tipo de traumatismo.

Nós podemos dividir o trabalho de flexibilidade em atuação ativa e passiva.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Exercícios para adquirir flexibilidade muscular

Exercícios para adquirir flexibilidade muscular

Como nós a realizamos?

Vários são os modos utilizados pois temos que levar em consideração a motivação e a correção no exercício. Precisamos imprimir aqui o que não é desconhecido de ninguém mas que sempre convém ser reavivado para nunca ser esquecido: exercício feito impropriamente não oferece benefícios e apenas serve para adquirir possíveis problemas articulares.

Nós realizamos a sessão de flexibilidade, inicialmente, cada um executando isoladamente, para compreensão do exercício e capricho no movimento. Posteriormente, passamos para duplas e circuitos que motivam mais.

Com respeito a duplas, temos que observar que, para a execução de determinados exercícios, precisam os pares terem tamanho e força similares para que ambos realizem trabalho compensador.

Qual o tempo de realização?

É preciso que saibamos que a velocidade não é um fator importante em flexibilidade, por isso, embora reconheçamos que nossos nadadores estão em idade de tudo fazerem velozmente, temos que acalmá-los e conscientizá-los a tal ponto que eles venham realizar o movimento em busca da perfeição. Nós pensamos que é melhor fazer um exercício vagarosamente, porém de forma correta que um rapidamente, porém mal feito.

Que repouso utilizamos?

Nós apenas podemos dizer que a quantidade de tempo de repouso entre um exercício e outro, depende do tamanho do grupo que trabalhamos, se escolhemos esta forma; se o fizermos individualmente, apenas um tempo relaxante será o suficiente para nova carga.

domingo, 26 de julho de 2015

Flexibilidade muscular de um atleta

Flexibilidade muscular de um atleta

Flexibilidade

“É a qualidade física relativa à capacidade funcional de as articulações movimentarem-se dentro de limites numa determinada ação".

“A flexibilidade muscular é decorrente da propriedade mecânica que possui o músculo de poder sofrer um alongamento em face de um estímulo; a elasticidade e a contração são aspectos bio-físicos dos músculos que dependem da mobilidade articular” - (Treinamento Desportivo I - Cap. Sergio Oliveira da Rocha - Cap. Paulo Roberto Laranjeira Caldas - Ministério de Educação e Cultura).

Temos que reconhecer que, embora ela seja uma qualidade adquirida, muito tem a ver com as características do músculo e do tecido cartilaginoso nas articulações, o que estampará a maior ou menor habilidade do executante. Ela sempre foi importante para o movimento corporal e a utilização dos músculos nos vários esportes, mas, especificamente, em natação, sua importância ficou redobrada, não apenas para a execução firme, mas solta, do movimento, como também como auxiliar importante para o alto nível de “stress” físico, hoje colocado nos músculos e articulações pela moderna natação altamente especializada, em nossos dias.

Quando devemos utilizar exercícios de flexibilidade em natação e com que frequência?

Nós vamos colocar aqui, nossa filosofia de trabalho, que poderá ser aceita ou não por aqueles que nos lêem. Nós realizamos, com nossos nadadores, flexibilidade, desde o primeiro dia de treinamento, até o último, incluindo a hora anterior da competição principal que define nosso “top”. É bem verdade que ela é empregada segundo a época e a necessidade. Para sermos claros, no início da temporada, começamos com alguns movimentos, sem total efetividade, e vamos aumentando até atingir todas as articulações e toda a capacidade de extensão.

Nós dissemos que utilizamos diariamente, e o fazemos, ficando o atletaa em débito com o trabalho quando não comparece mas, efetivamente, só é contada a falta quando o nadador não executou quatro vezes na semana.

Se você quiser, poderá dividir em grupos 1,2 e 3, descendo na classificação o nadador faltoso, uma vez que a dispensa da execução só se dá por doença ou prova escolar. Nenhum outro motivo o exime da sessão de flexibilidade.

sábado, 25 de julho de 2015

Aquisição da Potência e Força ao nadador

Aquisição da Potência e Força ao nadador

Elementos Componentes da Aquisição da Potência

1) Exercícios com pesos

2) Exercícios com medicine-ball

3) Exercícios ginásticos

Elementos Componentes da Aquisição Força

Podemos usar os mesmos princípios. Os sistema de forças, Componente, Resultante e Equilibrante, nos levam às leis do movimento de Newton, que traduzem todo o trabalho do corpo na água, sendo que nos dirigiremos especificamente, à primeira lei à terceira.

1a Lei - A resultante que seja das forças e que agem sobre um corpo em repouso ou em movimento retilíneo, é nula, se este movimento for retilíneo uniforme.

3a Lei - Sempre que um corpo exerce uma força sobre um outro, o segundo também exerce sobre o primeiro, uma força da mesma intensidade, do mesmo suporte e de sentido contrário.

Ambas refletem ação-reação

Com este intróito, podemos iniciar o trabalho que pretendemos esclarecer o melhor possível, para atingir nossos leitores no terreno prático, onde nos falta e muito.

Vamos ver neste capítulo, trabalho de flexibilidade, força e potência.

É preciso ficar claro que, se nós quisermos aumentar a força muscular temos que realizar poucas repetições, com poucas séries, trabalho sub-máximo ou máximo, com maior repouso. Entretanto, se procuramos resistência, devemos utilizar pouco peso, com muita repetição, várias séries e pouco repouso, sendo que entre cada série poderá haver um descanço maior, recuperador, para a próxima execução.

Devemos enfantizar ainda que, nós não buscamos velocidade fora d'água.

Os exercícios precisam ser o mais bem feitos possíveis, deixando a pressa de execução de lado.

Vamos pois dividir o nosso estudo aqui explanado da seguinte forma:

a) Flexibilidade

b) Alongamento

c) Trabalho de força

1) Isométrica

2) Isotônica

3) Isocinética

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Preparação Física dos Nadadores

Preparação Física dos Nadadores


Preparação Física dos Nadadores


Nós vamos chamar assim a etapa que é conhecida por nossos técnicos como trabalho de força.

Precisamos diversificar o significado de força e potência e que trabalhos procuramos para cada um.

Embora tenhamos definido acima os elementos que compõem o trabalho físico, pretendemos repetir que, segundo Dalton, força é toda causa capaz de provocar em um corpo uma modificação de movimento ou forma.

Podemos também afirmar que uma força atua na inércia de um corpo. Entendemos por inércia o que traduz-se pelo estado de repouso ou movimento

de um corpo. A força, como causa exterior, poderá modificar a inércia em qualquer de seus estados.

A potência nós podemos definir como a capacidade de explosão, já que é igual à força, multiplicada pela velocidade: P = F x V

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Tabela de percentagem de esforço na natação de competição

Tabela de percentagem de esforço na natação de competição

Ao nos referirmos a vários tipos de treinamento, acreditamos que se não deixamos aqui um vasto conhecimento de um conteúdo programático, pelo menos, dentro de nossa simplicidade, deixamos a mensagem de uma longa experiência.

Vai aqui a tabela de percentagem de esforço que retiramos da revista Swimming Technique -1980 - Verão.

Melhor

tempo

em

seg.

100%

95%

90%

85%

80%

75%

70%

65%

60%

20

20

21

22

23

24

25

26

27

28

22

22

23.1

24.2

25.3

26.4

27.5

28.6

29.7

30.8

24

24

25.2

26.4

27.6

28.8

20.0

31.2

32.4

33.6

26

26

27.3

28.6

29.9

31.2

32.5

33.8

35.1

36.4

28

28

29.4

30.8

32.2

33.6

35.0

36.4

37.8

39.2

30

30

31.5

33.0

34.5

36.0

37.5

39.0

40.5

42.0

32

32

33.6

35.2

36.8

38.4

40.0

41.6

43.2

44.8

34

34

35.7

37.4

39.1

40.8

42.5

44.2

45.9

47.6

36

36

37.8

39.6

41.4

43.2

45.0

46.8

48.6

50.4

38

38

39.9

41.8

43.7

45.6

47.5

49.4

51.3

53.2

40

40

42.0

44.0

46.0

48.0

50.0

54.6

56.7

58.8

42

42

44.1

46.2

48.3

50.4

52.5

54.6

56.7

58.8

44

44

46.2

48.4

50.6

52.8

55.0

57.2

59.4

1:01.6

46

46

48.3

50.6

52.9

55.2

57.5

39.8

1:02.1

1:04.4

48

48

50.4

52.8

55.2

57.6

1:00.0

1:02.4

1:04.8

1:07.2

50

50

52.5

55.0

57.5

1:00.0

1:02.5

1:05.0

1:07.5

1:10.0

52

52

54.6

57.2

59.8

1:02.4

1:05.0

1:07.6

1:10.2

1:12.8

54

54

56.7

59.4

1:02.1

1:04.8

1:07.5

1:10.2

1:12.9

1:15.6

56

56

58.8

1:01.6

1:04.4

1:07.2

1:10.0

1:12.8

1:15.6

1:18.4

58

58

1:0.9

1:03.8

1:06.7

1:09.6

1:12.5

1:15.4

1:18.3

1:21.2

1:00

1:00

1:03.0

1:06.0

1:09.0

1:12.0

1:15.0

1:18.0

1:21.0

1:24.0

1:02

1:02

1:05.1

1:08.2

1:11.3

1:14.4

1:17.5

1:20.6

1:23.7

1:26.8

1:04

1:04

1:07.2

1:10.4

1:13.6

1:16.8

1:20.0

1:23.2

1:26.4

1:29.6

1:06

1:06

1:09.3

1:12.6

1:15.9

1:19.2

1:22.5

1:25.8

1:29.1

1:32.4

1:06

1:06

1:09.3

1:12.6

1:15.9

1:19.2

1:22.5

1:25.8

1:29.1

1:32.4

1:08

1:08

1:11.4

1:14.8

1:18.2

1:21.6

1:25.0

1:28.4

1:31.8

1:35.2

1:10

1:10

1:13.5

1:17.0

1:20.5

1:24.0

1:27.5

1:31.0

1:34.5

1:38.0

1:12

1:12

1:15.6

1:19.2

1:22.8

1:26.4

1:30.0

1:33.6

1:37.2

1:40.8

1:14

1:14

1:17.7

1:21.4

1:25.1

1:28.8

1:32.5

1:36.2

1:39.9

1:43.6

1:16

1:16

1:19.8

1:23.6

1:27.4

1:31.2

1:35.0

1:38.8

1:42.6

1:46.4

1:18

1:18

1:21.9

1:25.8

1:29.7

1:33.6

1:37.5

1:41.4

1:45.3

1:49.2

1:20

1:20

1:24.0

1:28.0

1:32.0

1:36.0

1:40.0

1:44.0

1:48.0

1:52.0

1:22

1:22

1:26.1

1:30.2

1:34.3

1:38.4

1:42.5

1:46.6

1:50.7

1:54.8

1:24

1:24

1:28.2

1:32.4

1:36.6

1:40.8

1:45.0

1:49.2

1:53.4

1:57.6

1:26

1:26

1:30.3

1:34.6

1:38.9

1:43.2

1:47.5

1:51.8

1:56.1

2:00.4

1:28

1:28

1:32.4

1:36.8

1:41.2

1:45.6

1:50.0

1:54.4

1:58.8

2:03.2

1:30

1:30

1:34.5

1:39.0

1:43.5

1:48.0

1:52.5

1:57.0

2:01.5

2:06.0

1:32

1:32

1:36.6

1:41.2

1:45.8

1:50.4

1:55.0

1:59.6

2:04.2

2:08.8

1:34

1:34

1:38.7

1:43.4

1:48.1

1:52.8

1:57.5

2:02.2

2:06.9

2:11.6

1:36

1:36

1:40.8

1:45.6

1:50.4

1:55.2

2:00.0

2:04.8

2:09.6

2:14.4

1:38

1:38

1:42.9

1:47.8

1:52.7

1:57.6

2:02.5

2:07.4

2:12.3

2:17.2

1:40

1:40

1:45.0

1:50.0

1:55.0

2:00.0

2:05.0

2:10.0

2:15.0

2:20.0

1:42

1:42

1:47.1

1:52.2

1:57.3

2:02.4

2:07.5

2:12.6

2:17.7

2:22.8

1:44

1:44

1:49.2

1:54.4

1:59.6

2:04.8

2:10.0

2:15.2

2:20.4

2:25.6

1:46

1:46

1:51.3

1:56.6

2:01.9

2:07.2

2:12.5

2:17.8

2:23.1

2:28.4

1:48

1:48

1:53.4

1:58.8

2:04.2

2:09.6

2:15.0

2:20.4

2:25.8

2:31.2

1:50

1:50

1:55.5

2:01.0

2:06.5

2:12.0

2:17.5

2:23.0

2:28.5

2:34.0

1:52

1:52

1:57.6

2:03.2

2:08.8

2:14.4

2:20.0

2:25.6

2:31.2

2:36.8

1:54

1:54

1:59.7

2:05.4

2:11.1

2:16.8

2:22.5

2:28.2

2:33.9

2:39.6

1:56

1:56

2:01.8

2:07.6

2:13.4

2:19.2

2:25.0

2:30.8

2:36.6

2:42.4

Melhor

tempo

em

seg.

100%

95%

90%

85%

80%

75%

70%

65%

60%

1:58

1:58

2:03.9

2:09.8

2:15 J

2:21.6

2:27.5

2:33.4

2:39.3

2:45.2

2:00

2:00

2:06.0

2:12.0

2:18.0

2:24.0

2:30.0

2:36.0

2:42.0

2:48.0

2:02

2:02

2:08.1

2:14.2

2:20.3

2:26.4

2:32.5

2:38.6

2:44.7

2:50.8

2:04

2:04

2:10.2

2:16.4

2:22.6

2:28.8

2:35.0

2:41.2

2:47.4

2:53.6

2:06

2:06

2:12.3

2:18.6

2:24.9

2:31.2

2:37.5

2:43.8

2:50.1

2:56.4

2:08

2:08

2:14.4

2:20.8

2:27.2

2:36.6

2:40.0

2:46.4

2:52.8

2:59.2

2:10

2:10

2:16.5

2:23.0

2:29.5

2:36.0

2:42.5

2:49.0

2:55.5

3:02.0

2:12

2:12

2:18.6

2:25.2

2:31.8

2:.38.4

2:.54.0

2:51.6

2:58.2

3:04.8

2:14

2:14

2:20.7

2:27.4

2:34.1

2:40.8

2:47.5

2:54.2

3:00.9

3:07.6

2:16

2:16

2:22.8

2:29.6

2:36.4

2:43.2

2:50.0

2:56.8

3:03.6

3:10.4

2:18

2:18

2:24.9

2:31.8

2:38.7

2:45.6

2:52.5

2:59.4

3:06.3

3:13.2

2:20

2:20

2:27.0

2:.34.0

2:41.0

2:48.0

2:55.0

3:02.0

3:09.0

3:16.0

2:22

2:22

2:29.1

2:36.2

2:43.3

2:50.4

2:57.5

3:04.6

3:11.7

3:18.8

2:24

2:24

2:31.2

2:38.4

2:45.6

2:52.8

3:.00.0

3:07.2

3:14.4

3:21.6

2:26

2:26

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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Treinamento de natação para velocidade

Treinamento de natação para velocidade

Velocidade

Esta é a razão principal de um treinamento ou seja, nadar cada vez mais veloz em qualquer distância para atingirmos índices cada vez melhores.

Isto nos leva a crer que qualquer trabalho deve ser dirigido, mesmo que progressivamente, para este fim, pois é a meta de todo nadador: Realizar tempos mais rápidos em todas as distâncias.

A velocidade pura em natação vai até os primeiros dez metros, dos dez aos vinte e cinco uma velocidade retilínea e após esta metragem começa a decadência, tudo, entretanto, segundo o preparo de cada atleta.

Sabendo disso, quando nós utilizamos treinamento de velocidade, empregamos curtas distâncias, poucas repetições com longos repousos.

Usando a mesma metragem com 90% de esforço, longas repetições e curtos repouso, estaremos buscando resistência, principalmente quando utilizamos o máximo de 90% de força.

Preconizamos para nosso treinamento a utilização diária de trabalho com velocidade.

A velocidade é uma qualidade inata que pode ser melhorada e desenvolvida.

O nadador que possui maior número de fibras rápidas é predisposto à velocidade e já procura realizá-la em treinamento.

O trabalho para velocidade como já vimos se reduz em curtos períodos de esforço para um maior de repouso, com poucas repetições e pode ser desenvolvido em qualquer tipo de trabalho durante o ano todo. É preciso manter a velocidade do nadador no princípio, meio e fim da prova.

O estímulo a ela é empregado antes de qualquer competição, mas principalmente, durante as duas semanas de polimento.

O que é preciso ter o técnico? Antes de tudo, criatividade e flexibilidade de trabalho.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Um ritmo demasiadamente forte no início da prova leva o nadador a uma exaustão

Um ritmo demasiadamente forte no início da prova leva o nadador a uma exaustão

Um ritmo demasiadamente forte no início da prova leva o nadador a uma exaustão no final dela.

Ao contrário, se uma força real só é ativada no final, é fato consumado que o início seja lento ou deficiente.

Se a saída não é boa por falta de explosão ou quaiquer outro aspecto, devemos oferecer-lhes meios para suprir a deficiência.

Caso as viradas tornem seu nado mais lento, é preciso repará-las.

O que mais nos interessa, antes de tudo, é levar o nadador a um ritmo único, veloz, com sensível aumento no final, para alcançar o maior objetivo: A vitória.

Esse treinamento pode ser feito em qualquer distância e durante todo o ano, entretanto, seu emprego começa com uma ou duas vezes por semana e atingirá no máximo quatro.

É preciso cuidado para não estafar o atleta.

As repetições "quebradas” são muito aconselháveis para este tipo de treinamento, não esquecendo que haverá entre as repetições um repouso curto e um longo entre as séries.

As proporções e utilização são as mesmas para a tolerância ao lactato.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Longos esforços longos repousos

Longos esforços longos repousos

Os repousos são correspondentes aos esforços, isto é, são longos, para permitir a recuperação do nadador e torna-lhe possível nosso trabalho.

Vamos pois situar distâncias, velocidade e intervalo para um treinamento de tolerância ao lactato.

Trabalho até 100 metros, procuramos realizar em séries, com curtos repousos entre as repetições e longos repousos entre as séries com uma velocidade estimada em até 95% de força.

Para treinamento com distâncias superiores as 100 metros, realizamos apenas as repetições, em número pequeno, com longos repousos, estimando a velocidade em até 99%.

Convém acentuar que à medida que aumenta a distância, também aumenta a percentagem de esforço, por se tornar mais possível, sem exagero no trabalho. Sabemos que, à medida que buscamos esforço, o lactato se concentra cada vez mais no sangue, produzindo dores que inicia com pouca intensidade, podendo chegar a níveis intoleráveis.

Como sabemos, em poucos segundos o A.T.P. é consumido e há necessidade de sua substituição e à medida que o organismo vai realizando isto, vai também enviando ao sangue alguma quantidade de lactato que aumenta velozmente. Isto acontece sempre em uma prova de competição, mas se o nadador estiver preparado para tolerar o acúmulo de ácido lático, nadará mais rápido e, com certeza, obterá êxito.

Para se realizar este treinamento, precisamos de repetições com repouso suficiente para que se elimine um pouco do lactato no músculo e se possa chegar a um novo e igual esforço.

Quando nadamos repetições rápidas, com curtos respousos, a velocidade diminui em virtude do acúmulo de lactato no músculo, tornando o treino com uma percentagem de força reduzida e havendo curto repouso o treino seria dirigido para um outro alvo e não o que pretendemos.

Recomenda-se um repouso maior que o tempo de esforço e é aumentado à medida que se aumenta a metragem de trabalho.

Para que fique bem claro, vamos especificar:

Um nadador quando executa esforço de 50 metros, seu tempo de repouso deverá ser mais rápido, uma vez que seu trabalho foi curto.

Assim, se faz 50 metros em 25 segundos, poderá realizar seu repouso de 30 a 60 segundos. Perfazendo 100 metros em 58", deverá descançar 3 minutos ou mais; 200 metros exigirá até 5’de repouso, 400 até 6‘, mas precisamos dizer que qualquer que seja o esforço, o tempo entre 3 e 5 minutos é suficiente para reduzir a taxa de ácido lático.

Podemos ainda realizar repetições em séries, como sejam 6 séries de 4 x 50 metros, quando colocarmos curtos repousos entre as repetições e longo entre as séries. A isto denominamos nado “quebrado".

Devemos usar no máximo 4 vezes por semana a tolerância ao lactato ou nos arriscamos a perder o atleta.

Tudo, entretanto, que aqui falamos, só caberá em sua equipe se ela estiver pronta para isso, não faça de seu atleta uma cobaia, pois, além de errar mais que acertar, estará jogando fora muitos nadadores que poderiam ser grandes campeões.

Ritmo de Competição

É a forma de treinamento que sugere ao atleta a própria competição, ao mesmo tempo que integra os outros tipos de trabalho.

Como as próprias palavras dizem, este treinamento é utilizado para solicitarmos as grandes funções dos nadadores, fazendo-os executarem um trabalho muito próximo ao ritmo de competição e aí, ver onde se situa seu déficit, se é no início da prova, se é no meio ou no fim dela, além de termos exato valor das saídas e viradas de cada atleta.

domingo, 19 de julho de 2015

O Limiar Anaeróbico

O Limiar Anaeróbico

Podemos definir Limiar Anaeróbico como sendo a capacidade do atleta de trabalhar sem grande acúmulo de lactato no sangue.

Isto nos leva a crer que este treinamento é de suma importância, embora todos tenham o seu valor, por podermos manter o nadador bem trabalhado, sem acúmulo exagerado de lactato, o que o levaria a um “stress“.

Estamos cientes que a melhor forma de se reduzir o acúmulo, de lactato é aumentando o volume de oxigênio, assim, interligamos o treinamento, V02máx. e Limiar Anaeróbico, para maior efetividade de nossos propósitos.

Para um treinamento específico, temos exercícios específicos que, no caso são aqueles em que a eliminação do ácido lático é menor que sua propagação pelo sangue, aí diremos que o atleta atinge o Limiar Anaeróbico.

Diante da caracterização da íntima ligação entre os dois treinos, foi concluído que treinar nadadores de fundo com o limiar anaeróbico se toma mais eficaz que o VO2 máx.

Concluindo diremos que este treinamento, deverá situar-se em exercícios de longa distância ou poucas repetições médias intervaladas (até 2 minutos aproximadamente), com um repouso também médio de 1 minuto a 1 minuto e 30 segundos.

Acreditamos com estas explicações termos atingido nosso alvo.

Tolerância ao Lactato

O que temos a explanar agora é que, a tolerância ao Lactato não é simplesmente um acúmulo exagerado de lactato, o que levaria o atleta a parar em uma temporada por exagero de treino.

o que ocorre é o seguinte:

. “Quando há um trabalho anaeróbico, que denominamos de qualidade, aconte a acidose que nada mais é que o decréscimo do PH no sangue e nos músculos”.

. “O PH é uma medida de equilíbrio entre a acidez e a alcalinidade".

. “A glicólise anaeróbica provoca o acúmulo de ácido lático que deixa as células ácidas”.

. “A acidez dos tecidos é causa primordial da fadiga”.

À medida que diminui o ph, aumentam as dores musculares.

É preciso que o atleta resista a essas dores e o treinamento utilizado é de metragens de velocidade ou distância maiores mas com alta intensidade.

sábado, 18 de julho de 2015

Treinamento semanal para atletas fundistas de natação

Treinamento semanal para atletas fundistas de natação

Após termos visto o planejamento mensal, passamos para o semanal.

Todo final de semana o técnico senta-se e estuda o trabalho anterior e projeta o seguinte, em consonância com o da semana que passou.

Como o treinamento deve ser gradativo, estudado e aplicado conforme o que pretendemos com cada um de nossos atletas, é mais que necessário um estudo acurado para que se possa aplicar o melhor e se atingir o maior resultado.

Vamos pois, nos situar, inicialmente, em treinamento para aumento do V02 máximo, ou seja, maior consumo de oxigênio.

O que temos que entender é que o consumo de oxigênio é feito pela respiração, pela circulação e pelo sistema, muscular que, em última análise, é aquele que recebe o oxigênio para revitalização do sistema.

Quanto maior o volume de oxigênio gasto, maior a resistência ao exercício o que nos leva a dizer que aumento de V02 traz para o fundista, grande benefício.

A endurance, entretanto, adquirida no começo da temporada, e mantida durante ela, depende da capacidade de VO2 máximo.

Nós não vamos entrar em grandes detalhes de medida do oxigênio do complexo composto fisiológico de capilares e alvéolos, para justificar o V02 máximo pois esperamos que nosso leitor busque em livros especializados o que não pretendemos expor nesta obra de iniciação ao treinamento que tem a intenção da busca de um conhecimento mais ou menos abrangente.

À guisa de definição, podemos dizer que o consumo máximo de oxigênio é a quantidade dele que o nadador pode receber nos músculos e tecidos e é

representado pela diferença entre a quantidade inalada e a exalada por uma pessoa e que cada um tem uma quantidade “X” que representa a capacidade máxima de consumo de oxigênio pelo organismo em trabalho que é assim representado: V02 Máximo.

Quanto mais o volume de consumo de oxigênio, maior a capacidade do atleta de desempenhar longos trabalhos.

Já que cada um de nós recebe uma determinada quantidade de oxigênio que é enviada por todo nosso organismo, com o atleta, temos por obrigação, através do treinamento, aumentar cada vez mais esse volume, para obtermos maior condição de trabalho cada vez mais acentuada.

Antes mesmo de sabermos como aplicar o treinamento conforme a fisiologia, nós já sabíamos que tínhamos que realizar longas distâncias ou repetições delas, bem como curtas repetições, com curtos intervalos, para dilatarmos as paredes do miocardio e conseguirmos maior volume de sangue, o que redundaria também em mais volume de oxigênio.

Agora, prevemos pois que o treinamento com uso de meia distância, com um esforço aproximado de 80% e com repouso curto, podemos melhorar o VO máximo.

É importante sabermos que sua melhora regula a endurance e esta deve ser colocada no início da temporada e levada até o final, não deixando cair em desuso e não perder essa capacidade.

Sabemos também que a mioglobina transporta o oxigênio, diante disso, temos que realizar treinamentos de tiros curtos, 25 e 50 metros, com um repouso que não ultrapasse 20”, para que se consiga o aumento de mioglobina e com isso se obtenha maior transporte de oxigênio para as mitocondrias.

É bom que saibamos, entretanto, que o referido aumento só ocorre em músculos exercitados e como pretendemos que tal atleta nade costas ou qualquer outro,devemos treiná-lo neste estilo, de modo que seus músculos fiquem exercitados nele e possam apresentar uma boa performance na prova.

Treinamento para melhoria do V02 Máx. representa a maior carga de trabalho no início da temporada.

É utilizado com melhor aproveitamento em treinos de média distância de 3 a 5 minutos de um esforço que varia 80 a 90% de força.

O que é importante saber é que, embora as distâncias acima sejam preferíveis, com qualquer metragem, na realidade podemos afirmar que temos condições de melhorar o V02 máx. tanto com maiores como com menores distâncias.

O que oferece real valor ao treinamento é o repouso que não pode ser tão curto que sirva de processo acumulativo, nem tão longo que venha possibilitar completa recuperação.

O treinamento para V02 máx. é utilizado durante a temporada como parte de recomposição do organismo.

Inicialmente, usamos nos treinos diários e vamos diminuindo progressivamente até que sua utilização seja bem menor e até com certo espaço.

Esta ligeira pincelada sobre V02 máx., tem como objetivo levar ao técnico iniciante um conhecimento mínimo que o levará, indubitavelmente, a procurar compêndios especializados, para se colocar em um grau mais elevado mas, com toda certeza, estamos oferecendo a ele, uma iniciação lógica.

Limiar Anaeróbico

Com respeito ao Limiar Anaeróbico, podemos dizer que o mais correto para se chegar a uma medida de treinamento, seria o teste sanguíneo, entretanto, pelas dificuldades e às vezes impossibilidades que se nos apresentam preferimos nos ater à velocidade nos treinos intervalados e a frequência cardíaca.

Não podemos, em momento algum, nos esquecer da progressão que deve ser usada do início ao fim da temporada.

Quando iniciamos os treinamentos, impingimos uma velocidade de 70 a 75% de repetições para conseguirmos endurance e nos mantermos no limiar aeróbico. Progressivamente, vamos aumentando esta percentagem até atingirmos 90% no “pique” da temporada e conseguirmos melhorar o Limiar Anaeróbico, com redução das taxas de lactato no sangue, sem termos recorrido ao teste sanguíneo.

Acompanhando o ritmo de esforço, caminham os batimentos cardíacos que variam do início da temporada em até 160 batimentos por minuto até o final dela com aproximadamente 190 Bpm.

Entretanto, há diferenças individuais, que precisam ser levadas em consideração. É dito que nadadores treinados têm seus batimentos cardíacos diminuídos, mas este aumento progressivo, leva o nadador, também, a aumentar as pulsações.

Podemos chamar a explicação acima de aplicação do “olhômetro”, mas não é descartável na falta de aparelhos apropriados para se medir a dosagem de lactato.

O cálculo de velocidade se faz sobre o melhor tempo do ano anterior, mantendo-se uma repetição inicialmente fraca, depois aumentada, obtendo-se sempre uma frequência sub-máxima, para melhorar o limiar anaeróbico.

Durante a temporada, com as repetições, o tempo vai ficando melhor em relação ao ano anterior e as repetições vão também, progressivamente, ficando mais velozes para ser mantido o padrão sub-máximo.

É preciso dosar o descanço com correção para obtermos êxito no treinamento de melhoria do Limiar Anaeróbico.

Exemplos:

10 a 25 metros - 5 a 10”

Até 100 metros - até 15"

Até 200 metros - até 20”

Até 400 metros - até 30"

Até 800 metros - até 60”

Até 1500 metros - até 2’

Nós colocamos a palavra “até", em virtude de podermos nos aproximar dos números sugeridos ou ficarmos com menos metros ou menos repouso mas, sempre na dependência do que realizamos, qual objetivo, qual o número de repetições e quem está realizando.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Treinamento para prova de Natação em 4 meses.

Treinamento para prova de Natação em 4 meses.

Pretendemos trabalhar duas vezes por dia, a partir de 15 de abril. Teremos quarenta e cinco dias para entrarmos em equilíbrio de treino e posteriormente nadarmos uma hora e trinta minutos a duas horas pela manhã, antes do início das aulas e três horas no final da tarde.

Teremos o seguinte:

1o Mês-. Visão voltada para base, treinamento sub-aeróbico, super-aeróbi-co e V02 máximo, resistência generalizada e alguma velocidade. Teremos desde o primeiro dia, exercício de flexibilidade com alongamento antes e depois de cada sessão, sendo que aquele deverá ir aumentando progressivamente até atingir o ideal para o nadador.

Nota: Os trabalhos de velocidade com borracha só deverão iniciar após o 2o mês.

2o Mês: Resistência geral e localizada, fora d'água, uso das borrachas, inicialmente duas vezes, por semana, depois três e quatro até atingir diariamente; já alcançando o terceiro mês. O trabalho na água continua com maior direção para a melhoria do V02 máximo, limiar anaeróbico e velocidade.

3o Mês. V02 máximo três vezes por semana, limiar anaeróbico até quatro vezes por semana, tolerância ao lactato duas vezes e velocidade.

Continuamos com os exercícios fora d'água e no final deste mês começamos com exercícios de borracha dentro d'água.

Sub-aeróbico é um treinamento que pode nos acompanhar o ano todo, assim como o super-aeróbico.

4o Mês: Seguimos o trabalho a seco, VO2 três vezes por semana, limiar anaeróbico cinco ou seis, ritmo de velocidade uma vez por semana, tolerância ao lactato duas vezes.

Assim chegamos ao final da primeira etapa e convém nos prepararmos para o polimento que será curto mas efetivo, pois, ofereceremos também um dia de repouso.

Procuramos colocar nossos atletas em pelo menos três provas.

Com qualquer resultado, haverá até no máximo dez dias de descanço (férias) e voltamos ao trabalho, em seguida, como se estivéssemos no terceiro mês depois continuamos com os treinos fortes até 15 dias antes do troféu “Brasil”, quando será realizado o polimento. É preciso que saibamos que o treino não chega até o início do polimento, com toda a força que imprimimos mas sim vem caindo até dez ou sete dias antes e seguindo uma diminuição gradativa até atingir o polimento propriamente dito que terá da mesma forma um grau de intensidade diminuida a cada dia.

Esta é a idéia de um trabalho anual que devemos dividir em dois períodos conforme nossos objetivos.

Passamos depois a procurar sub objetivos, pois, podemos ter em cada mês um alvo a atingir, uma vez que estamos em um clube que tem seus interesses, inclusive com a cidade que nos acolhe precisamos dela para tocar nossa equipe.

Nós, entretanto, não polimos nossos atletas para nenhuma competição intermediária, amenos que seu interesse seja tão grande que nos obrigue afazê-lo para se obter resultado. Apesar de tudo, não levamos nossos atletas para uma competição, sem pelo menos termos dado um dia de repouso.

As competições amistosas devem se realizar, pelo menos, uma vez por mês porque, quanto mais provas tivermos, mais nosso nadador desenvolverá sua percepção e melhorará suas qualidades e tomará ciência de seus erros.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Objetivos do planejamento de natação

Objetivos do planejamento de natação

Nós já vimos sobre a determinação de objetivos, vamos nos ater, pois, a um suposto trabalho com dois alvos, um em começo de julho e outro em final de janeiro.

Todos da equipe se apresentam ao técnico dia 1° de março, no início das aulas escolares e dos treinos.

Deverá haver uma reunião quando será colocado em um quadro negro, o trabalho da temporada com seus objetivos.

No início do encontro, saudamos nossos atletas, conversamos sobre as férias passadas e nos aludimos ao trabalho realizado no ano anterior do qual ressaltamos virtudes e defeitos e deixamos os nadadores falarem sobre suas experiências com respeito ao treinamento anual anterior, para que possamos nos certificar do acerto de nossa linha de trabalho, ou, em caso contrário, como modificá-la.

Marcamos os dias de exame médico e de laboratório em combinação com o médico do clube.

É claro que nós já estudamos minuciosamente o plano que vamos apresentar.

Convém saber que na realidade teremos ciclos de trabalho que correspondem ao ano, ao mês, à semana e ao dia.

Em todos os ciclos temos sub objetivos a alcançar que, somados entre si vão formar o grande objetivo anual.

Os técnicos devem dar ênfase onde pretendem chegar em cada ciclo.

Cada nadador tem uma característica, além de sua tendência para um determinado estilo e uma certa distância.

Não basta planejar, é preciso saber sair de situações criadas durante o ano como: desinteresse repentino, mau desempenho na aula, doenças súbitas, acontecimentos inesperados ou qualquer coisa que possa afetar o treinamento do atleta.

Por suposição, explanamos o que se segue:

Temos nadadores velocistas, fundistas e meio fundistas, com suas provas preferenciais, mas nadando no mínimo mais duas provas em favor da equipe, mas nós gostaríamos que nossos atletas nadassem sua prova principal e mais três outras, para que pudéssemos manter o corpo formado do time.

Dividimos no quadro negro o planejamento que pretendemos, com duas competições principais que vamos supor ser o Troféu “José Finkel" e o Troféu “Brasil". Como estamos apenas exemplificando, não nos reportaremos aos Campeonatos Juvenis que podem e devem ser os “tops" de nossas equipes menores.

Inicialmente contamos no calendário o n° de dias que teremos de treinamento efetivo, tiramos dez por cento desse total para prever possíveis falhas ou quaisquer acontecimentos que afastem o nadador da piscina.

Vamos supor que iniciamos a temporada em 1Q de março e que sabemos que o Troféu “José Finkel" será realizado de 8 a 11 de julho e que o Troféu “Brasil" acontecerá de 14 a 18 de janeiro.

Antes do Troféu “José Finkel”, temos aproximadamente 122 dias e que não contamos com mais ou menos 12 dias como já explicamos acima. Assim, teremos, sem os domingos, aproximadamente, 110 (cento e dez) dias de treino efetivo.

Após o “José Finkel”, oferecemos um descanço de 5 a 10 dias e recomeçamos nosso trabalho que terá aproximadamente mais 184 (cento e oitenta e quatro) dias antes do Troféu “Brasil" que nós retiramos mais ou menos dezoito dias e ficamos com cento e setenta dias de treino efetivo.

Distribuímos, pois, duzentos e oitenta e quatro dias de natação para todo nosso trabalho em um estudo minucioso de nossos atletas e dos objetivos a atingir.

Suponhamos que possuímos uma equipe de larga experiência que precisará de poucos dias para se habituar ao treinamento, e sabendo que temos cinco

formas dé trabalho que correspondem a uma transformação fisiológica para os atletas, colocamos em um quadro, mais ou menos o que se segue, para podermos nos situar durante o ano:

1) Alcançar os melhores índices nos Troféus “José Finkel” e “Brasil" e mantermos a hegemonia do Estado.

2) O que mais precisamos? A resposta será aquela referente aos nossos atletas e será respondida, preferencialmente em conjunto nadador e técnico.

3) Como vamos trabalhar este ano? Em face de termos um Sul-americano (Supostamente), em fevereiro vamos trabalhar mais pesado até, o final da temporada e o polimento terá início duas semanas antes do dia da prova.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Progressão no treino de nível de natação

Progressão no treino de nível de natação

Em uma progressão de treinamento, durante o ano, procuramos atingir situações fisiológicas do nadador, até o levarmos a um pico máximo, para entrarmos em um polimento de suas qualidades, com o fito de alcançar a competição pretendida.

Podemos situar as etapas progressivas de treinamento na seguinte composição:

SUBAERÓBICO - SUPER-AERÓBICO

V02 Máximo - Limiar Anaeróbico - Tolerância ao Lactato - Ritmo de Competição - Velocidade.

Nós, inicialmente, temos que saber que nós procuramos, em cada treino, alcançar um ou mais objetivos dos acima citados, mas vamos estudar por partes o que se nos apresenta.

Como já expusemos antes, todo trabalho requer um planejamento, por isso vamos falar sobre ele, como manipular as séries e o que fazer durante a estação.

terça-feira, 14 de julho de 2015

A ação do Glicogênio no treino de natação

A ação do Glicogênio no treino de natação

O glicogênio é uma das fontes energéticas que possuimos, armazenado nos músculos e no fígado e é a forma pela qual a glicose é armazenada no corpo, ou explicando melhor a reunião de muitas moléculas de glicose formam o glicogênio.

Glicolise é a catalização da glicose que tem dois processos: Aeróbico e Anaeróbico.

Enquanto o ATP-CP é completado pela restauração do fosfogênio, o glicogênio é ressintetisado por uma grande absorção de carbo-hidratos.

Após o conhecimento da fundamentação de trabalho, vamos nos dirigir ao objetivo que estes mesmos trabalhos pretendem.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Ácido Lático na natação

Ácido Lático na natação

Precisamos falar do ácido lático que muito é usado no estudo da natação e que todos precisamos saber o que é e como age e que conseqüência advém de sua ação.

O Acido Lático é um produto residual de uma transformação fisiológica. Vamos tentar ser claros sem sermos prolixos. Como dissemos antes, o ATP é liberado para a contração muscular e gasto em poucos segundos, mas sua reposição é feita por outros energéticos como o glicogênio que se decompõe para suprir a energia perdida e o faz em duas fases: Aeróbica e Anaeróbica.

A fase anaeróbica, quando em sua ação não há oxigênio suficiente para reposição, obrigà reações de substâncias formadas por ela, em sua decomposição tendo como saldo final o ácido lático que é o causador da fadiga.

O treinamento que dirigimos, terá por obrigação impedir uma grande formação de ácido lático, pois, em caso contrário, com toda certeza, estamos incorrendo em sério erro.

domingo, 12 de julho de 2015

Trifosfato de Adenosina ATP

Trifosfato de Adenosina ATP

Podemos dizer, que o corpo e a função metabólica representam o celeiro que armazena o alimento e o vendedor, aquele que o consome.

O celeiro é representado por nossos músculos que armazenam as energias necessárias e o trabalho muscular representa o vendedor que as consome, na mais das vezes, em frações de segundos.

Que energias são essas?

O Trifosfato de Adenosina que se denomina A.T.P., que podemos dizer ser o único que possibilita alimentação do músculo para o trabalho, enquanto que outros, como a creatina-fosfato, o glicogênio e as gorduras, são apenas veículos de recarga que servem como reposição dos gastos da A.T.P.

Estudos sobre o que acima afirmamos, serão achados em volumes específicos de fisiologia humana e fisiologia de esforço, por autores que os levarão a uma compreensão absoluta do ciclo energético de nosso corpo.

Todo trabalho que realizamos, entretanto, como não poderia deixar de ser, está ligado intimamente ao alimento que o ar nos proporciona que é o oxigênio que percorre nosso corpo e nos mantém a vida que amamos.

Assim, sua atuação nas decomposições químicas realizadas em nosso corpo conseguem modificar uma ação muscular e, em sua ausência, até paralizar por isso, os exercícios com menor carga, com acomodação do organismo, nós dizemos serem efetuados na presença de oxigênio e aqueles mais fortes que utilizam toda nossa capacidade, dizemos que são realizadas na ausência de oxigênio. 0 primeiro caso se denomina Aeróbico e o segundo Anaeróbico.

Estes termos acompanharão a nossa exposição.

sábado, 11 de julho de 2015

Treinamento de Nível na natação.

Treinamento de Nível na natação.

Natação Treinamento de Nível.

Para nós falarmos em treinamento, temos que nos reportar a muitos itens de estudo para podermos situar a verdade dele para os nadadores como a fisiologia, psicologia, anatomia, sociologia e tudo que estas ciências implicam na condução de um treinamento levado por nossa filosofia de trabalho.

Como tudo isto não seria apenas um capítulo que deve terminar este volume, mas um estudo muito grande que dezenas de experts já passaram para as folhas de um livro, vamos, com uma pincelada, tentar levar ao treinador iniciante, conhecimento suficiente.

Vamos procurar colocar, em conjunto, as informações sobre o que afirmamos acima, sem que necessitemos dividir nosso pensamento em capítulos, colocando em cada um todas as teorias pertinentes às ciências citadas.

O homem é uma máquina, e como tal precisa estar ajustado às necessidades que, no caso, é o esporte Natação, que depende da condição corporal para se adequar àquilo que vamos realizar.

Nosso corpo, para se propulsionar na água, depende de uma série de fatores, aos quais me reportei em meu livro Pedagogia da Natação, mas, para

fazê-lo cada vez mais rápido e tolerar um trabalho intenso, dependemos de um processo fisiológico que se denomina metabolismo que é o trabalho realizado por nosso organismo que retém e libera energias para as execuções das tarefas pretendidas.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Natação Trabalho Físico fora da água

Natação Trabalho Físico fora da água

O primeiro técnico a preconizar um trabalho fora d'água, foi o americano Kiphuth, com um programa de flexebilidade, escrito em 1942, que a muitos estarreceu nesta época mas que acabou marcando uma nova era para a natação mundial.

Não podemos precisar quem estabeleceu no Brasil, semelhante trabalho, mas acreditamos ter sido Cachimbau, e que a experiência olímpica é que pode fornecer a nossos atletas o que já era empregado em grande parte no mundo. Durante muito tempo nós realizamos desordenadamente nosso programa de treinamento fora d'água, mas hoje os técnicos se baseiam em construções estudadas, sequentes, com caminhos a seguir e objetivos a atingir.

Nós dividimos nosso trabalho físico, da seguinte forma:

Corridas, flexibilidade, trabalho com peso, exergeny, extensores e minigym.

Corridas - Cross country, cross promanade, corrida ritmada, intervalada, corrida em apnéia (hipoxia), com obstáculo, são tipos que utilizamos para o início da temporada, em busca da aquisição de endurance.

Mas o que realmente buscamos? Através de uma temporada, seguindo suas etapas pretendemos: Endurance - Resistência - Força - Potência -Velocidade.

É preciso definirmos nossa pretensão:

Endurance - É a qualidade que permite a um indivíduo realizar um esforço de intensidade média, durante um longo tempo. Poderíamos nos alongar e até divagarmos sobre endurance, dizendo que dela depende a irrigação sanguínea do músculo, da estrutura bioquímica da célula muscular, falar sobre ácidos e, que diminui a capacidade muscular, ou até sobre trabalhos de pesquisa nos Estados Unidos feitos por Delorme e outros, mas nosso livro, tem a intenção de levar ao técnico iniciante, um conhecimento menos sofisticado e mais imediato.

Resistência - É a qualidade que tem o indivíduo de manter um esforço de intensidade forte, durante o maior tempo possível. Isto não dependerá somente da capacidade de trabalho anaeróbico, mas da reserva alcalina.

Força- Já sabemos que força é tudo que pode modificar a inércia de um corpo, mas diremos agora, esportivamente, que é a capacidade que tem um músculo, de realizar, com facilidade, um trabalho forte.

Potência - Se identifica com força, mas vamos aqui dar-lhe o sentido como sendo a capacidade de explosão. (Esta capacidade deve estar presa à condição de reação imediata).

Velocidade - É a faculdade de reagir rapidamente aos estímulos exteriores, que é inata, pois depende do número de fibras brancas, que deverão ser em maior número que as vermelhas, para que esta qualidade exista. Ao contrário, sendo maior o número de fibras vermelhas, a qualidade será de resistência. Hoje em dia segundo estudos efetuados nos Estados Unidos e Europa, ficou estabelecido que podemos criar as fibras rosas através do treinamento para um corpo com maior quantidade de vermelhas, ou brancas.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Fase final de treinamento plano anual de natação

Fase final de treinamento plano anual de natação

A fase final seria realizada para busca da velocidade, o alcance do “top”. Para isto, prevemos, na temporada, de duas a quatro semanas para este treino, segundo a capacidade de cada atleta, mas antes que ela inicie, terá como antecedente o final da fase anterior que se caracteriza por uma preparação para receber o trabalho de velocidade. Nenhuma fase é interrompida bruscamente para o início de outra, mostrando assim que todas terão passagens suaves, para não haver prejuízo do atleta.

Muitas cãibras, distensões, dores musculares e articulares, são resultado de inadaptação ao treino, por ser feita uma mudança repentina de trabalho, colocando força exagerada em grupo muscular despreparados.

Agora é preciso caracterizar o trabalho de cada fase, o que aplicamos, o que conseguimos.

Nós já falamos sobre aeróbico-anaeróbico, por isso não acreditamos ser necessário voltar a desenvolver o assunto. Como também já sabemos o que pretendemos alcançar em cada fase, só nos resta agora o trabalho fora d'água.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

2° período de treinamento plano anual de natação

2° período de treinamento plano anual de natação

Segundo Período

Em agosto teremos o trabalho um pouco fraco inicialmente mas que logo continua conforme a volta de férias dos atletas, correspondendo à primeira fase deste período que, por força da continuidade tende a ser ligeiramente curta, dando maior ênfase à segunda etapa que deverá preparar o nadador para o objetivo final.

Esta fase, que corresponde à segunda do período, tem como objetivo a resistência aeróbica-anaeróbica, é uma parte que se dirige à especialização do treinamento, com dosagem de sobrecarga, sendo ela que oferece ao atleta a possibilidade de chegar ao resultado pretendido. Embora corresponda à segunda fase do primeiro período, ela tem uma muito maior carga de trabalho.

terça-feira, 7 de julho de 2015

3° Fase de treinamento plano anual de natação

3° Fase de treinamento plano anual de natação

Dois "topes" Terceira Fase

Última semana de junho e primeira de julho, ficando entendido que isto ocorre somente em relação à data da competição e em nosso caso, fica assim estabelecido pela suposição das datas que fizemos. Na realidade, a última semana de junho servirá de preparação para o polimento e ele será executado a partir do dia dois ou três de julho, já que nós supusemos ser o Troféu “José Finkel” realizado nos dias 7, 8,9 e 10 do mês de julho. Esta fase se caracteriza pela diminuição de trabalho e a utilização do treino de repetição (repetition training), isto é, poucas repetições de curta distâncias e longos repousos. Usa-se ainda a repetição “quebrada" e o mais apresentado hoje em dia pela maioria das equipes mundiais que é o “build-up”, todos com a finalidade de aquisição de velocidade. Como não me referi ao “build-up” quando dissertei sobre tipos de treinamento, faça-o agora, na esperança de nada deixar que possa criar dúvida no leitor.

“Build-up" - São repetições curtas e crescentes com um alcance de velocidade máxima em um espaço muito curto para alcançarmos o total do atleta, ao mesmo tempo que o levamos a atingir a velocidade cada vez maior, sem deixar reservas.

Para melhor compreensão preferimos exemplificar: Podemos solicitar ao nadador que realize uma repetição de seis esforços de vinte e cinco metros, com velocidade crescente, de modo a terminar os últimos cinco metros com toda a velocidade. Podemos dar como tempo de trabalho e repouso das seguintes maneiras: à cada 1.30: - com X segundos de repouso ou nadando muito lentamente X metros, servindo como repouso ativo. O tempo pode ser medido integral ou apenas do final veloz, ou ainda da parte crescente. Podemos fazer tiros de 12,5 de 25, de 50, com velocidade em 5, 10, 12, 15 ou 20 metros. Podemos ainda iniciar com um espaço curto de velocidade, por exemplo, 10 metros e dizer ao atleta para ir diminuindo até os vintes e cinco metros, quando terá tempo de repouso. Haverá ocasiões que preferiremos dar somente os tiros curtos de 5,10,15 ou 20 metros, mas aí não teremos “build-up” e sim treino de repetição, pois o primeiro tem como característica a velocidade progressiva ou regressiva, mas muito mais especificamente, progressiva, sendo a segunda opção apenas uma variação criada pelos técnicos para diversificação de trabalho.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

2° Fase de treinamento plano anual de natação

2° Fase de treinamento plano anual de natação

Dois "topes" Segunda Fase

Parte de abril, maio e parte de junho - trabalho de resistência que teve seu início, segundo nossa explicação acima, já em abril, e que foi crescendo até que em maio o atleta, perfeitamente adaptado se acostuma com o esforço diário, até que atinge meados de junho ou mais, quando tem uma ligeira redução no trabalho de pressão no final deste mês, para logo em seguida, iniciar outro tipo de treinamento que neste final se adaptou.

Contém esta fase:

Fora d'água - Exercícios de flexibilidade - exercícios de força - exercícios de alongamento.

Dentro d'água - 1 intervalo - treino - aumento de metragem - separação das qualidades dos nadadores, isto é, colocá-los em raias que correspondam a: velocistas - fundistas - meio fundistas e especialistas.

Chamamos de velocistas os nadadores de 100 e 200 metros nado livre e 100 e 200 metros nado de costas. Dizemos ser fundista - nadador de 1500 e 800 metros nado livre, 200 borboleta e 400 medley - denominamos meio fundistas os nadadores de 400 metros nado livre e 200 metros medley.

Reconhecemos como nadadadores especialistas aqueles que nadam 100 e 200 metros nado de peito e 100 metros nado borboleta.

domingo, 5 de julho de 2015

1° Fase de treinamento plano anual de natação

1° Fase de treinamento plano anual de natação

Dois “topes” - 1° período

Primeira Fase

Inicia-se em março na aquisição de endurance e ritmo, mas já com tendências à segunda fase, resistência aeróbica-anaeróbica, no final deste mês. Continua em abril o trabalho de março mas já caindo mais para a segunda fase, até que ela se inicia realmente aproximadamente no meado de abril. Isto apenas nos afirma que não há uma separação abrupta de uma fase à outra, mas uma transição suave, para não haver uma passagem de um trabalho ritmado para um outro de pressão, sem que haja uma certa preparação. Assim, quando estamos no meio de uma fase, vamos colocando algum trabalho de características da outra, para que sua transição não seja sentida pelo atleta como um choque na mudança de trabalho.

Segundo a explicação acima, notamos que no desenho apresentado anteriormente em plano anual de treinamento, que sempre que há uma mudança de treinamento, a fase atinge o mês posterior, o que realmente representa a queda ou a elevação da pressão, antes que se determine a fase seguinte.

Esta primeira fase consta de exercícios fora d'água e dentro dela.

Fora d'água - Corridas, exercício de flexibilidade - exercícios de resistência - exercícios de força, exercícios de alongamento.

Dentro d'água - Natação de longa distância, fundo — natação ritmada -trabalho de correção - saídas - viradas - chegadas - iniciação ao esforço.

sábado, 4 de julho de 2015

Natação Planejamento anual - objetivo

Natação Planejamento anual - objetivo

O item, que objetivo pretendemos? às vezes pode não ser entendido por quem observa nosso trabalho, mas o que realmente conta é o interesse direto do clube, o que, por razões óbvias, traduz o nosso.

Nós estivemos iniciando vários clubes e vamos exemplificar três deles: O clube da Prefeitura de Santo André, com uma equipe relativamente fraca, foi crescendo através de motivação por competições locais, inter-municipais interestaduais e culminou vencendo a disputa de um troféu internacional na cidade de Assunção no Paraguai, o que veio firmar a equipe e fazer muitos atletas permanecerem nadando mesmo antes de possuirem o apoio que posteriormente tiveram.

A Associação Atlética Botucatuense, um clube ainda em formação, embora com alguma quantidade de anos em treinamento, foi abalada em sua estrutura pelo impacto de competições inter-estaduais, fazendo crescer ali o interesse de participação, trazendo sempre novos adeptos, o que motivou a Diretoria de Natação, já com certa estrutura, para dar mais apoio aos atletas até se fazer notar no cenário nacional.

O Trianon Clube, da cidade de Jacareí, onde encontramos certa fraqueza na estrutura esportiva-competitiva, cresceu enquanto nós promovemos competições de todo o âmbito, tendo tido até uma internacional de repercusão no país. Quando as competições cessaram, os atletas estavam motivados e o Departamento Aquático poderia ter crescido, e muito, mas nada conseguiu influenciar pessoas que dirigiam o esporte aquático que se viu no ostracismo e definhou.

Nós relatamos três exemplos, porque, quem nos visse trabalhar com vários objetivos próximos, poderia pensar que nós não estávamos no caminho certo mas o que nós realizamos foi simplesmente envolver os atletas, seus familiares, diretores imprensa e associados, para que pudéssemos montar nosso trabalho em bases sólidas e depois colocar objetivos remotos.

Nos dirigiremos agora à duração de cada etapa que, evidentemente, servirá apenas como exemplo, nunca como paradigma para a construção de um plano anual de treinamento.

Para estabelecermos o tempo de duração da etapa, temos que nortear pelo objetivo a atingir, isto é, pretendemos um ou dois “topes”? Ainda assim temos supor que a equipe que possuímos é de condição tal que lhe seja possível a disputa dos troféus “José Finkel” (inverno) e Brasil (verão).

Temos ainda que colocar como fator preponderante que, no caso da escolha de dois “topes”, teremos três fases distintas para cada um, embora a primeira seja também uma preparação para a segunda, mas, por necessidade de explicação, teremos que separar as duas e as denominações dadas não devem confundir a argúcia do leitor.

Seguindo ó raciocínio, diremos que o treinamento para dois “topes” se divide em dois períodos e que cada um deles se subdivide em três fases:

1° período

- de março a julho

1° fase

- março - abril

2° fase

- abril - maio - junho

3° fase

- junho - julho

2° período

- agosto a fevereiro

1° fase

- agosto - setembro

2° fase

- setembro - outubro - novembro - dezembro - janeiro

3° fase

- janeiro - fevereiro

No caso de pretendermos apenas um “top”, o período será único, de março a fevereiro, e terá as seguintes fases:

1° fase - março - abril - maio - junho

2a fase - agosto - setembro - outubro - novembro - dezembro - janeiro

3° fase - janeiro - fevereiro

Vamos agora à explicação de cada possibilidade:

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Planejamento anual - Qualidade da equipe de natação

Planejamento anual - Qualidade da equipe de natação

2) Qual a qualidade da equipe?

3) Qual o tempo de água (em anos) da equipe?

Os itens dois e três, praticamente se eqüivalem. Qual a qualidade da equipe e qual o tempo de água (em anos). Afirmamos sua equivalência porque pensamos que quanto mais tempo temos de treinamento, mais qualidade tem a nossa equipe. Então poderíamos questionar, mas porque a separação? Porque, às vezes, em dois ou três anos, temos grandes valores infanto-juvenis, mas não nos interessa a participação no Troféu Brasil, e, às vezes com alguns adultos, não de excepcional qualidade, somos obrigados a participar da referida competição que, se não for de grande valia em termos de classificação, será muito motivante para a equipe e em razão direta do treinamento pretendido.

Se nossa equipe não for de grande projeção ou talvez nem de qualidade média, teremos que procurar objetivos para sua manutenção, ou acabaremos com ela por falta de participantes.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Planejamento Anual de Treinos na natação

Planejamento Anual de Treinos na natação

Planejamento Anual

Para Dois ‘Topes" - O semi-círculo abaixo representa que nós dividiríamos o ano atlético de março a fevereiro, com duas competições principais que constituiriam nossos objetivos. A primeira, Campeonato Brasileiro de Inverno, Troféu “José Finkel”, seria realizada na segunda semana de julho, 7, 8, 9 e 10. A segunda aconteceria da mesma forma, na segunda semana de fevereiro, dias 8, 9,10 e 11, por suposição.


A primeira etapa deste plano, em qualquer dos casos, é representada pelos meses de março, abril, maio, junho e começo de julho, até o Troféu “José Finkel", após o que haveria férias até o final de julho ou apenas 5 dias. A segunda seria realizada nos meses de agosto a janeiro (terceira semana), deixando a última semana para o início da terceira etapa que atingirá a primeira de fevereiro, até alcançar a competição principal.

Após o Troféu “Brasil", haverá férias até o final do mês, para iniciar em março nova temporada.

Como temos dois “topes" em um só planejamento que representamos acima pelos desenhos expostos, vamos descrevê-los:

O mês de março e o começo de abril se apresentam com linhas curvas e representam a primeira etapa do treinamento para o Troféu “José Finkel". Parte do mês de abril, todo o mês de maio e parte de junho, em cor preta, representam a segunda etapa para a mesma competição. A parte desenhada com linhas oblíquas e paralelas corresponde ao polimento para o primeiro “tope”, o que acontece no final de junho e começo de julho, conforme nossa suposição anteriormente descrita até o dia da prova.

Teríamos cumprido, ao mesmo tempo, a primeira etapa e parte da segunda, do plano anual, bem como a procura do primeiro objetivo. A parte branca correspondente ao mês de julho, representa um período de férias. As linhas curvas de agosto indicam a primeira etapa do segundo “tope”. Como no primeiro semestre, a parte em preto representa a segunda etapa e as linhas oblíquas e paralelas, o polimento.

Este planejamento mostra um trabalho crescente, com uma duração menor no primeiro semestre que mantém as mesmas características do segundo, tendo apenas um esforço menos dirigido para a competição de julho, já que ela representa uma parte menor do objetivo do plano. Vamos descrever todas as fases em seus objetivos:

Março: Iniciamos após a chegada ao apronto para a competição de fevereiro e suas férias. O atleta em relax se apresenta e nós utilizamos este mês para:

1) Reunião e explicação da temporada.

2) Uma readaptação à água.

3) Ritmo.

4) Endurance (resistência aeróbica).

5) Novos hábitos.

6) Aumento gradativo - adaptação às distâncias.

7) O mesmo para o plano de um ou dois “topes”.

Abril: Para um “tope”, continuamos o trabalho gradativo, aumentando a possibilidade de adaptação às distâncias e inícios dela ao esforço. Iniciamos alguma repetição para primeiros contatos.

Para dois “topes”, seguimos o trabalho de março, com aumento até meados de abril quando iniciamos um trabalho aeróbico-anaeróbico, com maior capacitação de se adaptar o atleta ao esforço. As repetições se iniciam em suas variadas formas, naturalmente de maneira gradativa.

Maio: Para um “tope”, continuamos a execução de abril, com aumento em repetição, bem gradativa, de forma a prepararmos o nadador para a segunda etapa que se avizinha.

Para dois “topes”, reeditamos o que foi feito em abril, intensificando sua

carga.

Junho: Para um “tope”, ainda nos mantemos na continuação do trabalho de maio, sempre aumentando a carga de execução.

Para dois “topes", executamos o treinamento com a mesma intensidade ou maior, até a última semana do mês, quando iniciando uma ligeira queda no esforço, para podermos atingir a semana de polimento antes da prova “tope".

Julho: Para um “tope", continuamos o trabalho do mês anterior, intensificando até atingirmos a segunda semana, quando oferecemos as férias para os

nadadores que devem voltar logo, após seu término que depende da Escola e vai preparar-se para a segunda etapa que se inicia em agosto.

Para dois “topes", temos um polimento médio (expressão que explicaremos na fase de polimento), na última semana, antes da competição atingimos as provas e iniciamos as férias de mais ou menos 10 dias. No final do mês voltam os atletas para receberem a primeira etapa da segunda fase de treinamento que corresponde ao mês seguinte.

Agosto: Para um “tope", após a readaptação do final de julho, iniciamos treinar 2 vezes por dia, na primeira semana, 2 vezes, na segunda, 3 vezes na terceira, quatro vezes e na quarta diariamente, que compreende de 2a feira a sábado. Intensifica-se o treinamento, buscando preparar o atleta para sua prova e distância, além de um trabalho colateral para outras distâncias e estilos que classificaremos como segundo, terceiro e quarto nados. Para dois “topes”, reiniciamos o trabalho de março, apenas com mais resistência, carga e esforço, já que no início da temporada os atletas vinham de uma queda" física e psicológica, por haver terminado seu compromisso de um ano enquanto que agora, tendo tido apenas uma competição de menor impotância, não aplicamos toda a preparação para a forma completa, o que nos deixa uma grande margem de resistência aeróbica e alguma anaeróbica.

Setembro: Para um “tope", a intensificação do trabalho inicia a levar o atleta a treinamentos sub-máximos.

Para dois “topes", é o início da parte intensa do treinamento, com duas vezes por dia, que deve ter sido iniciado no meado de agosto com 3 vezes por semana, passando a diário neste mês.

Outubro. Para ambos, ume dois “topes”, treino muito intenso, em seqüência ao trabalho de setembro.

Novembro. Idem a outubro.

Dezembro. Para ambos os tipos, idem a novembro, com uma única diferença que é a presença da semana de natal e ano novo. Isto, entretanto, não acontece conosco pois, levamos em consideração apenas os dias 25 de dezembro e 1° de janeiro, quando fazemos um treinamento leve na parte da tarde. O que nos leva a não suspensão dos trabalhos nesta época é a aproximação das principais competições.

Janeiro. Em ambos os casos o treinamento continua igual aos meses anteriores, indo até a segunda quinzena, quando começamos uma “queda" no treinamento, gradativa, até que se elimine a parte da manhã, que deverá coincidir com a última semana do mês, quando entramos na fase de polimento propriamente dita que segue até a hora da prova principal.

Concluímos assim, nosso plano formulado no início da temporada e, se executarmos tudo com exatidão, nossa margem de erro não atingirá 15%, o que nos fará restar um saldo favorável de 85% ou mais, o que, indubitavelmente, levará nosso atleta ao sucesso.

Precisamos ressaltar que, com respeito ao “top", somente o interesse do técnico em relação à equipe é válido. Por exemplo: As cidades do interior que são subvencionadas pelas prefeituras, e que não têm grande projeção seu “tope” maior é representado, no Estado de São Paulo, pelos “Jogos Abertos do lnterior”que se realizam em setembro e têm como índice os “Jogos Regionais” que se efetuam em julho. A mesma coisa se sucede no Estado de Santa Catarina, onde as cidades estão voltadas para os Jogos Abertos de Santa Catarina. Do Estado do Amazonas ao da Bahia, o que conta como “top” para muitos deles é o Campeonato Norte Nordeste de Natação que tem um grande significado regional. Para muitos estados de norte a sul do Brasil, na faixa infanto juvenil, é comum se colocar os JEBS (Jogos Estudantis Brasileiros), como objetivo principal de todo um ano, uma vez que muitos não têm índice para participar do Troféu “Julio Delamare“, Campeonato Brasileiro Juvenil, ou mesmo do Troféu “Maurício Becken", Campeonato Brasileiro Infantil.

Desta forma, fica estabelecido que, qualquer interesse em relação ao “top" para uma equipe, parte da necessidade do clube que vai impelir o desejo do técnico que norteará, por ele, seu plano anual de treinamento.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Natação Plano Anual de Treinamento

Natação Plano Anual de Treinamento

Natação Plano Anual de Treinamento

Este trabalho sofre uma variável por equipe e também dentro do próprio grupo que aplicamos, em virtude, não apenas das diferenças individuais, mas das disposições de tempo do atleta e utilização da piscina.

Nós já vimos o plano utilizado para aperfeiçoamento e equipe “B” e temos a noção de seu emprego, embora primem pela simplicidade, dadas as condições de a quem é dirigido o trabalho.

Agora, como trataremos com equipe “A”, ou seja, o que de melhor possuímos, este planejamento é um pouco mais complexo e tem que visar todos os pontos que possam atingir o atleta em sua plenitude física, psíquica e social. Já vimos as transformações fisiológicas pelas quais passam os nadadores, as trocas gasosas, as fontes de energia. Sabemos que, com a repetição sistemática dos exercícios, vamos aumentando consideravelmente a potência muscular, a resistência geral e específica e vamos conseguindo assim, modificar a pessoa, a ponto de, no espaço de uma temporada, termos um indivíduo completamente diferente daquele que iniciou o treinamento. Sem esse trabalho diário, de qualquer forma, essa diferença seria sensível, mas com ele teremos pontos de caracteres diametralmente opostos. Nós não desconhecemos que um homem não é o mesmo do minuto anterior, mas aqui ressaltamos grandes diferenças:

Se modificamos física e fisiologicamente a pessoa com quem trabalhamos, é um fato consumado que seu psiquismo terá profundas diferenças e periga mesmo, dado o ritmo de trabalho individual, de tornar-se o atleta um egocêntrico de reações centrípedas.

Quando, no dia a dia, nos dirigimos aos nossos nadadores, procuramos falar em grupo, agir em grupo, buscar a união do grupo.

Socialmente entretanto, também esta medida, se não for bem orientada, pode distorcer nossa intenção e levar os atletas a construírem um grupo fechado, elitista, que eles chamarão de "A Natação”, dando pouca oportunidade de entrada no grupo e construindo um mal estar para aquele que se afaste.

O importante pois, em um planejamento, é saber o que aplicar, quando fazê-lo, como consegui-lo e em quem aplicar.

Não podemos tatear de experiência em experiência, até que acertemos o alvo que, quando o fizermos, talvez nem represente nosso real objetivo, dadas as transformações ocorridas.

Todo planejamento se funda em um trabalho graduado, crescente, até que consigamos obter o máximo de nossas pretenções, embora tenhamos sempre que admitir uma certa percentagem de erro.

Vamos pois, nos propor dividir o trabalho de uma temporada em três partes que irão representar o meio pelo qual atingiremos o fim pretendido:

1° Parte - Trabalho de base - ritmo - resistência aeróbica - resistência generalizada.

2° Parte - Resistência localizada - adaptação ao esforço - resistência aeróbica e anaeróbica - trabalho específico - trabalho sub-máximo.

3° Parte - Apronto para a prova - Polimento - Trabalho de velocidade.

Para podermos nos situar no estudo pretendido, vamos colocar tempo de duração de trabalho para cada fase, embora não possamos oferecer nenhuma quantidade fixa que possa representar a verdade de sua equipe, mas servirá de ponto de partida, embora tenhamos que ter em mente que tudo se prende a uma série de fatores que determinarão a exatidão do plano.

Esses fatores são:

1) Quantos objetivos temos por temporada?

2) Qual a qualidade da equipe?

3) Qual o tempo de água (em anos) da equipe?

4) Que objetivo pretendemos?

5) Qual a idade média dos nadadores?

Das respostas a essas questões vai depender a qualidade de nosso planejamento, já que nos basearemos nesses pontos para afirmar nossa filosofia de trabalho.

Quanto à primeira questão cabe-nos explicar que a voz popular entre os técnicos é chamar o objetivo pretendido de "Top" e por isso explanamos a seguir: Nós trabalhamos para alcançar o máximo de nossa equipe em duas competições por ano, ou apenas uma, dependendo da qualidade dela. Se pretendemos dois “topes”, como por exemplo: Campeonato Brasileiro de Inverno, Troféu “José Finkel” e Troféu Brasil de Natação (Campeonato Brasileiro de Verão), é porque ou nossa equipe é composta de adultos bem treinados ou de atletas menores • (infanto juvenis), mas com índices altos a ponto de ter condição de participar desses eventos. Nesse caso dividiríamos da seguinte forma: