segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A otite externa é um mal do nadador

A otite externa é um mal do nadador

Otite

O que mais comumente encontramos é o atleta infanto juvenil "mimado", que ao sentir qualquer incômodo no ouvido, para de nadar e dirigi-se ao médico que o retira da piscina por 4 (quatro) semanas, tempo suficiente para diminuir sua capacidade de realização e, até mesmo, ocasionar uma parada completa no esporte.

Vamos repetir mais uma afirmação do Dr. James Counsilman:

"A otite externa é um mal do nadador, como os módulos das cordas vocais dos cantores. Os atletas que tiverem dores periodicamente, ou deixam a natação ou aprendem a viver com elas. este é o preço para ser um campeão e não se chega a isso sem aprender a viver com pequenas dores"

A Otite externa é a inflamação do ouvido onde há descamação do epitélio cutâneo.

O canal auditivo externo tem 2,5 cm de comprimento e é alinhado pela pele em sua extensão. Um terço de sua parte externa é cartilaginosa (continua com a cartilagem da orelha). Contém glândulas sudoriparas, glândulas de secreção de cera e finos cabelos. Seus dois terços médios são o osso e a pele desta porção que é relativamente fina, não contendo glândulas ou cabelos. O canal é em forma de "S" e pode ser tornado reto pela empurrada da orelha para cima, para trás e para fora. Esta ação é importante para a limpeza adequada e para a instalação apropriada de gotas - J.G.C. Munro-Departamento de Medicina Social e Preventiva da Universidade de Queensland da Escola de Medicina de Herston USA).

Uma vez definida a Otite externa, vamos procurar sua patologia.

Ela é essencialmente uma condição da pele e tem duas causas principais:

a) Dermatite - que pode ser seborreica, de contato, neuro-dermatite ou dermatite alérgica.

b) Infecção - que pode ser primeiramente por bactérias ou fungos, ou ambos ao mesmo tempo e que pode ser secundariamente uma dermatite.

Pele escamosa e outros fragmentos de dermatite, se acumulam no ouvido e tendem a deter a água. Similarmente, a cera pode obstruir parcialmente o canal auditivo e tudo isso evita a adequada drenagem.

A maior razão da otite externa em nadadores, evidentemente, é a exposição prolongada do ouvido à água. A camada fina de cera é lavada continuamente. O trabalho experimental de Hutchison e Wright mostrou que, em canais

auditivos expostos à água, sinais de inflamação aparecem em 3 (três) dias e que há excelente correlação entre o desenvolvimento desses sinais e a troca em flora bacteriana.

Diz ainda o trabalho que a exposição direta das células epiteliais à água, resulta na absorção dela por estas células; o líquido também integral normal é rompido e a fina camada protetora de cera, é perdida.

É preciso que os pais dos nadadores saibam que não convém afastar o atleta da água por pequenos problemas de ouvido. A pele, sendo molhada constantemente, de rija e seca, ela se torna amolecida e úmida, criando flocos que se acumulam no canal. Embora germens que, normalmente não habitariam a pele, o façam por sua nova contituição, não quer dizer que estamos à frente de sérios problemas, o que não acontece com o Ouvido do Nadador, em termos de doença e aqueles pequenos acontecimentos se vão embora quando a natação se acaba, não deixando nenhum vestigio.

Touca e tampões não são elementos de nossa escolha para evitar a otite externa. Os primeiros porque não obstruem a passagem de água e os segundos porque podem ferir a pele já amolecida, causando infecção.


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