sábado, 3 de outubro de 2015

Mudar o atleta de dieta

Mudar o atleta de dieta

Vamos aqui abrir um parêntese necessário para divulgar um fato comum entre os atletas do mundo: Se algum nadador alcança resultado, e antes de sua prova algo aconteceu, este fato precisa ser repetido antes de todas as outras coisas para obter o mesmo sucesso. Não é pois, de admirar-se que um rapaz que tenha se alimentado, por qualquer tempo, com determinada dieta e que consiga uma boa perfórmance, atribua aos alimentos ingeridos, qualidade tais que os tornam nutrientes mágicos. É importante ressaltar que tal fato não se limita a ficar com quem ocorreu a "maravilha" mas estende-se a outras equipes e chega mesmo a atravessar fronteiras, passando a ser uma verdade irrefutável, e não se diz mais que aconteceu com apenas uma pessoa, mas com uma grande quantidade delas.

Se aludimos no parágrafo acima, sobre a “verdade psicológica” dos alimentos, é porque queremos ressaltar, como técnico, algo que será útil a todos nós:

1o) Não pensamos que a mudança de hábito alimentar traga benefícios ao atleta. Esta diversificação tem que ser lenta e a título suplementar para que o corpo não se ressinta da troca.

2o) Quando o atleta julgar que alguma coisa fora do treinamento total, seja responsável direta por sua performance, temos que levá-lo a abandonar essa idéia e não simplesmente negar seus efeitos.

3o) Não existe nutrição mágica que possa levar o nadador a conseguir índices. Vamos deixar claro que ela evita que o atleta se enfraqueça ou se adoeça e que ajuda para a realização do objetivo. Sem ela não completamos o trabalho, mas sua validade tem um percentual menor do que imaginamos.

Tentemos percorrer um difícil caminho, isto é, conhecer o que o corpo de um atleta necessita, quando deve utilizar e como fazê-lo.

Inicialmente temos que afirmar que aquele que se dedica ao treinamento intensivo do esporte aquático, não é uma pessoa qualquer, e nós, antes de sermos técnicos, somos educadores, por isso, como sabemos que a parte atlética é uma passagem em sua vida, vamos educá-la para saber alimentar-se devidamente, não apenas como praticante de esporte, mas também como pessoa integrante da sociedade.

É preciso delinearmos o que necessita o corpo para a manutenção da saúde e também da forma, no caso do atleta, já que seu desgaste diário precisa ser reposto todos os dias. Não nos esqueçamos em momento algum, que a dieta alimentar é um fator de performance e não a razão dela.

Os carboidratos se colocam como a alimentação mais importante para os que dirigimos, devemos pois orientá-los a ingerí-los. É preciso repetir sempre que a energia vem do complexo de carboidratos, mas precisamos insistir que os açúcares são importantes quando não refinados, não apenas pela quantidaçle de reagente químico que eles contêm mas também por sua entrada rápida no corpo.

Diga ao seu atleta: “tudo que você colocar em seu corpo nas vésperas da prova, nada tem a ver com sua vitória, mas terá tudo a ver com sua derrota".

Os carboidratos não devem vir apenas como o lanche costumeiro de nossa equipe mas em companhia de alimentação sadia que mantenha sua saúde com menor perigo pois, o atleta é uma máquina e não é qualquer combustível que a manterá, embora possa movimentá-la por algum tempo.


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