quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Problemas no ombro do nadador

Problemas no ombro do nadador

Ombro do Nadador

É comumente assim conhecido o problema causado por fortes dores na região da cintura escapular.

Uma pesquisa feita entre todos os participantes do Campeonato Mundial em Berlim Ocidental, ocasionou um relato de 60% deles como pessoas que passaram pelo problema.

Primeiramente, temos que compreender a anatomia do local para nos acercarmos do mal conhecido como Ombro do Nadador.

Como a maioria das articulações do corpo humano, ele é formado pela membrana sinovial, por uma cápsula grossa que a circunda e fixa nos ossos que o compõem. (Tratado de Fisiologia do Exercício pág. 232).

Os ossos que a formam são: A cabeça do úmero, superfície glenóide (que é parte da cápsula). A extensão da cápsula, chamada acrômio, fica sobre a cabeça do úmero. Em frente à glenóide, também fixada na cápsula há uma proeminência óssea, chamada apófise coradóide que serve como ponto de ligação para diversos músculos importantes no braço e no peito.

O ombro executa vários movimentos: Flexão, extensão, abdução, adução rotação externa e interna. Durante a execução de muitos deles, há outros simultâneos entre a cápsula e o tórax.

É evidente que qualquer articulação tem sua trajetória ligada a um grupo muscular que permite sua movimentação, desta forma, uma contusão pode atingir qualquer deles e até mesmo estender-se a todo grupo.

Os músculos rotadores do ombro, o sub-escapular, o supra-espinhoso, o infra-espinhoso e o teres menor, se ligam à cabeça do úmero mas têm sua inserção inicial na escápula.

É importante para a constatação do "Ombro do Nadador" saber que os rotadores do ombro estão ligados diretamente abaixo do acrômio.

Como os músculos acima citados, o bíceps tem dois pontos de origem e ambos próximos do ombro: o primeiro na apófise coracóide e o segundo atravessa a ranhura bicipital na cabeça do úmero.

O tendão que produz tendinite no bíceps é exatamente, o que atravessa a ranhura bicipital.

Um músculo também importante é o deltóide que tem origem no acrômio e se insere na parte superior do úmero.

Há dois grandes músculos responsáveis pela puxada em natação, o peitoral maior e o latíssimus dorsi que se inserem à frente do úmero e que também sofrem com a contusão a que aludimos.

Há outros como teres maior, o peitoral menor que influenciam no movimento da articulação do ombro também podem ser lesados pelo "Ombro do Nadador". O triceps, músculo de grande evidência no movimento do nado, se origina na cavidade glenóide e ajuda a estabilizar o ombro em conjunto com o movimento do cotovel. O grande trapézio estabiliza a cápsula e serve para elevar o ombro e o braço.

Diante de um complexo tão grande de músculos ativos, esta região mantém uma grande área de problemas em potencial que requerem do Técnico e do nadador, um grande cuidado.

Entre os movimentos que mais levam o atleta a adquirir o "ombro do nadadof, estão, em ordem de preferência, o borboleta, o livre e o costas. Durante a puxada do crawl, como no golfinho, o ombro gira por si só. Nesta fase, a força é proveniente da rotação interna do úmero, sendo completada largamente pelo grande peitoral, latíssimus dorsi e sub-escapular.


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